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Covid-19: Comitê de agência americana recomenda dose de reforço da vacina da Janssen

  • 16 Out 2021
  • 10:08h

Foto: Jefferson Peixoto / Secom

Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) recomendou, nesta sexta-feira (15), a aplicação de uma dose de reforço para a vacina da Janssen contra a Covid-19.

O imunizante, desenvolvido pela braço de vacinas da farmacêutica Johnson & Johnson, é aplicado em regime de dose única. A recomendação é que a "dose extra" seja aplicada com um mínimo de dois meses após a primeira, conforme publicação do G1. 

Antes da recomendação, representantes da farmacêutica defenderam a vacinação a partir dos seis meses da primeira dose, segundo acompanhamento da resposta imunológica de pacientes.

A recomendação do comitê independente não é definitiva, e nem obrigatória, mas a agência reguladora normalmente a segue à risca.

Se a FDA aprovar o reforço da Janssen, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) fará recomendações específicas sobre quem poderá recebê-la.

No fim de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que a farmacêutica informasse sobre a necessidade de dose de reforço ou de revacinação do seu imunizantes contra a Covid-19.

O objetivo, segundo a Anvisa, era de antecipar informações que permitam avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas em uso no Brasil.

O órgão também informou que pediu que a Janssen agende uma reunião com os técnicos da Agência para discutir dados disponíveis sobre a questão.

O imunizante da Janssen é o único em uso no Brasil que é administrado em apenas uma dose. Ele tem autorização para uso emergencial, aprovado em março.

Covid-19: Brasil tem menor média móvel de vítimas desde abril de 2020

  • Bahia Notícias
  • 15 Out 2021
  • 12:24h

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Com o avanço da imunização e um contingente de mais de 100 milhões de pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19, o Brasil registrou na última quarta-feira (13) a menor média móvel de vítimas da doença desde abril de 2020.

Em 1º de julho, a média móvel era de mais de 1,5 mil mortes por dia, indicador que chegou na quarta a 316 por dia, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  No pior dia da pandemia, em 12 de abril de 2021, o indicador chegou a 3.123 vítimas diárias. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o painel de dados da fundação, o Brasil tem hoje 47,2% de sua população totalmente vacinada e 70,31% que tomou ao menos a primeira dose.

Brasil chega a 100 milhões de pessoas com esquema vacinal contra Covid-19 completo

  • Bahia Notícias
  • 14 Out 2021
  • 14:05h

Foto: Tony Winston/MS

O Brasil alcançou nesta quarta-feira (13) a marca de mais de 100 milhões de brasileiros com esquema vacinal completo contra a Covid-19. São pessoas que tomaram as duas doses ou dose única das vacinas contra a doença causada pelo coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, o número corresponde a 62,5% do público-alvo.

A expectativa da pasta é de que até o fim de outubro o número de imunizados cresça mais. Isso porque o Ministério da Saúde prevê a chegada de mais 51,5 milhões de doses de vacina Covid-19. A previsão é que sejam 15,3 milhões da AstraZeneca e 36,1 milhões do imunizante da Pfizer. As doses correspondem a novos contratos, além dos 100 milhões entregues por ambos os laboratórios. O Instituto Butantan finalizou as entregas das doses contratadas em setembro.

Até o momento, o Governo Federal enviou aos estados e o Distrito Federal mais de 301 milhões de doses de vacina Covid-19. O Brasil registrava até esta quarta 93,7% do público-alvo vacinado com a primeira dose.

Vale lembrar também que a Pasta iniciou o reforço na população. Mais de 2,4 milhões já receberam o reforço na imunização.

Covid-19: Taxa de transmissão no Brasil é a 6ª menor entre 75 países

  • Bahia Notícias
  • 13 Out 2021
  • 11:31h

Foto: Divulgação/Sesab

A crise sanitária causada pela Covid-19 no Brasil vem apresentando melhora diante do avanço da vacinação. Dados divulgados no início dessa semana pelo Imperial College de Londres indicam que o país atingiu, segundo a instituição britânica, taxa de transmissão de 0,60, a menor desde abril de 2020, quando os dados começaram a ser tabulados.

O Imperial College monitora a pandemia em 75 nações, e o número divulgado nessa segunda-feira (11/10) deixa o Brasil com a 6ª menor taxa entre esse grupo, traz reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

De acordo com a metodologia adotada pela instituição para calcular a taxa de transmissão, o 0,60 significa que cada 100 pessoas infectadas pelo coronavírus transmitem a doença para outros 60 indivíduos. A margem de erro pode colocar o dado entre 0,24 e 0,79.

O dado é positivo porque o Brasil passou a maior parte da pandemia com o chamado índice Rt próximo ou acima de 1, o que indicava que cada 100 infectados passavam a doença para mais de 100 pessoas, revelando contágio descontrolado.

OMS recomenda 3ª dose de vacina da Covid para idosos que receberam CoronaVac

  • Bahia Notícias
  • 12 Out 2021
  • 07:02h

Foto: Geovana Alburquerque / Agência Saúde

Uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgada nesta segunda-feira (11) através do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas, orientou que imunossuprimidos vacinados com qualquer vacina e idosos a partir de 60 anos que tomaram a CoronaVac recebam uma terceira dose do imunizante contra a Covid-19.

Conforme divulgou o Portal G1, a orientação é de que idosos sejam vacinados com uma terceira dose da própria CoronaVac. A imunização com outra vacina poderá ser considerada "com base no fornecimento" e "nas considerações de acesso", segundo a entidade.

De acordo com os especialistas, "ao implementar esta recomendação, os países devem inicialmente ter como objetivo maximizar a cobertura de 2 doses nessa população e, posteriormente, administrar a terceira dose, começando nos grupos de idade mais avançada", recomendaram.   No Brasil, o imunizante da Pfizer é o destinado aos públicos autorizados a receber a terceira dose. 

Bahia tem menor número de novos casos da Covid-19 em 24h desde abril de 2020

  • por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
  • 11 Out 2021
  • 21:13h

Foto: Reprodução / Sesab

A Bahia registrou o menor número de novos casos em 24h da Covid-19 desde o dia 19 de abril de 2020. Nesta segunda-feira (11), o estado confirmou 104 novos casos, segundo o boletim divulgado pela secretaria de saúde da Bahia (Sesab). Registrado em abril de 2020, o menor número havia sido de 49 infecções. 

Os casos ativos também chegaram a níveis mais baixos dos últimos 19 dias. Ao todo, na Bahia, 2.501 pessoas encontram-se com o vírus ativo no corpo. Desde o último boletim, a Sesab confirmou também que 202 pessoas foram curadas da infecção pelo novo coronavírus. 

O número de óbitos aponta que, desde o início da pandemia, 26.925 tiveram a morte confirmada pela Covid-19 e nas últimas 24h, 6 óbitos foram confirmados em decorrência da doença.

Bahia tem 10 ou menos mortes por dia em razão da Covid-19 nos últimos quinze dias

  • Bahia Notícias
  • 10 Out 2021
  • 14:13h

Foto: Brumado Urgente

Com os novos sete óbitos em decorrência da Covid-19, registrados neste sábado (9), a Bahia mantém o número entre dez ou menos mortes por 15 dias seguidos. Ao todo, desde o início da pandemia, 26.916 tiveram óbito confirmado por conta da infecção. 

O boletim da secretaria de saúde da Bahia aponta também que o estado registou 375 novos casos da doença. O estado também possui 2.649 casos ativos, com 1.207.905 já sendo considerados recuperados. Com 10.302.032 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 80,9% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254. 

Conass pede manutenção do uso de máscara no Brasil: 'Estratégia indispensável'

  • Bahia Notícias
  • 08 Out 2021
  • 14:58h

Foto: Pixabay / Free

Após alguns gestores sinalizarem a possibilidade de relativizar o uso de máscaras como meio de prevenção à proliferação da Covid-19, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) emitiu uma nota pública, nesta sexta-feira (8), em defesa da manutenção do uso obrigatório da proteção facial. Segundo o conselho, a barreira mecânica criada pela máscara é “estratégia indispensável ao sucesso de nossos esforços contra a pandemia”.

A entidade argumenta que “a vacinação da população, a testagem e o consequente monitoramento dos casos detectados e de seus contatos, somam-se ao uso de máscaras, à lavagem frequente das mãos e a utilização de álcool em gel como medidas indispensáveis para a superação da pandemia”.

No texto, cita ainda que “outros interesses” não podem se sobrepor à “vida e a saúde de todos os brasileiros”. 

“É preciso que estejamos atentos às experiências frustrantes de alguns países que, acreditando ter superado os riscos, suspenderam a obrigatoriedade do uso de máscaras, afrouxaram as medidas de prevenção e, por isso mesmo, tiveram recrudescimento importante do número de casos e de óbitos, obrigando-os a retroceder”, completa. 

Na Bahia, tanto o governador Rui Costa (PT) quanto o secretário da Saúde da capital, Leo Prates, classificaram a medida como “precipitada” e "inoportuna" (aqui e aqui). A avaliação de dispensa do uso obrigatório de máscara já integra, por exemplo, o cronograma de enfrentamento à crise sanitária no Rio de Janeiro. A cidade prefeitura de Duque de Caxias, naquele estado, já flexibilizou, por meio de decreto municipal, o uso da proteção. 

Estudo aponta que proteção de vacinas contra a variante Delta cai depois de 3 meses

  • 06 Out 2021
  • 17:03h

Foto: Myke Sena / MS

Um estudo britânico identificou dois novos fatos sobre a variante Delta da Covid-19. A primeira é que as pessoas infectadas com a cepa têm menos probabilidade de transmitir o vírus se já tiverem sido completamente imunizadas com a vacina. Só que a pesquisa revelou também que esse efeito protetor é relativamente pequeno e diminui de forma considerável três meses após o recebimento da segunda dose. As informações são de reportagem da CNN.

A pesquisa teve os resultados publicados na plataforma MedRix, mas o estudo ainda não foi submetido à revisão por pares. De acordo com a CNN, um artigo sobre estas descobertas foi publicado na revista Nature na terça-feira (5).

O estudo identificou que pessoas infectadas duas semanas após receberem a segunda dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, ambas no Reino Unido, a chance de contrair Covid-19 após o contato próximo com um não vacinado era de 57%. Mas três meses depois, essa chance subiu para 67%. Conforme os pesquisadores, este último valor está no mesmo nível da probabilidade de uma pessoa não vacinada espalhar o vírus.

Segundo a reportagem, outro ponto observado foi a redução entre imunizados com as vacinas da norte-americana Pfizer e da alemã BioNTech. O risco de espalhar a infecção pela Delta logo após a vacinação com este imunizante era de 42%, mas aumentou para 58% com o tempo, apontam os pesquisadores.

“Os resultados possivelmente explicam por que temos visto tanta transmissão progressiva de Delta, apesar da vacinação generalizada”, diz o coautor David Eyre, epidemiologista da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à Nature.

Cientistas brasileiros identificam que genética influencia na reação do organismo à Covid-19

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2021
  • 15:13h

Foto: Divulgação / Sesab

Um estudo feito por cientistas de universidades do Paraná identificou que a genética pode influenciar o nível de reação das pessoas à infecção pela Covid-19. De acordo com a CNN, a pesquisa incluiu a revisão de cerca de 90 trabalhos científicos, publicados até julho de 2021, relacionados às variantes do novo coronavírus em países como Estados Unidos, Inglaterra, Irã, Itália e Suíça.

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças.

De acordo com a pesquisa, há dois genes que influenciam diretamente na evolução clínica da Covid-19.

Um deles é o ACE2, responsável pela regulação da pressão arterial do corpo humano. O outro é o TMPRSS2, referente à entrada e disseminação viral.

De acordo com a reportagem da CNN, os resultados sugerem ainda que o tipo sanguíneo influencia nas reações fisiológicas das pessoas. O tipo A, por exemplo, apresenta mais risco de infecção, enquanto o tipo O apresenta menos risco, mostrou estudo.

Risco de pegar Covid aumenta em quase cinco vezes ao não se vacinar

  • por Samuel Fernandes | Folhapress
  • 04 Out 2021
  • 07:29h

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A chance de uma pessoa não vacinada se infectar pelo coronavírus é aproximadamente cinco vezes maior quando comparada com a de quem já está completamente imunizado, afirma o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos).
Esse valor, calculado nos EUA, é de um cenário em que a delta já corresponde à maior parte dos casos de Covid, como é a realidade também de alguns estados e cidades brasileiras.

Em uma situação em que a cepa ainda não é prevalente, o risco de uma pessoa não imunizada se infectar é em média 11 vezes maior quando comparado a quem já completou o ciclo vacinal.

Com esses dados, o CDC afirma que a capacidade das vacinas de barrar a transmissão do vírus diminuiu com a dispersão da delta, mas ainda traz um grau de proteção muito importante para a população, principalmente para casos graves da doença.

O órgão reitera que, mesmo com a delta, pessoas não vacinadas têm por volta de dez vezes mais chances de serem internadas quando se comparam a quem já se imunizou —no caso de mortes, esse número sobe para 13.

Os pesquisadores então concluem que o avanço da variante nos Estados Unidos foi um fator importante para explicar o crescimento da taxa de disseminação da Covid-19 entre pessoas vacinadas. Ainda assim, a cepa não teve grande impacto no aumento de casos graves da doença para os imunizados.

O estudo também ressalta que, embora o número de casos tenha aumentado para quem se imunizou, as taxas de infecção ainda são mais altas entre os não vacinados.

As informações fazem parte de uma pesquisa que analisou o impacto da cepa nos EUA considerando as vacinas da Pfizer, da Moderna e da Janssen. No levantamento, o CDC observou mais de 600.000 pacientes maiores de 18 anos em 13 estados americanos.
O centro dividiu o estudo em dois períodos de 2021. O primeiro foi de 4 de abril a 19 de junho, momento em que a delta não correspondia à maioria das infecções. O segundo inicia-se em 20 de junho e acaba em 17 de julho, intervalo em que a variante já era prevalente, chegando a 90% de todos os diagnósticos de Sars-CoV-2.

Com esse modelo, os pesquisadores compararam os períodos e conseguiram estimar a diferença de transmissão, hospitalização e morte antes e depois da propagação da delta.

Segundo a pesquisa, houve o aumento de 13 pontos percentuais em casos da Covid-19 entre indivíduos totalmente imunizados no período de predominância da cepa. A estimativa era que, sem a variante, esses diagnósticos teriam aumentado somente em cinco pontos percentuais.

Os cientistas também analisaram os dois intervalos na intenção de entender o quanto a efetividade das vacinas diminui.

No caso da capacidade de barrar as transmissões de Covid-19, a pesquisa encontrou que a proteção era de aproximadamente 91% antes do alastramento da delta —valor que caiu para 78% em razão da propagação da variante e que explica o porquê dos casos em pessoas vacinadas terem aumentado.

No entanto, o CDC afirma que, nas datas de maior disseminação da cepa, houve a diminuição de somente dois e três pontos percentuais na efetividade das vacinas para casos de hospitalização e óbito, respectivamente —uma demonstração de como a imunização completa ainda é a estratégia mais eficaz contra a Covid.

Na pesquisa, também foram feitas análises por diferentes faixas etárias. Os participantes foram divididos em três grupos: de 18 a 49 anos, 50 até 64 e acima de 65 anos de idade.

Em todas as faixas, houve um incremento de pessoas imunizadas que se infectaram com a Covid-19, algo que já é esperado quando a cobertura vacinal aumenta.

No cenário de disseminação da delta, foi visível que todas as idades tiveram um crescimento mais do que o previsto no número de casos —um exemplo são as infecções de pessoas entre 50 e 64 anos, que quase quadruplicaram durante o segundo período do estudo.

No entanto, somente no grupo dos com mais de 65 anos já imunizados houve, além do aumento do número de casos, o crescimento de hospitalizações e mortes com o proliferação da variante.

Em relação a pessoas não vacinadas, os pesquisadores afirmam que a delta ocasionou mais diagnósticos de Covid-19, tanto de casos simples quanto de graves, independentemente da faixa etária.

Paulo José da Silva, professor do departamento de matemática aplicada da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), reforça que também no Brasil a vacinação completa demonstra ser muito importante para barrar casos graves da Covid-19 causados pela delta.

Ele realizou um estudo com um modelo matemático que estimou a efetividade da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 em diferentes cenários. Um desses testes indicou que, em situação semelhante à da delta, é importante adiantar a segunda dose da vacinação para evitar aumento no contágio e casos graves da doença.

“O que a pesquisa hoje nos ensina é o seguinte: é muito importante a segunda dose, mais importante do que já era, porque a delta veio com essa característica, pelo menos são essas as primeiras informações que temos, de ser capaz de evadir as defesas que temos só com uma dose”, afirma Silva.

No Brasil, a delta já está presente em todos os estados, afirma Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona-ômica BR-MCTI, projeto que sequencia os genomas de amostras do Sars-CoV-2. A maior parte desses diagnósticos se encontra no Sul e Sudeste do país.

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Covid: Bahia completou a imunização de 5,3 mi de pessoas; confira dados da vacinação

  • Bahia Notícias
  • 03 Out 2021
  • 14:27h

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A Bahia já completou a imunização contra a Covid-19 de 5.328.803 pessoas. Ou seja: esse foi o número de baianos que já receberam a segunda dose ou a dose única da vacina contra a doença que assola o mundo desde o final de 2019. Os números foram divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Com pelo menos a primeira dose são 9.817.840 vacinados contra o novo coronavírus. Somando os que receberam a dose única, são 10.098.608 pessoas com alguma imunização contra a Covid, o que representa 79,3% da população com 12 anos ou mais.

Há ainda 69.249 pessoas que receberam a terceira dose da vacina contra a Covid, também chamada de “dose de reforço”. 

Covid: De acordo com Ministério, 300 milhões de doses de vacina já foram distribuídas

  • Bahia Notícias
  • 02 Out 2021
  • 12:04h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou na noite desta sexta-feira (1) que atingiu a marca de 300 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 distribuídas para todos os estados do país. De acordo com o órgão, a campanha de vacinação é a maior da história do país.

Conforme divulgou a Agência Brasil, mais de 55% da população adulta já recebeu a segunda dose ou dose única da vacina e mais de 93% da população adulta foi vacinada com a primeira dose. 

Ainda na sexta-feira, o Ministério informou  que o mês de setembro registrou o menor número de óbitos pela doença neste ano. Foram aproximadamente 3,6 mil óbitos, uma redução de 84,27% em relação a abril, mês com o maior número de registros em 2021. Conforme o ministério, a média móvel de mortes nos últimos 14 dias foi 536,36.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo órgão na quinta-feira, 1.828 municípios brasileiros não tiveram registros de novos óbitos e 1.123 cidades não registraram novos casos da doença.

Obra atrasa e nova fábrica do Butantan não é entregue na data prevista

  • por Ana Bottallo | Folhapress
  • 01 Out 2021
  • 14:16h

Imagem ilustrativa | Foto: Instituto Butantan / Divulgação

A nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan, que será responsável pela produção da Coronavac, vai atrasar. A previsão inicial era que o local seria entregue nesta quinta (30), mas a obra ainda não foi finalizada.
O espaço de 7.885 metros quadrados e três andares que está sendo construído na zona oeste de São Paulo pretende ser um Centro Multipropósito para Produção de Vacinas (CMPV). A estrutura física para o novo prédio já existia --fica no espaço onde deveria ser uma fábrica de hemoderivados do instituto, que nunca foi adiante.

Para a produção de vacinas, que são componentes chamados imunobiológicos, é preciso a construção de laboratórios de biossegurança nível 3, onde se manipula material biológico infectante, no caso vírus e bactérias. Com isso, o prédio teve que ser adaptado para a nova função.

Inicialmente, o diretor do Butantan, Dimas Covas, e o governo de João Doria (PSDB) prometeram a conclusão da construção para meados de setembro, com a previsão de iniciar a produção de vacinas em dezembro. Com o atraso, porém, não há uma nova data para início da atividade na fábrica.

Questionada, a assessoria do instituto afirmou que não pode responder ao processo de construção civil da nova fábrica por questões contratuais. Isto porque o dinheiro arrecadado para a obra foi capitaneado pela Comunitas, organização civil que recebeu doações de 45 empresas privadas para a construção do centro, no valor total de R$ 189 milhões.

A promessa de entrega no dia 30 de setembro foi alardeada pelo próprio governador e pela diretora-presidente da Comunitas, Regina Esteves, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. "No dia 30 de setembro teremos uma fábrica de vacinas prontas", afirmou ela em fevereiro.

Agora, porém, a própria organização afirmou em nota que "as obras civis da fábrica estão avançadas e serão entregues no próximo mês", sem especificar uma data. O texto diz também que "a previsão de entrega está dentro do esperado para a especificidade da obra, que atende ao rigor técnico de um moderno complexo fabril de imunizantes".

Apesar da responsabilidade da construção ser da entidade privada, o maquinário para operação foi adquirido pelo instituto, que também será responsável por testá-las. Nem o Butantan nem a Comunitas responderam quanto tempo mais será necessário para concluir as obras e qual o motivo do atraso.

Para Elize Massard de Fonseca, pesquisadora da FGV (Fundação Getulio Vargas) que analisa transferências de tecnologia para incorporação ao SUS no país (como é o caso das vacinas), a complexidade da obra --que necessita de vedação especial em pisos e janelas nos laboratórios de biossegurança nível 3-- pode ser um dos motivos da demora.

"Trabalhar com vírus traz um risco alto de contaminação. O Butantan já tinha um laboratório nível 3 para produção da vacina da gripe, que poderia ter sido revertido para a Coronavac, mas acredito que por não quererem parar a produção desta vacina optaram pela construção do zero de uma nova fábrica, o que toma mais tempo", explica.

Além do tempo necessário para construção e dos testes, é preciso ainda que haja a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes do início da atividade. "Pode ser também um processo demorado, então talvez o cronograma tenha sido otimista demais mesmo", diz.

No novo espaço serão produzidas, além da Coronavac, também outras vacinas já tradicionalmente fabricadas pelo instituto, como as contra raiva e hepatite. A expectativa é ampliar não só o portfólio de imunizantes, mas também a capacidade para, inclusive, fornecer imunobiológicos para parceiros na América Latina.

Doria deseja usar a nova fábrica como carta eleitoral em 2022. O governador confirmou na última semana sua pré-candidatura à Presidência e disse que vai concorrer às prévias do partido em novembro.

A expectativa era de iniciar a produção da Coronavac ainda em dezembro de 2021, com produção em escala a partir de janeiro de 2022.

Algumas estratégias de comunicação malsucedidas, contudo --como o anúncio de uma vacina 100% brasileira, a Butanvac, quando na verdade a tecnologia era do Hospital Mount Sinai, em Nova York, e os lotes de Coronavac interditados pela Anvisa-- vêm manchando a imagem da instituição centenária.

O próprio Ministério da Saúde, segundo apurou o jornal Valor Econômico, disse que não pretende renovar o contrato para 30 milhões de doses adicionais aos 100 milhões já entregues pelo instituto paulista ao governo federal.

Assim, a produção da Coronavac nacional pode servir mais para a exportação das novas doses do que para utilização nacional, uma vez que a própria Organização Pan-Americana de Saúde (braço nas Américas da OMS) fechou um acordo com a Sinovac para oferecer vacinas contra a Covid-19 a países-membros.

De acordo com o vice-diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, o acordo prevê a entrega de 8,5 milhões de doses ainda em 2021 e 80 milhões em 2022, segundo a agência de notícias AFP.

Para o pesquisador do Incor Jorge Kalil, ex-diretor do Butantan que esteve à frente do projeto inicial da fábrica de vacinas em 2011, há uma necessidade no Brasil por fábricas para produção nacional de vacinas. "O modelo do governo vigente, de transferência de tecnologia de vacinas produzidas lá fora, só beneficia as farmacêuticas que trazem os seus produtos para vender aqui. A pandemia deixou claro como precisamos investir em ciência e tecnologia", diz.

 

*ENTENDA COMO SERÁ A FÁBRICA DE VACINAS

O que é o CMPV?

O Centro Multipropósito para Produção de Vacinas é uma nova fábrica para produção de vacinas no Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo. Atualmente, o instituto possui uma fábrica para produção da vacina contra gripe, uma planta para a produção da vacina contra a dengue (ainda em testes de fase 3) e um terceiro centro para envase e rotulagem de demais vacinas. A ideia do CMPV é concentrar em um único espaço a produção nacional das vacinas Coronavac, contra a raiva, hepatite A, DTPa, dentre outras.

De onde vêm os recursos para o CMPV?

A construção da nova fábrica recebeu financiamento de 45 empresas que fizeram doações por meio da Comunitas, organização civil que ficou responsável por capitanear os recursos privados para a construção em parceria com o governo estadual, por meio da InvestSP e da Fundação Butantan. Foram levantados até agora R$ 189 milhões.

Para quando estava prevista a conclusão da obra?

O governo paulista junto com a Comunitas anunciaram a entrega da nova fábrica para o dia 30 de setembro, porém o prazo não foi cumprido, sem justificativa para o motivo do atraso.

Qual a nova previsão?

Segundo a Comunitas, a nova previsão é para o próximo mês, mas uma data específica.

E para quando estava prevista o início das atividades?

O Butantan pretendia iniciar os testes para a produção da Coronavac nacional em dezembro de 2021 e o início das atividades em janeiro de 2022.

E qual a nova previsão?

O Instituto Butantan e a Comunitas não informaram o novo prazo para início de testes na produção e atividade da fábrica.

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Órgãos do Sistema de Justiça da Bahia ainda não têm posição sobre passaporte da vacinação

  • por Cláudia Cardozo I Bahia Notícias
  • 30 Set 2021
  • 15:18h

Foto: Unicamp

O debate sobre o passaporte da vacinação para entrar em órgãos públicos no país tem avançado na medida em que mais pessoas concluem o esquema vacinal contra a Covid-19. E esse debate já chegou ao sistema da Justiça. Em São Paulo, em uma medida considerada polêmica, o presidente da Corte estadual, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, editou um decreto que só permite a entrada de pessoas vacinadas nas unidades judiciais do estado, mesmo sem decretos municipal e estadual sobre a restrição.

A exigência da vacinação já está em vigor desde a última segunda-feira (27). O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) adotou a mesma orientação do TJ-SP. Segundo o parquet paulistano, a adoção do passaporte da vacinação é necessário para “salvaguardar a higidez das condições sanitárias das dependências do MP-SP, protegendo assim seus integrantes e os visitantes que demandam a instituição”. Para adentrar nessas dependências, é preciso comprovar a vacinação completa com um documento de identificação atual.

Na Bahia, ainda não há medidas de restrição. O Bahia Notícias questionou diversos órgãos do sistema da Justiça sobre a possibilidade da adoção do passaporte da vacinação para ingresso em suas dependências. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que até o momento não há exigência de comprovar vacinação contra a Covid-19 para adentrar nos prédios da Justiça Estadual. Mas a Corte indica que há um ato normativo sobre o tema está sendo revisado para abordar essa questão.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) afirmou que, apesar do Supremo Tribunal Federal (STF), através das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 6586 e 6587, ter facultado aos entes federativos a imposição de medidas indiretas para obrigar a população a se imunizar contra a Covid-19, “até o momento, nenhuma autoridade sanitária assim o deliberou”. Por isso, o órgão ainda não solicitou dos promotores e procuradores de Justiça, além de servidores e demais integrantes da Instituição informações sobre o fechamento do esquema vacinal. O MP salienta que, no momento, não é vedado o ingresso de cidadãos que ainda não completaram o esquema vacinal ou que ainda não o tenham iniciado.

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud) afirma que tem desenvolvido uma política de conscientização quanto à importância da vacinação contra o Covid-19 a seus filiados, bem como a prevenção ao contágio. A entidade lembra que, neste período, o TJ-BA tem atendido o público através de agendamento, seguindo as normas de biossegurança da Organização Mundial de Saúde (OMS). O Sinpojud ainda informa que tem fiscalizado os cuidados com a higienização, distanciamento e uso de EPIs necessários para a prevenção da doença nas unidades judiciais, como uso de máscaras e controle no atendimento ao público por agendamento. O sindicato ainda tem feito um levantamento de dados para saber quantos servidores foram contaminados pela Covid-19 e prestado apoio às vítimas da doença.

A Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) também indica que, até então, não recebeu nenhuma orientação por parte do TJ-BA sobre a exigência de vacinação.

Por atender a população hipossuficiente e vulnerável, a Defensoria Pública da Bahia não vai exigir a comprovação da vacinação para adentrar em suas unidades. A Defensoria reforça que é uma “de orientação jurídica em relação à cidadania; de defesa dos direitos inclusive relativos à vacinação”. “A Defensoria entende que deve atender a todas as pessoas, inclusive para orientá-las com relação à vacinação e, entre os assistidos que não se vacinaram, entender o porquê, perceber quais dificuldades existiram, se há ou não posto de saúde no bairro em que moram, se há dificuldade de obter liberação no trabalho para se vacinar, e até mesmo se não está chegando informação sobre a questão, entre outros pontos”, esclarece em nota. Já entre os defensores públicos e servidores, a vacinação é obrigatória, “inclusive para a manutenção do espaço comum, visto que a Defensoria já retomou o seu atendimento presencial em quantitativo reduzido e pretende ampliá-lo gradativamente levando em consideração o avanço da vacinação e a ocupação dos leitos de UTI Covid-19 na Bahia”. 

 

A Associação dos Defensores Públicos da Bahia (Adep-BA) é favorável a ampla vacinação. “Entendemos que é necessária não só aos defensores, mas também aos seus familiares e, em especial, à população vulnerável assistida pela Defensoria, para que possamos o mais breve possível retornar à atividade presencial. A Adep acredita que o atendimento presencial do judiciário é imprescindível para o melhor acesso dos assistidos à Justiça”, diz o presidente da entidade, Igor Santos. Para ele, a vacinação contra a Covid-19 não é uma decisão pessoal, e sim coletiva. Até o momento, ele informa que não há registro de defensores que tenham se recusado a vacinar. “Nós, inclusive, somos favoráveis ao passaporte da vacina e pretendemos adotá-lo em breve como regra para nossos eventos”, afirma Igor Santos.

No âmbito do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), também não há qualquer deliberação sobre o assunto. O Regional aguarda um posicionamento do Comitê de Retomada do Serviço Público Pós-crise, criado pela presidência do TRT da Bahia, para analisar a situação da pandemia da Covid-19. Cabe ao comitê tomar as decisões sobre o retorno das atividades presenciais na Justiça do Trabalho baiana.

Os órgãos não têm informações de quantos juízes, membros do MP e servidores foram vacinados contra a Covid-19. O TJ-BA afirma que esses dados poderão ser levantados após a revisão do ato normativo sobre as medidas contra a Covid-19 no âmbito da Justiça Estadual. O Sinpojud pontua que apenas as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde têm esses dados. Outras informações podem ser acessadas, através do Comitê de enfrentamento à Covid-19 do TJ-BA, sob a presidência da desembargadora Pilar Tobio.

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA) ainda não tem uma posição sobre a questão. Porém o presidente da entidade, Fabrício Castro, afirmou que "que a regra [da vacinação] deve valer para todos, exceto para os que não podem tomar a vacina por problemas de saúde, devidamente comprovados". Já o presidente da Ordem Nacional, Felipe Santa Cruz, no Twitter, defendeu a vacinação para a classe, por “proteger a coletividade, em especial, a sua própria família”, após um manifesto de advogados contra a restrição adotada em São Paulo.

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