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(Foto: Reprodução)
Sacar FGTS, dar entrada no seguro-desemprego, pagar contas atrasadas e receber valores bloqueados. Essas foram algumas das pendências que muitos clientes da Caixa Econômica Federal tentaram resolver na manhã desta segunda-feira (10), após mais de um mês de greve da categoria. Jorge da Silva Duarte, 35 anos, estava ansioso para sacar o FGTS e pagar as contas atrasadas. "Estava dependendo dessa liberação. Desde o final de agosto, já poderia ter sacado. A greve me atrapalhou muito", afirmou. Ele até considerou rápido o atendimento. Chegou ao local por volta das 9h40 e saiu perto das 10h30. Andeia Moraes, 35 anos, estava na expectativa de dar entrada no seguro-desemprego. "Saí do trabalho há 15 dias e já estava ficando preocupada", disse. Ela considerou grande a fila da agência do Comércio e seguiu para a unidade do Pelourinho. "Não estou com tempo para esperar. Vou ver se encontro uma agência mais vazia", relatou. Ao contrário, Michele Jane, de 33 anos, viu nesta segunda-feira que o seguro-desemprego foi liberado. "Estava ansiosa, mas a greve terminou na hora certa. Estava previsto para sair hoje e saiu", contou. Ela considerou o atendimento rápido. Foram cerca de 30 minutos. Houve também quem estava com dinheiro bloqueado há quase um mês por causa da greve. É o caso de Célia Borges. "Estava com um cheque para receber. Foi um transtorno, mas resolvi hoje", disse. Ela também considerou rápido o atendimento, que durou cerca de meia-hora.
- Bahia Notícias
- 10 Out 2016
- 11:36h
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias
Cerca de 30% dos municípios baianos podem encerrar 2016 sem pagar o 13° salário. De acordo com a presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, a situação preocupa as gestões que serão iniciadas a partir de 1° de janeiro de 2017, tanto para quem se elegeu como para quem vai para o segundo mandato. “Isso pode gerar problemas para todos, inclusive improbidade administrativa”, disse Quitéria em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com a também prefeita de Cardeal da Silva, a escassez de recursos agrava a todas as gestões, mas impacta mais os municípios de menor porte, caso da cidade em que governa. “Muitas cidades não têm grandes fontes de receita, não tem indústria, ICMS [Imposto Estadual de Circulação de Mercadorias], o que piora a situação”, diz a gestora. Um fator que diminui o problema de pagamento do 13° salário é o Fundo do Participação dos Municípios Extra. A medida, em vigor desde o mandato do ex-presidente Lula, foi criada apenas para honrar esse vencimento. Na semana passada, a presidente da UPB esteve em Brasília junto com dirigentes municipais. Os municipalistas tiveram audiências com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, e ministrosdo governo Temer. Eles cobram os 25% restantes do FPM que ainda não foram transferidos pela União às cidades. Atualizado as 9h04.
Semana de Conciliação tem inscrições prorrogadas (Foto: Wellington Roberto/G1)
O Tribunal de Justiça da Bahia prorrogou as inscrições para a Semana Nacional da Conciliação. Agora até o dia 14 de outubro nas unidades judiciais onde tramitam os processos, e até o dia 16 pela internet. O objetivo do TJ-BA é ampliar o acesso da população à oportunidade de fazer acordos judiciais. Segundo o órgão, a Semana Nacional da Conciliação na Bahia será realizada entre os dias 16 e 25 de novembro. Em 2015, o estado realizou 36.886 acordos, 1.101 a mais do total obtido em 2014, com 35.785. No ranking do CNJ, a Bahia ficou em segundo lugar em número de acordos realizados, entre os tribunais de Justiça. Em 2014, o estado ficou em primeiro lugar, posição repetida em outros três anos. Por outras quatro vezes, a Bahia também ficou em segundo e uma vez no terceiro lugar. O projeto começou em 2006. Em 2015, foram realizados 51.505 audiências, das 70.604 designadas pelas unidades judiciais. Houve resultado positivo, com o fechamento de acordos em 71,6% do total das audiências realizadas. O valor das homologações foi de R$ 222,22 milhões.
Colégio Militar de Salvador (CMS) teve melhor nota do Enem entre públicos da BA (Foto: Alex de Paula/G1)
A metodologia de ensino com foco no desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos é apontada pelo chefe da supervisão do Colégio Militar de Salvador (CMS), Coronel Renganeschi, como um diferencial que levou a instituição de ensino ficar em primeiro lugar entre as escolas públicas baianas com as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015. O resultado foi divulgado na terça-feira (4) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Com média 642,95, o Colégio Militar de Salvador, que completa 60 anos de fundação em 2017, foi o quarto colocado na Bahia no ranking que engloba tantos as instituções públicas quanto as privadas. Nacionalmente, o colégio figura na posição 218. De acordo com o Inep, o colégio tem classificação de nível socioeconômico considerado “muito alto”.
No âmbito regional, o CMS está atrás apenas dos colégios privados Helyos e Acesso, ambos de Feira de Santana - segunda maior cidade da Bahia -, e do Colégio Anchieta, unidade particular de Salvador. "Para que a gente possa evoluir tanto no Enem quanto no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], a gente procura sempre trabalhar com os alunos com foco em suas competências e habilidades, dando ênfase na contextualização e interdisciplinaredade. O colégio dá ênfase aos valores que o Exército brasileiro prega. É uma educação tradicional que abarca todas as áeras de conhecimento, cognitiva, afetiva, psicomotora. Esses detalhes na forma com que a gente trabalha é que fazem com que os alunos cheguem no Ideb e no Enem e tirem botas notas", destacou Renganeschi, que trabalha no colégio há 22 anos e e está na função de chefe da supervisão há 6 meses.Conforme o supervisor, para ingressar no colégio, os alunos precisam passar por uma avaliação -- uma espécie de concurso que ocorre anualmente. A prova é aplicada para ingresso a partir do sexto ano do ensino fundamental. Somente os que se destacam são escolhidos. A unidade de Salvador tem atualmente 716 estudantes, sendo 381 do ensino fundamental e 335 no ensino médio. Os alunos estudam no período matutino -- alguns deles, os do sexto e sétimo ano do ensino fundamental, também no período da tarde -- e são avaliados a cada trimestre. "O ano letivo é dividido em trimestres. Ao final de cada trimestre, temos avaliações formais, que são aquelas previstas no calendário, sem contar as demais que são realizadas no decorrer do ano letivo. Temos uma seção técnica que cuida especificamente das avaliações, cujos resultados não analisados estatisticamente como forma de medir o aprendizado dos estudantes. Caso o aluno não esteja aprendendo, ele volta e fazemos novo planejamento. É oferecida novamente a aula de uma forma diferente para que realmente ele possa aprender", destacou. "Durante o ano letivo, fazemos pequenas avaliações, que são instrumentos parciais de avaliação. Funcionam como mini-testes, sejam através de trabalhos em dupla, seminários, para avaliarmos o andamento do aprendizado dos alunos. É uma diversidade muito grande de atividades que os professores propõem para que eles possam apriomorar os cohecimentos em cada disciplina", afirma o professor Antônio Andrade. O trabalho de apoio àqueles que apresentam mais dificuldade no aprendizado também é apontado pelo supervisor e professores como um diferencial do colégio. Além disso, existe uma associação dentro do próprio colégio que ajuda alunos carentes na compra de uniformes e materiais didáticos. "Além da seção técnica de ensino, outro diferencial é a seção de apoio pedagógico, que cuida dos alunos que entram no sistema por meio de transferência e daqueles que já estão integrados mas que apresentam dificuldades. O objetivo é trabalhar e apimorar os pontos de maior dificuldade. Ao final de cada trimestre, revemos como está a situação de cada um. Uns não precisam mais do apoio pedagógico, enquanto outros entram no processo de apoio para se recuperar. Tudo é medido pelo resultado trimestral", destacou.
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Foto: Divulgação / AL-BA
O deputado estadual Marcell Moraes (PV) explicou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a regularização das vaquejadas também afeta a Bahia, apesar de estar relacionada a uma lei do estado do Ceará. Nesta quinta-feira (6), os ministros da Corte decidiram que o projeto de lei que regulamentava a atividade é inconstitucional por haver “crueldade intrínseca” contra os animais utilizados nesse tipo de evento (entenda aqui). O relator, ministro Marco Aurélio Mello, considerou citou laudos técnicos que apontam consequências danosas sofridas pelos animais como fraturas nas patas e rabo, ruptura de ligamentos e vasos sanguíneos, eventual arrancamento do rabo e comprometimento da medula óssea.
Apesar do deputado estadual Eduardo Salles afirmar que a decisão afetou apenas o Ceará (leia mais aqui), Marcell garante que na Bahia a prática também será afetada. “O STF julgou ontem que não poderia regular algo que ferisse a Constituição. Entendeu que não devemos maltratar os animais, que a vaquejada é maus tratos e que não poderia regulamentar algo ilegal. Obviamente, eles vão se prender a esse tema de que foi de uma lei no Ceará. Mas os animais da Bahia não sofrem?”, questionou o parlamentar do PV. Segundo Moraes, não se pode dizer que as vaquejadas foram proibidas com a decisão, mas que o Ministério Público poderá ser provocado para impedir a realização dos eventos. “Eles querem regulamentar um esporte ilegal. Eu não tenho dúvida que vale para a Bahia. É uma conquista para toda a sociedade, que passou a entender a importância de proteger os animais. A sociedade começou a entender que o esporte é quando os dois participantes querem participar. O boi não quer participar daquilo”, completou.
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Campanha pretende arrecadar fundos para tratamento de criança (Foto: Reprodução/ Vakinha)
A família de João Guilherme Tomita Leite, de três anos, morador da cidade de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, faz uma campanha na internet para garantir recursos para o tratamento médico da criança diagnosticada com lesões no cérebro. Por conta da doença, a criança respira com ajuda de aparelhos e se alimenta apenas por sonda. O neurologista que acompanha a criança indicou o uso do medicamento Revivid, que é derivado da maconha. A família do garoto já conseguiu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o remédio, que deve custar cerca de R$ 6 mil. Por meio do site de financiamento coletivo "Vakinha", além de um blog e uma página no Facebook, chamadas “Mundo de John”, a família pretende arrecadar cerca de R$ 30 mil. Na internet, os familiares compartilham ainda contas bancárias e endereço para que sejam enviadas ajudas ao bebê.
O garoto foi diagnosticado com encefalopatia hipóxia isquêmica, agenesia total do corpo caloso, que provocam epilepsia de difícil controle. Segundo a família, o custo mensal dos cuidados com a criança, que incluem medicações, é de cerca de R$ 20 mil. A mãe dele, Tamires Daiane Paranhos Tomita, de 23 anos, não pode estudar ou trabalhar, dedicando tempo integral para cuidar da criança. O menino precisa respirar com ajuda de um aparelho, devido às convulsões. "Ele tem que ser monitorado 24 horas. Ele precisa ser aspirado muitas vezes, porque acumula secreção. É uma criança que requer 100% de atenção da pessoa que cuida dele. Eu parei a vida e vivo só em função dele. Hoje eu não posso voltar a estudar e trabalhar, porque o cuidado é exclusivo", conta a mãe. A avó da criança, a professora Denise da Conceição Paranhos, está desempregada e diz que a família só tem a renda do marido, avô da criança, para as despesas com a saúde do garoto. João Guilherme já recebe ajuda financeira de moradores da cidade e também de pessoas que se sensibilizam com a história compartilhada na internet. "Estamos vivendo de doações de pessoas da cidade. Ano passado, fizemos um bingo beneficente e conseguimos comprar equipamentos, como o aparelho de aspiração", relata a avó. Assim que nasceu, João foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já tinha dificuldade de respirar e convulsões, mas ainda não havia sido diagnosticado com as lesões. Em julho de 2015, o menino teve uma parada cardíaca, entrou em coma e, depois disso, ele não consegue movimentar os braços e as pernas. "Ele está com fisioterapia intensa para trazer os movimentos. Os médicos disseram que foi por conta da encefalopatia e que foi uma lesão muito grande no cérebro dele. Por conta das convulsões e das muitas doses de remédios, ele fica muito debilitado", diz a mãe. A criança também tem alergia e intolerância à lactose, o que requer ainda mais cuidados da família. "Ele passa por fisioterapia duas vezes por semana. A assistência da saúde em domicilio quem mantém é a prefeitura de Maragogipe. Temos também a visita de um médico e de um enfermeiro em casa", conta Tamires Daiane.
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Foto: Pedro Moraes / GOVBA
A nova maternidade do Hospital Regional de Guanambi (HRG) foi inaugurada nesta sexta-feira (7) pelo governador Rui Costa. Na ocasião, também foi entregue um tomógrafo, aparelho que faz parte da primeira fase do novo Centro de BioImagem da unidade. Durantes o evento, Rui defendeu que “o mais importante é a humanização, o cuidado com as pessoas, é para isso que são feitos investimentos em equipamentos e prédios”. Ele informou que a maternidade ganha uma entrada e 32 leitos independentes. “E nós vamos seguir ampliando para que o centro cirúrgico e a UTI neonatal sejam também separados do hospital”, completou. O Hospital Regional de Guanambi é unidade de referência em pronto atendimento (urgência e emergência) da microrregião, que abrange o atendimento a 37 municípios, com população estimada de 586 mil habitantes. O HRG atende toda gestação de alto risco, com clínica pediátrica, cirúrgica, obstetrícia, incluindo dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), quatro de Semi UTI, dez de UTI neonatal e dez de UCI (Unidade de Cuidados Intensivos) neonatal.
(Foto: Reprodução)
Com a falta de chuva, 90 municípios da Bahia continuam em situação de emergência, principalmente na região do Semiárido do estado. Do total, 81 tiveram emergência reconhecida pelo Ministério da Integração, que divulgou nesta sexta-feira (7) o reconhecimento de mais quatro cidades, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil. A publicação, no Diário Oficial da União, inclui as cidades de Iraquara - Chapada Diamantina - Livramento de Nossa Senhora - Sertão Produtivo – Poções - região de Vitória da Conquista - e Santa Maria da Vitória - Bacia do Rio Corrente (afluente do Rio São Francisco).
A portaria 181 contempla as cidades citadas para recebimento de auxílio, como caminhões-pipa. Apesar da chuva dos últimos dias, em alguns pontos do estado a situação continua de emergência, já que a precipitação foi mal distribuída, o que não alterou o nível de água nos reservatórios e nos rios que abastecem as cidades. Segundo a Superintendência de Defesa Civil da Bahia (Sudec), desde o início do ano, 277 municípios foram homologados pelo estado, 109 reconhecidos pelo governo federal, o que totaliza 3,3 milhões de pessoas. Algumas cidades já saíram da situação de emergência e, atualmente, 90 continuam nessa condição. Reconhecidos pelo governo federal, são 81 municípios, cuja população soma cerca de 1,5 milhão de pessoas, atingidas pela seca. A maioria dos municípios em situação de emergência é atendida pela Operação Pipa, do Exército Brasileiro, com recursos do governo federal. No entanto, os mroadores de Canudos, Cansanção, Chorrochó, Curaçá, Iramaia, Lagoa Real, Maracás, Quinjingue, Saúde e Uauá são atendidos por carros-pipa, em convênios com a Sudec. A estiagem tem causado desabastecimento de água potável nos municípios, além de prejuízos à agricultura e pecuária em algumas regiões, sobretudo no Semiárido. Segundo a Sudec, a situação incomum foi enfrentada pelos municípios do Sul e do extremo Sul baiano, desde 2015, com pouca ocorrência de chuva.
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Juliana faz brincadeira com itens tradicionais do currículo (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Desempregada há dois anos, Juliana Maria dos Santos, de 34 anos, moradora de Salvador, perdeu as contas de quantos currículos já distribuiu em busca de emprego. Ela resolveu usar o bom humor na tentativa de chamar atenção dos empregadores e criou um currículo "honesto" que faz brincadeira com os itens tradicionais do documento. “Coloquei o tempo todo currículo convencional e já teve loja de eu colocar e jogar fora na minha cara. Me sentia desmotivada, com contas para pagar e o desespero batendo na minha porta”, contou. Há quatro meses, ela saiu de Juazeiro, no norte da Bahia, para tentar emprego na capital baiana e também para morar junto com o marido. O currículo “honesto” de Juliana foi postado no Instagram e no Facebook e teve vários compartilhamentos. Um trecho diz: "Não vou colocar meu CPF (...) Meu nome está no SPC, mas não é porque sou caloteira, é porque estou com débito na faculdade e não tenho grana para pagar ”, brinca. Ela cursava administração em uma faculdade, mas teve que parar por falta de condições financeiras. Já na parte de idiomas, ela fala: "Antes eu mentia, colocando no currículo que tinha inglês fluente e espanhol básico: tudo balela”.
“Eu disse no meu currículo o que todo mundo pensa. [Houve] Vários compartilhamentos, gente de todo Brasil curtindo e me dando a maior força”, relata Juliana. Depois que começou a distribuir o currículo "honesto", duas empresas chamaram ela para entrevista de seleção. Ela ainda está aguardando resposta. "Tenho experiência como vendedora e caixa. Eu vou entregar currículo em shopping, porque tá chegando o final do ano e tem vagas abertas. Eu vou entregar pessoalmente e já vou conversando, porque acho melhor assim", disse. Na Avenida Sete, em Salvador, a gerente de uma loja com vagas abertas, Rosilene Amorim, gostou da iniciativa e prometeu avaliar o currículo. “Muito profissional, tem experiência em outras empresas e o nível acadêmico dela é muito bom”, disse. "O que chamou mais atenção foi essa parte de que tem disponibilidade de mudar de cidade, tosar o cabelo, arrumar as malas. Pode [ter esperança], sim”, avaliou outra gerente de loja, Nilda Silva. Juliana torce para que o currículo divertido tenha sucesso e possa enfim conquistar uma vaga no mercado de trabalho. "Vamos rezar para que dê certo, porque não aguento mais esperar por tanto tempo. Mas eu acredito que vai dar certo", espera.
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Professor Alex Macedo nega acusações de assédio (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)
O professor de sociologia da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) do campus de Eunápolis, sul da Bahia, Alex Macedo, foi afastado por dois meses após uma denúncia de assédio sexual contra alunas da instituição. A Uneb apura o caso, que foi denunciado à universidade por meio de uma professora. O professor nega a acusação. Após a denúncia, o Diretório Acadêmico da universidade fez uma campanha contra assédio sexual, espalhou cartazes e promoveu debates entre os alunos. Uma aluna ouvida pela reportagem, que não quis se identificar, disse que o professor propôs fazer sexo com ela, por meio das redes sociais. "Ele veio falar comigo. Não lembro exatamente quais foram as palavras, mas era um convite, para poder fazer relações sexuais com ele. Falei assim: 'Oxe, professor'. Ele falou: 'Como assim, o que é que tem?'", contou. Outra aluna diz que se sentiu constrangida quando pegou carona com ele e o professor não parou de falar sobre sexo. "Em todo o percurso, o professor dizia palavras de conotação sexual, como: 'Ah, você gosta de sexo? Você gosta de sexo como?'", relata.
O professor admitiu que falou sobre sexo com alunas, mas disse que isso aconteceu porque era assunto da matéria e negou ter feito convites a alunas. "Sexo é um assunto sociológico. Eu sou formado em sociologia. As relações sexuais estão colocadas na sociedade e quando comento isso com qualquer estudante, posso comentar do ponto de vista sociológico", afirmou. Alex foi afastado por dois meses e a reitoria instaurou uma comissão para apurar o caso. Já foram ouvidas alunas, o professor e direção. O resultado da sindicância deve ser divulgado no dia 22 de outubro. A diretora do campus, Jacinda Laurindo, disse que o professor pode ser afastado definitivamente. "Neste caso, uma vez comprovado vai ser encaminhado para processo disciplinar e, até o desfecho disso, que seria o desligamento completo do professor", afirma. A Uneb ainda disse que repudia quaquer forma de assédio e afastou também a professora que denunciou o caso, para garantir a apuração dos fatos.
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A polícia prendeu um casal suspeito de tráfico de drogas na Avenida Paralela, em Salvador, na noite desta quinta-feira (7). Durante abordagem policial, foram encontrados com Daniel Marques Rosa e Mariangela Pedreira Berbert recibos de envio de drogas para as cidades de Itabuna, Ilhéus e Vitória da Conquista. Na rodoviária, a polícia encontrou uma quantidade de maconha e vários compridos de drogas que seriam entregues nas localidades que estavam descritas nos recibos. Detalhes da prisão do casal e de como a droga seria entregue ainda são desconhecidos. O casal foi levado para Delegacia de Repressão a Furto e Roubo de Veículos. (Bocão News)
Alberto Balazeiro diz que solução é transitória | Foto: Bahia Notícias
O Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o governo do Estado assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nesta quinta-feira (6) com previsão de contratação de merendeiros, copeiros, porteiros, faxineiros e pessoal de apoio administrativo e operacional para escolas da rede pública estadual através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Os contratos de serviço terão prazo máximo de um ano, período em que as secretaria da Educação e da Administração terão que promover a licitação para contratação por meio de novo modelo. A medida tem caráter excepcional e foi adotada para evitar maiores prejuízos para os alunos da rede estadual e para os empregados terceirizados.
De acordo com o procurador-chefe do Trabalho, Alberto Balazeiro, a solução é transitória para evitar danos a trabalhadores terceirizados do Estado. Segundo Balazeiro, o Reda surgiu como medida alternativa para que as escolas possam contar com esses serviços através da licitação. O MPT afirma que, desde que o Estado rescindiu contratos com empresas de terceirização para adequá-los à Lei Anticalote, cerca de 11 mil trabalhadores permanecem sem receber salários, pois quatro empresas não repassaram os pagamentos. No TAC, o Estado da Bahia se comprometeu a pagar os salários atrasados dos terceirizados, caso as empresas não quitem os salários até o quinto dia útil do mês. Tanto o MPT quanto MP-BA investigam a conduta das empresas LC Empreendimentos e Serviços Eireli, Technoserv Serviços Prediais Eireli e MA2 Construções Ltda. tanto na esfera trabalhista quanto administrativa. O governo afirma ter feito o pagamento das empresas, mas os trabalhadores não receberam os salários. As empresas, juntas, têm oito contratos com o Estado e cobrem 25 unidades de ensino. Os atuais funcionários dessas empresas terão prioridade na nova contratação, mas, havendo necessidade de contratar outras pessoas, será necessário realizar processo seletivo. Os contratos terão duração máxima de um ano, não prorrogável. O edital de licitação deverá ser publicado em seis meses para contratar novas empresas. Até lá, os serviços serão custeados pelo regime do Reda, mas não será possível prorrogar esses contratos. Estiveram presentes à assinatura do TAC o procurador-chefe do MPT, Alberto Balazeiro, a promotora de Justiça Rita Tourinho, a procuradora do trabalho Cláudia Soares, o secretário da Educação, Walter Pinheiro, e o procurador-geral do estado da Bahia, Paulo Moreno. O secretário da Administração, Edelvino Góes, não esteve presente, mas assinará o TAC posteriormente.
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(Foto: Reprodução)
A Federação Nacional do Bancos (Fenaban) informou nesta quinta-feira (6) que ofereceu aos bancários em greve há um mês reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15%, no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas. A reunião entre os bancos e os trabalhadores ocorreu na véspera. De acordo com a federação, os bancários farão assembleia nesta quinta-feira, às 17h, para decidir se aprovam a proposta e encerram a greve. A Fenaban também garantiu que não haverá compensação dos 30 dias parados durante a paralisação. Os bancários pedem a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90. Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%.
Duas novas propostas foram apresentadas depois do início da paralisação, nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A greve dos bancários completou 30 dias nesta quarta-feira. É a maior paralisação da categoria desde 2004, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Até o dia anterior, a paralisação havia fechado 13.104 agências e 44 centros administrativos, o que representa 55% do total de agências de todo o Brasil. O dia em que foi registrado o maior número de agências fechadas foi 27 de setembro, quando 13.449 fecharam as portas. Historicamente, a greve mais longa da categoria foi em 1951. Durou 69 dias e resultou na criação do dia dos bancários. Desta vez, a greve entra no seu segundo mês. Os bancos e os bancários não conseguem chegar a um acordo sobre o dissídio da categoria.
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Um homem invadiu a festa realizada por vizinhos e matou dois jovens, em Paulo Afonso, por volta das 6h desta quarta-feira (5). O crime aconteceu após uma briga entre os jovens e José Lucivon Ferreira da Silva, 47 anos, que atirou por causa da música alta. De acordo com o Correio, a festa acontecia desde as 14h da terça-feira, o suspeito pelo crime chegou a ligar para a Polícia Militar para se queixar do barulho. Viaturas estiveram no local, mas a festa continuava assi que os agentes deixavam a casa. O homem irritado então invadiu a festa e disparou. Orielma Araújo Santos, 26 anos, e Marcelo Bezerra, 17, morreram no local; Larissa Raquel Brandão, 20, foi atingida no tórax e José Eduardo da Silva, 21, foi baleado na cabeça. Ambos foram socorridos levados ao Hospital Nair Alves de Souza. O suspeito está foragido.
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A Bahia registrou, de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 20% no número de doadores de órgãos quando comparado ao mesmo período de 2015. A taxa reflete diretamente no crescimento de 40% no número de transplantes (veja aqui). De acordo com a coordenadora da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) do Hospital Ana Nery, América Carolina Sodré, uma das dificuldades para aumentar o número de transplantes é identificar os potenciais doadores. Nos últimos meses, a negativa das famílias baianas para doação reduziu de 70% para 61%, sendo que a média brasileira de recusa familiar fica em torno de 44%. "Também registramos um crescimento em torno de 10% no número de notificações de morte encefálica desde o lançamento da política, em especial no interior do estado. De cada 100 notificações de morte encefálica que recebemos, cerca de 80 são confirmadas e destes 68 são doadores em potencial, sendo que apenas 27 se efetivam doadores", explicou. A Bahia conta com duas instituições credenciadas para transplante de fígado, seis para transplante renal, uma para coração outra para pulmão, duas para medula óssea e 16 para transplante de córneas.