BUSCA PELA CATEGORIA "COVID-19"
- Elton Alisson, da Agência Fapesp
- 08 Set 2021
- 07:20h
É o que apontam os estudos realizados por especialistas da USP com pacientes homens que tiveram Covid-19 | Foto: Reprodução
Ao acompanhar, desde o início do ano passado, pacientes homens que tiveram Covid-19, o andrologista Jorge Hallak, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coodernador do Grupo de Estudos em Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), começou a observar que os resultados de exames de fertilidade e hormonais deles permanecem alterados mesmo meses após se recuperarem da doença.
Apesar de ser um teste inicial e não ter condições de diagnosticar fertilidade ou infertilidade, o espermograma de vários pacientes tem indicado, por exemplo, que a motilidade espermática – a capacidade de os espermatozoides se moverem e fertilizarem o óvulo, cujo índice normal é acima de 50% – caiu para entre 8% e 12% e permaneceu nesse patamar quase um ano após terem sido infectados pelo SARS-CoV-2.
Já os testes hormonais apontam que os níveis de testosterona de muitos deles também despencaram após a doença. Enquanto o nível normal desse hormônio é de 300 a 500 nanogramas por decilitro de sangue (ng/dL), em pacientes que tiveram Covid-19 esse índice chegou a variar abaixo de 200 e, muitas vezes, ficou entre 70 e 80 ng/dL
“Temos visto, cada vez mais, alterações prolongadas na qualidade do sêmen e dos hormônios de pacientes que tiveram a doença, mesmo naqueles que apresentaram quadro leve ou assintomático”, diz Hallak à Agência Fapesp.
Alguns estudos feitos pelo pesquisador em colaboração com colegas do Departamento de Patologia da FM-USP, publicados nos últimos meses, têm ajudado a elucidar essas observações feitas na prática clínica. Os pesquisadores constataram que o SARS-CoV-2 também infecta os testículos, prejudicando a capacidade das gônadas masculinas de produzir espermatozoides e hormônios.
“É muito preocupante como o novo coronavírus afeta os testículos, mesmo nos casos assintomáticos ou pouco sintomáticos da doença. Entre todos os agentes prejudiciais aos testículos que estudei até hoje, o SARS-CoV-2 parece ser muito atuante. Cada patologia tem particularidades que a prática e a experiência nos demonstram. O SARS-CoV-2 tem a característica de afetar a espermatogênese. Estamos descobrindo os mecanismos envolvidos, como motilidade progressiva persistentemente muito baixa e morfologia bem alterada, sem mudança da concentração espermática significativa”, afirma Hallak.
Em um estudo com 26 pacientes que tiveram Covid-19, os pesquisadores verificaram por meio de exames de ultrassom que mais da metade deles apresenta inflamação no epidídimo – estrutura responsável pelo armazenamento dos espermatozoides e onde eles adquirem a capacidade de locomoção. Os pacientes têm idade média de 33 anos e foram atendidos no Hospital das Clínicas da FM-USP e no Instituto Androscience de Ciência e Inovação em Andrologia. Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Andrology.
“Ao contrário de uma infecção bacteriana clássica ou por outros vírus, como o da caxumba, que causa inchaço e comumente desconforto ou dor nos testículos em um terço dos acometidos, a epididimite causada pelo novo coronavírus é indolor e não é possível de ser diagnosticada por apalpamento [exame físico] ou a olho nu”, explica Hallak.
Por isso, segundo ele, seria interessante ensinar o autoexame dos testículos como política de saúde pública no pós-pandemia. “É ideal que os adolescentes, adultos jovens e homens em idade ou com desejo reprodutivo, após serem infectados pelo SARS-CoV-2, procurem um urologista ou andrologista e façam uma consulta com mensuração do volume testicular, dosagem de testosterona e de outros hormônios, além de análises do sêmen com testes de função espermática, seguidos de um exame de ultrassom com Doppler colorido, para verificar se apresentam algum tipo de acometimento testicular que pode afetar a fertilidade e a produção hormonal. Esses indivíduos devem ser acompanhados por um a dois anos após a infecção, pelo menos, pois ainda não sabemos como a doença evolui”, aponta..
Invasão de células testiculares
Outro estudo recém-publicado pelo mesmo grupo de pesquisadores e também apoiado pela FAPESP indicou que o SARS-CoV-2 invade todos os tipos de células testiculares, causando lesões que podem prejudicar a função hormonal e a fertilidade masculina.
Por meio de um projeto coordenado pelos professores da FM-USP Paulo Saldiva e Marisa Dolhnikoff, foram empregadas técnicas de autópsia minimamente invasivas para extrair amostras de tecidos testiculares de 11 homens, com idade entre 32 e 88 anos, que morreram no HC-FM-USP em decorrência da doença em estado grave.
Os resultados das análises indicaram uma série de lesões testiculares que podem ser atribuídas a alterações inflamatórias que diminuem a produção de espermatozoides (espermatogênese) e hormonal.
“O que nos chamou a atenção de imediato nesses pacientes que morreram em decorrência da Covid-19 foi a diminuição drástica da espermatogênese. Mesmo os mais jovens, em idade fértil, praticamente não tinham espermatozoides”, conta Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista da FM-USP e do Instituto Adolfo Lutz e coordenador do estudo.
Segundo o pesquisador, algumas das prováveis causas da diminuição da espermatogênese nesses pacientes foram lesões causadas pelo vírus nos vasos do parênquima testicular, com a presença de trombos, que levaram à hipóxia – ausência de oxigenação nos tecidos –, além de fibroses que obstruem os túbulos seminíferos, onde os espermatozoides são produzidos.
Uma das razões prováveis para a diminuição hormonal é a perda de células de Leydig, que se encontram entre os túbulos seminíferos e produzem testosterona. “As funções dos testículos de produzir espermatozoides e hormônios sexuais masculinos são independentes, mas há uma interconexão entre elas. Se a produção de hormônios pelas células de Leydig estiver prejudicada, a fertilidade também será diminuída”, afirma Duarte Neto.
Alguns dos sintomas da deficiência de testosterona (hipogonadismo) são perda muscular, cansaço, irritabilidade, perda de memória e ganho de peso, que podem ser confundidos como efeitos de longo prazo da Covid-19. “Uma parte importante desse quadro clínico seguramente está relacionada a uma baixa função testicular. Mas isso ainda não tem sido abordado porque os pacientes não têm dor e não se costuma dosar os hormônios e nem fazer análise dos espermatozoides após eles se recuperarem da Covid-19”, alerta Hallak.
Os pesquisadores pretendem realizar um estudo de acompanhamento de pacientes homens que tiveram a doença com o objetivo de avaliar em quanto tempo as lesões testiculares causadas pelo SARS-CoV-2 podem ser revertidas naturalmente ou por meio da administração de medicamentos. “Ainda não sabemos se essas lesões testiculares poderão ser revertidas e quanto tempo levará para isso acontecer”, afirma Hallak.
As principais preocupações do pesquisador são em relação a homens em idade reprodutiva, adolescentes e pré-púberes, sobre os quais ainda não há dados sobre lesões testiculares causadas pela doença. Não se sabe quais serão os impactos na puberdade em relação à capacidade fértil, se a produção de hormônios será afetada de forma transitória, prolongada ou definitiva e qual o grau de lesão residual irreversível.
Como não há dados de pré-infecção pelo SARS-CoV-2 de cada indivíduo, os estudos prospectivos deverão incluir um grupo controle para efeitos de comparação, sugere Hallak. “Esses indivíduos podem ter problemas de infertilidade e alterações hormonais no futuro e não saberem que isso pode ter sido causado pela infecção pela Covid-19, porque apresentaram sintomas leves ou foram assintomáticos”, pondera.
Aumento da infertilidade masculina
O pesquisador estima que a Covid-19 poderá causar um aumento na infertilidade masculina. Atualmente, entre 15% e 18% dos casais enfrentam dificuldades para conceber – por problemas masculinos em 52% dos casos.
Esse cenário pode desencadear uma busca maior por técnicas de reprodução assistida que, de acordo com ele, é realizada por vezes de forma apressada no Brasil para causas masculinas, sem avaliação inicial adequada e padronizada e, muitas vezes, sem que seja estabelecido o diagnóstico causador inicial e sem tempo hábil para se propor condutas com base em melhor custo-benefício e a aplicação de tratamentos específicos que podem curar a causa ou restabelecer a capacidade fértil natural.
“Será preciso tomar muito cuidado com a reprodução assistida pós-pandemia de Covid-19, pois não se sabe as consequências disso nos meses subsequentes à infecção”, ressalta Hallak.
Uma vez que o SARS-CoV-2 tem sido detectado em todos os tipos de células dos testículos, que participam de todas as etapas da espermatogênese, não se sabe se o vírus também pode estar presente em espermatozoides de pacientes que tiveram a doença e se permanecem quiescentes nos tecidos meses depois de terem se recuperado da doença.
“Esses espermatozoides podem ter sido afetados pelo vírus e, idealmente, deveria preventivamente se esperar, no mínimo, um ciclo de espermatogênese – ao redor de 90 dias – antes de prosseguir com técnicas de reprodução artificial, em que a seleção dos espermermatozoides é feita por análises por microscopia e não pelo processo de seleção natural testado ao longo de milhões de anos”, avalia Hallak.
“Temos visto lesões de DNA causadas pelo novo coronavírus muito elevadas, ao redor de 60% a 80%, enquanto o normal é de até 25% e, o aceitável, até 30%”, compara.
Outra preocupação do pesquisador é com a reposição de testosterona nesses pacientes que tiveram Covid-19 e queda hormonal, que, segundo ele, é uma medida desnecessária no período imediato pós-Covid, principalmente para adultos jovens e em idade reprodutiva.
“A reposição de testosterona em um paciente já afetado vai inibir ainda mais a função testicular. Os testículos têm mecanismos de reparação para voltar a produzir hormônios e existem tratamentos medicamentosos que aumentam a produção natural dos hormônios esteroidais, restabelecendo progressivamente a função testicular intrínseca do indivíduo. Isso também vai depender se houve lesão às células de Leydig e em qual grau, que é algo que não sabemos ainda”, pondera.
“Na Faculdade de Medicina da USP, estamos reunindo especialistas de diversas especialidades médicas para estudar um grupo de 749 pacientes homens que tiveram Covid-19 que serão submetidos a uma primeira avaliação ao longo dos próximos quatro anos com o objetivo de obtermos mais conhecimento sobre a síndrome pós-Covid-19”, diz Hallak.
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- Redação
- 06 Set 2021
- 16:14h
Foto: Reprodução Paraíba Online
As aulas no município de Queimadas, no norte da Bahia, foram suspensas nesta segunda-feira (6) após a morte de uma criança de 6 anos, infectada pelo novo coronavírus.
Segundo informações do portal G1, a criança foi identificada como Ana Vitória Oliveira Mercês. Ela morava com a família no distrito de Espanta Gado e foi o primeiro caso de morte de criança pela doença em Queimadas.
Ainda não há previsão de retomada das aulas na cidade. Com a morte da menina, a Prefeitura também decidiu adotar novas medidas restritivas em uma tentativa de conter o vírus que provoca a Covid-19. Além da suspensão das aulas presenciais, também está proibida a realização de qualquer tipo de eventos e festas.
No distrito de Espanta Gado, onde a menina morava, bares, lanchonetes, pizzarias e restaurantes foram proibidos de funcionar. A feira livre a comunidade, que é realizada sempre às segundas-feiras, também está suspensa, assim como a prática de esportes coletivos.
Em Queimadas, que tem mais de 26 mil habitantes, segundo a prefeitura municipal, 15,8 mil pessoas foram vacinadas contra Covid-19. Nesta segunda, a aplicação dos imunizantes segue normalmente.
- por Francis Juliano
- 05 Set 2021
- 07:22h
(Foto: Reprodução)
A Bahia registrou novos 528 casos de Covid-19. A informação é do boletim da Secretaria da Saúde do Estado deste sábado (4). O número é 35,13% menor do que o registrado nesta sexta-feira (3), que contabilizou 814 casos de novo coronavírus.
Em relação aos casos ativos – que podem contaminar outras pessoas – foram 2.890 neste sábado, ante 3.014 do dia anterior, baixa leve de 4,11%. O único aumento do dia foi no número de óbitos. Enquanto na sexta foram registradas 25 mortes, neste sábado foram 30, alta de 20%.
MARACÁS
O município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, se mantém como cidade onde há maior risco de alguém adoecer por Covid-19 no estado. Segundo a Sesab, o coeficiente de incidência por 100 mil habitantes local é de 17.889,03.
A lista segue com São Felipe 16.162,10, Itabuna 15.966,85, Itororó 15.773,72 e Ibirataia 15.517,24. Desde o primeiro caso de Covid-19 registrado em Feira de Santana em março do ano passado, a Bahia já acumula 1.223.769 casos confirmados da infecção, com 26.565 óbitos.
- Correio 24h
- 02 Set 2021
- 12:37h
SESAU já confirmou novas contaminações | Foto: Reprodução
Uma das três pessoas infectadas pela variante delta na Bahia morreu. Trata-se de um residente do município de Niterói, no Rio de Janeiro, de 43 anos, que estava a bordo de um navio dos Estados Unidos ancorado na Bahia. Os casos foram detectados há mais de 30 dias e o navio não está mais no estado.
O homem contaminado apresentou sintomas no dia 15 de julho e morreu no dia 14 de agosto. Ainda não se sabe se o tripulante estava vacinado.
As três contaminações com a variante foram anunciadas nesta quinta-feira (26) pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Os outros dois infectados são moradores de Feira de Santana e de Vereda, município próximo a Teixeira de Freitas, e passam bem.
O homem de Feira de Santana tem 52 anos e apresentou sintomas no dia 20 de julho. O de Vereda tem 29 anos e apresentou os primeiros sintomas no dia 14 de julho. Os dois não precisaram ser internados e foram monitorados pelas secretarias municipais de saúde e também pela Sesab, assim como as pessoas com quem tiveram contato. Os dois homens não estavam vacinados.
De acordo com a secretária em exercício, Tereza Paim, mesmo que tenha ocorrido monitoramento, a transmissão já é considerada comunitária, já que não se sabe quem levou a variante até os municípios.
A delta, originalmente conhecida como B.1.617.2, existe desde o final do ano passado, e nos últimos meses tornou-se rapidamente dominante em muitos países. Estimativas apontam que essa variante é entre 60% e 200% mais transmissível do que o vírus original. A variante delta apareceu pela primeira vez na Índia. Ela já foi registrada em mais de 120 países e preocupa o mundo por se tratar de uma cepa altamente transmissível. A Bahia foi o 15º estado a confirmar casos no Brasil.
- Brumado Urgente
- 02 Set 2021
- 08:26h
(Foto Ilustrativa)
Quando muitos acreditam que a Pandemia provocada pelo novo coronavírus estaria caminhando para o seu final, o patógeno parece mais resistente do que nunca e, agora, com a nova variante Delta poderemos ter uma terceira onda da doença que já ceifou mais de 600 mil vidas no Brasil. Brumado acordou nessa manhã de quinta-feira (02) com mais uma notícia de morte pela Covid-19, o que já não acontecia há dias. Só que a situação pode ser ainda mais grave do que se imagina, já que alguns possíveis casos da Variante Delta já estariam circulando pela cidade. Um dos fatos mais comentados é que um proprietário de um bar muito conhecido e frequentado na cidade teria contraído a variante. Segundo informações ele já está hospitalizado em Vitória da Conquista recebendo o devido tratamento. Então, infelizmente, quando se esperava a volta à normalidade, ao que tudo indica, isso ainda irá demorar mais um pouco, pois, caso se confirme a circulação da variante no município, as autoridades devem tomar sérias medidas restritivas no intuito de controlar a nova onda de infestação. Então continua mais do que necessário a observação do protocolo de segurança, que é manter a devida distância física, o uso de máscaras e álcool in gel. A Secretaria Municipal de Saúde, até o momento, não emitiu nenhum comunicado oficial sobre a possível contaminação com a Delta.
- Redação
- 01 Set 2021
- 15:29h
AS comprovações ocorreram em Poções | Foto: Reprodução
A Prefeitura de Poções, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem, por meio desta nota, notificar à população que foi confirmado no município a variante de COVID-19 vinda do Reino Unido. Trata-se de uma paciente jovem, com exame diagnosticado pelo LACEN – Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia. Paciente sem histórico de viagens, porém teve contato com muitas pessoas de outros municípios.
Reiteramos a importância da população manter todos os cuidados e respeitar os protocolos de prevenção ao COVID em nosso município, visto que, apesar da vacinação ter avançado, ainda temos casos diários de infectados com probabilidade de novas variantes.
- Redação
- 01 Set 2021
- 08:52h
Foto: Max Haack/Ag Haack
Com a manutenção da proibição do Governo da Bahia para a realização de shows, festas públicas e privadas (reveja aqui), empresários de eventos criticaram a medida. A nova suspensão para a execução dos eventos, tomada pelo governador Rui Costa (PT), vai até o dia 10 de setembro.
"A gente gostaria que o governador pensasse. Entendesse o tamanho do sofrimento, todos os setores voltaram mesmo nós, ele poderia valorizar a classe artística. Estamos a 18 meses parados, precisamos de outros olhares. Todos os setores voltaram, estamos completamente parados", comentou o Marcelo Britto, da Salvador Produções.
Já empresário do ramo, Guiga Sampaio apontou que a sensação é de desprezo pelo poder público. "É triste. Lamentamos. É uma sensação de que o único setor da economia para quem não há nenhuma preocupação é o nosso. Os eventos sociais foram liberados. Podem ir para casamento e não podem ir para eventos com ingressos vendidos", disse Sampaio ao BN.
O produtor de eventos Wagner Miau pontuou que o protocolo "não tem isonomia”. “O governador tem sido incoerente. Como você pode ter oito pessoas em uma mesa de bar e só pode ter duas pessoas no palco. O governador está distante do nosso setor, ele não tem um diálogo. Estamos todos fatigados, quando ele parar para ouvir o setor não teremos mais nada para sugerir. Se não tiver um verão ativo, dificilmente iremos retornar", disse o produtor de eventos, Wagner.
O governo manteve permitido os eventos sociais com lotação máxima de 500 pessoas como: cerimônias de casamento, eventos urbanos e rurais em logradouros públicos ou privados, circos, parques de exposições, solenidades de formatura, passeatas e afins, funcionamento de zoológicos, parques de diversões, museus, teatros e afins.
- Marquezan Araújo / Brasil 61
- 01 Set 2021
- 08:22h
Caso aprovada, a MP vai permitir à administração pública comprar, com mais agilidade, insumos, bens e serviços para o enfrentamento da Covid | Foto: Reprodução
O Senado Federal vai passar a analisar a Medida Provisória 1047/21, que permite à administração pública comprar, com dispensa de licitação, insumos, bens e serviços para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. A proposta foi aprovada na Câmara na última semana.
Apesar de considerar que Itapetininga (SP), localizada na Região Metropolitana de Sorocaba, não teve dificuldade para adquirir esse tipo de material e serviços, a prefeita do município, Simone Marquetto, acredita que a MP vai beneficiar os entes municipais. “Com isso, as secretarias conseguem dar agilidade aos processos todos, para que possamos ter esse trabalho em conjunto. Eu sempre trabalho em Itapetininga de uma forma multidisciplinar, e a agilidade na parte burocrática sempre é bem-vinda, para darmos conta de entregar o serviço com qualidade e rapidez, porque se trata de uma pandemia”, explica Simone, que também é representante do Sudeste no Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do ISSQN da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
Segundo o relator da matéria na Câmara, deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), a MP ofertará outras vantagens à administração pública, assim como à sociedade, sobretudo no que diz respeito à garantia da execução de serviços, até mesmo na área de engenharia. “Fica a administração pública direta e indireta, de todos os entes da Federação, e dos órgãos constitucionalmente autônomos, autorizados a dispensar a licitação, realizar a licitação na modalidade pregão eletrônico ou presencial, com prazos reduzidos. E, aplica-se o disposto nessa lei as contratações realizadas por organizações da sociedade civil de interesse público e à organização da sociedade civil que utilize recursos da União decorrente de transferências voluntárias”, pontua o congressista.
- Redação
- 31 Ago 2021
- 07:10h
Variante tem reduzido a proteção das vacinas; pasta também demonstrou preocupação com afrouxamento das regras sanitárias | Foto: Reprodução
Com o avanço da variante delta no Brasil, o Ministério da Saúde já trabalha com a possibilidade de uma alta nos casos de Covid-19 e nas hostilizações ao longo no mês de setembro.
A variante, identificada primeiro na Índia, reduz o efeito das vacinas, o que tem feito com que alguns governos adotem a aplicação da 3ª dose, como já ocorre em Salvador.
Com isso, a esperança do Ministério da Saúde, segundo a Folha de S.Paulo, é que, com o avanço da vacinação, ao menos o número de óbitos não cresça no mesmo período.
Os imunizantes muitas vezes não impedem a infecção pelo novo coronavírus, mas diminuem seus efeitos e impedem o agravamento da doença.
- Redação
- 30 Ago 2021
- 15:45h
(Foto: Reprodução)
A chance das pessoas infectadas com a variante Delta do coronavírus serem hospitalizadas é duas vezes maior do que aquelas com a cepa Alpha do vírus. O estudo que identificou o fato publicado na revista científica The Lancet no sábado (28).
A variante Alpha foi identificada pela primeira vez no Reino Unido e a Delta na Índia, em novembro e dezembro do ano passado, respectivamente.
De acordo com reportagem do Estadão, a pesquisa que identificou a mais chance de hospitalização da Delta foi desenvolvida por pesquisadores britânicos da agência pública de saúde (Public Health England, PHE) e da Universidade de Cambridge.
Uma das autoras do estudo, a cientista Anne Presanis sinalizou que a análise identificou que sem a vacinação, haveria uma epidemia ligada à variante Delta que implicaria em uma carga mais pesada no sistema de saúde do que a que se teve com a variante Alpha.
Para chegarem às conclusões, os pesquisadores britânicos analisaram dados de mais de 43,3 mil casos da doença na Inglaterra, identificados entre 29 de março e 23 de maio, quando a variante Delta começava a se propagar na região. Segundo o Estadão, do total, 20% das pessoas estavam contaminadas com a Delta, enquanto o restante correspondia à Alpha.
A análise bruta dos dados não mostrou diferença relevante em proporção de internações entre ambas, com 2,3% dos contagiados pela Delta sendo hospitalizados ante 2,2% da Alpha. Porém, ao serem considerados outros fatores que influenciam na gravidade da doença (como idade, comorbidades, vacinação etc), os pesquisadores calcularam que o risco se multiplica por 2,26 na comparação entre as duas, traz a reportagem.
- Redação
- 30 Ago 2021
- 06:44h
Carga vai contar com 112.250 doses da AstraZeneca e 89.580 da Pfizer | Foto: Reprodução
A Bahia vai receber um carregamento com 198.830 doses de vacinas contra a Covid-19, nesta segunda-feira (30). A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do estado (Sesab).
A carga vai contar com 112.250 doses da AstraZeneca e 89.580 da Pfizer. O último lote de vacinas que desembarcou no estado chegou na noite de quinta-feira (26), trazendo pouco mais de 500 mil doses da Pfizer e da Coronavac.
Até o momento, a Bahia recebeu o total de 15.397.538 doses de vacinas, sendo 5.428.838 da Sinovac/Coronavac; 6.567.830 da Oxford/AstraZeneca; 3.139.770 da Pfizer e 261.100 da Janssen.
- Redação
- 29 Ago 2021
- 11:22h
Estado fluminense tem aumento na taxa de hospitalizações e dados revelam que a variante delta já é predominante | Foto: Reprodução
O estado do Rio de Janeiro vive uma situação exclusiva desde o início da pandemia. Isto porque, mesmo com o otimismo da população com o avanço da vacinação e muitas cidades já tendo aplicado a primeira dose contra a Covid-19 em praticamente todos os adultos, há uma apreensão com a chegada e o rápido espalhamento da variante delta do coronavírus e, consequentemente, o crescimento do número de internações por infecções respiratórias, o que liga o sinal de alerta das autoridades e ameaça os planos de reabertura.
De acordo com reportagem publicada pelo G1, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), Leonardo Bastos, avaliou a situação no estado. “Os dados mostram um aumento recente das hospitalizações entre os grupos mais velhos. Isso está acontecendo em outros lugares, mas, no Rio de Janeiro, a situação está pior“.
Segundo ele, “as últimas estatísticas sugerem que algo diferente está acontecendo no estado, mas ainda não sabemos exatamente o que é”, completa.
Ainda conforme a reportagem, a mudança de cenário acontece na prática, como ressalta o infectologista Alberto Chebabo, diretor médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“Recentemente, houve um aumento na demanda por internação por Covid-19, especialmente entre idosos e profissionais da saúde. Isso era uma coisa que não víamos com essa frequência havia um bom tempo”, relata o especialista, que também é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, afirmam que não é possível destacar um único fator por trás do repique de casos e internações em território fluminense. No entanto, apontam a chegada da variante delta como principal fator.
“É preciso considerar a chegada da variante delta do coronavírus, o relaxamento da população e das medidas restritivas e até uma eventual perda de efetividade das vacinas com o passar do tempo. O coronavírus está se modificando constantemente para continuar circulando entre nós”, declarou o pesquisador Leo Bastos.
Bastos diz ainda que o Rio de Janeiro de hoje pode ser o Brasil de amanhã, pois a situação local deveria representar, sim, uma preocupação. “O Rio de Janeiro é um ponto de confluência e tem uma grande conexão com outras regiões brasileiras, especialmente com São Paulo. E sabemos que, quando a piora chega em São Paulo, ela se espalha mais facilmente para outros lugares”, conclui.
- Redação
- 28 Ago 2021
- 08:03h
Assim como os casos de Feira de Santana e Vereda, ele não estava vacinado |Foto: Divulgação/Sesab
Um dos quatro pacientes identificados na Bahia com a variante delta da Covid-19 morreu em decorrência da doença, em Salvador. É o que aponta o boletim divulgado pela Sesab (Secretaria de Saúde do Estado) na noite de sexta-feira (27).
Segundo a pasta, o homem tinha 41 anos e era morador de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava a bordo de um navio dos Estados Unidos ancorado em Salvador e que não está mais na cidade. O paciente faleceu no dia 14 de agosto.
Segundo informações da Sesab, assim como os casos identificados em Feira de Santa e Vereda, o homem não estava vacinado contra a Covid-19. Ele começou a apresentar os sintomas no dia 15 de julho e morreu quase um mês depois.
Na quinta-feira (26), a Sesab havia informado que, na época do registro, a embarcação foi isolada e os tripulantes não tiveram contato com o público externo do navio. Além do paciente que morreu, outra pessoa que estava no navio também foi contaminada com uma variante, a beta.
- Francis Juliano
- 27 Ago 2021
- 08:40h
(Foto: Reprodução)
Um morador de Feira de Santana que não tomou nenhuma dose da vacina contra a Covid-19 é um dos casos da variante Delta identificados na Bahia. A informação foi passada na manhã desta sexta-feira (27) em coletiva de imprensa.
Segundo a coordenadora da vigilância municipal, Melissa Falcão, o paciente contraiu o vírus em 20 de julho e esteve assintomático, o que já aumenta a suspeita de transmissão comunitária no município. A coordenadora disse que a vigilância segue em investigação para identificar familiares e pessoas que tiveram contato com o portador do vírus.
“Isso mostra que já temos a variante delta dentro do município em cerca de 30 dias. Não conseguimos detectar até o momento as pessoas que tiveram contato com ele. Sabemos que ele já estava na idade de vacinar e não tomou nenhuma das duas doses”, disse Falcão.
A coordenadora declarou ainda que, assim como o primeiro caso de Covid-19 na Bahia foi identificado em Feira, o caso da variante Delta foi constatado por conta do fluxo de pessoas e pelo trabalho da vigilância local. Melissa Falcão afirmou que o caso não deve causar pânico. “As medias estão sendo tomadas”, finalizou.
- Redação
- 27 Ago 2021
- 07:03h
(Foto: Reprodução)
O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) detectou nesta quinta-feira (26), por meio de sequenciamento genético, três amostras da variante indiana da Covid-19 (Delta) e uma sul-africana (Beta) no estado. O governador Rui Costa se reuniu com técnicos da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e propôs o início imediato da terceira dose em todos os municípios que já alcançaram a faixa etária de 18 anos. A medida será pauta da reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) prevista para esta sexta-feira (27), que é uma instância deliberativa do SUS que reúne representantes dos 417 municípios.
De acordo com a secretária estadual da Saúde em exercício, Tereza Paim, “281 municípios se enquadram nesta característica, sendo que a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca”, afirma. A dose de reforço está estimada para um público superior a 950 mil baianos e a ação será destinada a todos os indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para pessoas acima de 70 anos vacinadas há 6 meses.
Como medida de contenção, a Sesab fará ainda o rastreamento por meio de teste de antígeno e RT-PCR nas regiões onde foram detectadas as variantes. Todos os pacientes internados nas UTIs com Covid-19 terão amostras colhidas e sequenciadas para identificação do tipo da variante. “É preciso que os municípios acelerem a vacinação para impedir o avanço de novas cepas, bem como manter o distanciamento social, higienizar frequentemente as mãos e continuar usando máscara”, ressalta Tereza Paim.
A secretária explica ainda que apesar da detecção dessas variantes, a Gamma (antiga P.1, originária em Manaus) ainda é responsável por quase 80% das infecções no estado. “Dois tripulantes de um navio com bandeira estrangeira testaram positivo para a variante Delta e Beta, porém, neste caso, a embarcação estava em isolamento, impossibilitando contactantes. Já as duas outras amostras foram detectadas em pacientes residentes nos municípios de Feira de Santana e Vereda”, afirma Tereza Paim.
Reconhecido como a 3ª maior unidade de vigilância laboratorial do país e classificado na categoria máxima de qualidade pelo Ministério da Saúde, o Lacen-BA analisou amostras de mais de 150 municípios dos nove Núcleos Regionais de Saúde. Em onze meses, o Lacen-BA já realizou 520 exames de sequenciamento genético do vírus da Covid-19
A escolha das amostras para o sequenciamento foi baseada na representatividade de todas as regiões geográficas do estado da Bahia, casos suspeitos de reinfecção, amostras de indivíduos que evoluíram para óbito, contatos de indivíduos portadores de variantes de atenção (VOC) e indivíduos que viajaram para área de circulação das novas variantes com sintomas clínicos característicos.