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PM garante reforço para o Enem na capital e interior

  • 04 Nov 2016
  • 16:51h

(Foto: Reprodução)

A Polícia Militar reforça o policiamento neste sábado (5) e domingo (6) para garantir a tranquilidade dos estudantes em todos os locais de provas da capital e interior.  A intensificação é realizada pelos comandos regionais, através das suas unidades de área correspondentes. A PM também será responsável pela escolta das provas até os locais onde serão aplicadas. Em Salvador a ação contará com o apoio do Batalhão de Choque, Batalhão de Guardas e Batalhão da Polícia Rodoviária.Já no interior, realizam as escoltas as Companhias Independentes de Policiamento Especializado (CIPES)Litoral Norte, Central, Sudoeste, Cacaueira, Cerrado, Semiárrido, Mata Atlântica e Sudoeste, além das Companhias Independentes de Polícia Rodoviária de Itabuna, Barreiras e Brumado. Já no interior, realizam as escoltas as Companhias Independentes de Policiamento Especializado (CIPES)Litoral Norte, Central, Sudoeste, Cacaueira, Cerrado, Semiárrido, Mata Atlântica e Sudoeste, além das Companhias Independentes de Polícia Rodoviária de Itabuna, Barreiras e Brumado.

Faltam 08 dias para a Expedição Velho Chico

  • 04 Nov 2016
  • 10:53h

Bahia: Mãe de bebê com microcefalia reúne mulheres em ONG; 'projeto de vida'

  • 03 Nov 2016
  • 18:01h

Crianças no 'Abraço Microcefalia' fazem hidroterapia em Salvador (Foto: Natália Borges/Divulgação)

"É um projeto de vida", diz Joana Passos, administradora de empresas, de 35 anos, que resolveu reunir mães que têm filhos com microcefalia, em Salvador. Joana é casada e mãe de duas meninas, uma de cinco anos e outra de nove meses. A mais nova, nasceu com microcefalia e foi a situação do bebê que a motivou a criar a ONG Abraço Microcefalia para ajudar outras pessoas desde o dia 2 abril deste ano. Cerca de 120 famílias estão cadastradas e 35 voluntários atuam no local, no bairro da Saúde, na capital baiana. O espaço funciona em uma área cedida pela Associação das Senhoras de Caridade. 

No "Abraço Microcefalia" as mães participam de oficinas, encontros, palestras e as crianças têm atendimento de fonoaudiólogo, terapia ocupacional e fisioterapia uma vez por semana, o que complementa as sessões que as crianças já recebem do Sistema Único de Saúde (SUS). As mães também recebem leite, fraldas e brinquedos. Os bebês das famílias que participam da ONG compõem a estatística da Bahia, o segundo estado com mais casos de microcefalia no país. Conforme boletim da Secretaria de Saúde da Bahia (sesab), divulgado no dia 18 de outubro, a Bahia registra 1.273 casos. O surto da microcefalia completou um ano em 2016. Os casos começaram a ser registrados entre setembro e outrubro de 2015. De acordo com Joana, a reação após receber o diagnóstico da filha foi negativa, mas a situação mudou após refletir que outras pessoas estavam passando pela mesma situação."Quando recebi o diagnóstico, tive momentos de muita tristeza e questionamentos. Eu coloquei na cabeça que eu tinha que fazer algo para superar isso. Comecei a pesquisar a doença, e como estava a situação na cidade, no país, essas coisas. Eu pensei: 'preciso dar uma conotação positiva a isso'. Então pensei que a gente precisava pertencer a um grupo e dividir experiências", explicou Joana. Joana está deixando o emprego para se dedicar somente à família e à ONG, um projeto que se dedicou junto com a família. "Comecei abordando as pessoas, conversando, e hoje a gente percebe algo mais sólido. O nome "abraço" é porque a gente dá e recebe troca de energias, além de que a gente sempre quer um abraço em momentos difíceis. Eu tinha a necessidade de fazer alguma coisa. O projeto me ajuda e me dá forças para lidar com a situação da minha filha", celebra. Conforme Mila Cabral Mendonça, que também coordena o "Abraço Microcefalia", o local ainda está em processo de formalização para se tornar uma associação, mas as atividades desenvolvidas são como de uma entidade do tipo. Podem integrar o grupo as mães que tenham filhos de até cinco anos, com microcefalia. Mas as coordenadoras querem absorver outras crianças que nasceram com malformação. "Estamos preparando a documentação para transformá-lo em associação. Hoje é uma ONG. Abraço Microcefalia surgiu com o objetivo de dar apoio e suporte às famílias com bebês que nasceram com microcefalia. De dar uma ajuda além do tratamento, e sair um pouco da rotina de tratamento. A gente dá suporte, amor, carinho, troca experiências, a gente faz oficinas variadas com profissionais de saúde, terapeutas ocupacionais, dentistas. Direcionamos as oficinas para todas as mães que queiram participar. Em setembro, começamos a oferecer atendimento de fonoaudiologia e terapia ocupacional sem custo nenhum", disse Mila. Ela é advogada, 35 anos, e quando ficou grávida, já era mãe de uma menina, de três anos. "Descobri que ele [o filho] tinha microcefalia com 22 semanas de gravidez", explicou. Outra mãe que integra o Abraço Microcefalia é a empresária Ingrid Guimarães, de 26 anos. Ela é casada e mãe de uma menina de nove meses, que nasceu com a malformação. "Se a gente não tiver amor de verdade, a gente não consegue cumprir nossa agenda de levar ela para os atendimentos médicos. Faço tudo pela minha filha", é o que conta sobre a rotina que ajuda no desenvolvimento da garotinha. Ingrid relata que teve zika quando ainda estava com oito semanas de gestação, mas descobriu que a criança nasceria com microcefalia com 27 semanas de gravidez. "Na hora do parto, os médicos colheram o sangue e levaram a para análise. Através disso, detectaram o vírus da zika na placenta", lembra. Após o nascimento de Nicole, a empresária conta que precisou se adequar e até mesmo mudar o rumo dos negócios. "Quem sofre mais é a mãe. A família deu o apoio que tinha que dar, mas quem realmente sentiu fui eu, com a uma rotina exaustiva. Só contei para todos quando ela nasceu. Tive que me reinventar profissionalmente falando. Antes a gente [ela e o marido] tinha uma esmalteria e um salão de beleza e tive que abrir mão de tudo para cuidar dela. Hoje, tenho uma loja virtual de roupas de crianças, trabalho em casa e envio os produtos pelos Correios. Quando estou em atendimento vendo [os produtos] para as mães também", conta. Fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional são algumas das especialidades que Nicole precisa passar e conforme Ingrid, desde que a filha nasceu, ela é atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, para terapia oftalmológica, é preciso pagar. "Os atendimentos básicos são pelos SUS, hidroterapia pelo [Hospital] Sarah e atendimento mensal com a neuropediatra. A terapia da visão custa R$ 150 por sessão e ela vai ao menos uma vez na semana. Cada dia da semana eu tenho um lugar para ir", conta. Os desafios do dia-a-dia de Ingrid se transformam em esperança quando ela percebe qualquer desenvolvimento da filha. "Se eu não tivesse levado ela para a estimulação precoce ela seria debilitada, eu sou a prova viva, que vê o resultado todos os dias. Eu acredito muito nas terapias, que elas têm o poder de modificar as coisas", acredita.

Mais apoio
A fisioterapeuta Maria do Socorro Almeida conta que a estimulação precoce é essencial para o desenvolvimento da criança e os pais também podem realizar atividades que ajudam bastante. "No início, assim que os bebês nascem, eles já precisam ser estimulados para que tenham sustentação de cabeça, para que possam passar pelas fases de rolar, se equilibrar, essas coisas. Se não, os pais deixam a criança parada durante o dia. Há o progresso motor, lento, mas há. Os pais não podem achar que as crianças nasceram com microcefalia e não têm mais o que ser feito. Tem sim", ensina. Socorro possui clínicas em Salvador e, desde o início deste ano, resolveu atender gratuitamente crianças com microcefalia. O surto da doença na Bahia motivou o projeto da fisioterapeuta. "Algumas crianças precisam de atendimento mais que uma vez por semana, por exemplo, e eu gostaria que a estimulação precoce tivesse uma ocorrência mais assídua nessas crianças. É uma forma de manter uma crescente esperança. A gente faz tudo. Fisioterapia sensorial, auditiva, a gente dá um trabalho de globalidade. A gente agrega a coisa do sensoral, da terapia ocupacional. Não dá para chegar e fazer exerciciozinho só", explica. Socorro destaca a importância da família em saber executar atividades básicas com as crianças. "Não é só para atendê-las [as crianças] é também para fazer capacitação da família. Os pais participam e a gente capacita o trabalho que precisa ser feito naquela fase. Durante o atendimento a gente ensina, fisioterapia, gente atende e mostra como fazer, faz as correções, ensinando tecnicamente como eles [os pais] podem ajudar. Se não os pais deixam a criança parada durante o dia, eles não sabem fazer os estímulos. Muitas famílias moram no interior da Bahia, então não podem estar em Salvador o tempo todo. Então a gente ensina para essas famílias também", relatou.

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Procuradora-geral de Justiça da Bahia pede que prefeitos não dificultem gestão de eleitos

  • Bahia Notícias
  • 03 Nov 2016
  • 17:03h

A procuradora-geral de Justiça da Bahia, Ediene Lousado, expediu recomendações aos prefeitos em exercícios, que terão seus mandatos encerrados em 2016 e aos presidentes das Câmara de Vereadores, para que instaurem comissões de transição, conforme determina o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. O objetivo é que aos prefeitos forneçam todos os dados necessários “à plena, normal e tranquila mudança de comando”. A recomendação também é expedida aos prefeitos eleitos para que integrem as comissões de transição, e realizem as devidas comunicações e informações ao Ministério Público e aos Tribunais de Contas, relativas às providências que forem requisitadas, às orientações e recomendações outras porventura expedidas no desiderato do cumprimento das regras legais asseguradoras de uma gestão pautada no interesse público e no atendimento às necessidades essenciais da população. 

A procuradora-geral também recomendou que os membros do Ministério Público da Bahia (MP-BA) deem atenção especial nas investigações de denúncias de irregularidades nas administrações municipais, “especialmente em relação àquelas cujas circunstancias fáticas apresentadas possam ser tidas como ações voltadas ao objetivo de dificultar ou inviabilizar a normal continuidade da prestação dos serviços públicos por parte dos gestores a serem empossados no dia 1º de janeiro de 2017”. A recomendação, publicada nesta quinta-feira (3), leva em consideração que, “historicamente, tem sido constatada a ocorrência de frequentes irregularidades nas administrações municipais, através de práticas atentatórias a tais princípios, produzindo efeitos perniciosos para toda a sociedade e gravames financeiros para os cofres públicos daqueles entes, sobretudo no final dos respectivos mandatos, dificultando ou inviabilizando os desempenhos por parte dos novos gestores”. A procuradora ainda leva em consideração que algumas dessas práticas, consideradas nocivas, provocam a “suspensão de serviços públicos essenciais para toda a sociedade com sérios gravames a serem suportados pelos cidadãos”. Ediene ainda recomenda que os membros do MP encaminhem Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (Caopam) as atuações ministeriais no combate às condutas que dificultem ou inviabilizem a administração municipal.

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Governo se inspira em projeto de Tanhaçu e deve levar salas de cinema a escolas em 2017

  • 03 Nov 2016
  • 15:00h

Foto: Pedro Moraes/GOVBA

O governo do estado deverá anunciar um projeto de readequação de espaços ociosos em escolas públicas para salas de cinema. O projeto é inspirado em uma ação feita por um professor de Tanhaçu, no Sudoeste baiano, que transformou uma sala de aula maior em sala de cinema. A antecipação foi feita pelo governador Rui Costa (PT) durante assinatura de convênios do Fundo de Cultura, na manhã desta quinta-feira (3). "Temos muitas escolas com espaços de cineteatro e auditório e queremos transformar muitas dessas em salas de cinema, salas de apresentação de teatro, porque muitas delas têm espaço com 200, 300 lugares, refrigeração. (...) Vamos fazer para que já em 2017 tenhamos aí dezenas de escolas em pleno funcionamento como escolas culturais, onde aqueles espaços estarão disponíveis", anunciou Rui. O governador disse querer ainda que pelo menos 10 mil jovens participem do Neojibá até 2018.

Ilhéus: Notificação determina derrubada de famosas barracas de praia

  • 03 Nov 2016
  • 08:52h

(Foto: Reprodução)

Uma notificação determinou a derrubada de cabanas de praia na orla de Ilhéus, no Litoral Sul baiano. Com isso, donos de barracas têm até 30 dias para retirar os pontos de venda. A notificação, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), foi enviada nesta quarta-feira (2) para os comerciantes e causou tensão, já que os pontos de vendas representam um setor importante do turismo local. Em caso de desobediência, os vendedores serão multados. Pelo que foi informado não cabe mais recursos. Segundo informações, o prefeito eleito Marão (PSD) terá que tentar ganhar um prazo na SPU ou tentar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF) para resolver o impasse. As informações são do Bahia Notícias

Sesab pretende instalar sistema paulista para agilizar regulação de pacientes na Bahia

  • 02 Nov 2016
  • 11:01h

(Foto: Divulgação)

O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, visitou nesta segunda-feira (31) a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) do Estado de São Paulo, com o objetivo de tornar mais ágil a regulação de pacientes na Bahia. A unidade paulista atualmente monitora os leitos de 182 hospitais e, apenas em 2015, disponibilizou mais de 14 milhões de consultas, exames e procedimentos. De acordo com Vilas-Boas, o sistema web permite visualizar em tempo real a situação da rede assistencial nas diversas regiões de Saúde e o acompanhamento de suas atividades, além de disponibilizar relatórios e indicadores. "A plataforma está disponível on-line às unidades de saúde e contempla seis módulos de regulação: pré-hospitalar, urgências, leitos com e sem emissão de Autorização de Internação Hospitalar (AIH), ambulatorial e indicadores", afirmou o secretário, que pretende estabelecer um intercâmbio para incorporar a tecnologia na Bahia. Além do titular da pasta da Saúde, estiveram presentes o promotor de Justiça Rogério Queiroz, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde do Ministério Público, e técnicos da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

Governo já cortou cerca de 4 mil aposentadorias e pensões irregulares

  • 02 Nov 2016
  • 09:01h

(Foto: Reprodução)

A Bahia possui cerca de 116 mil aposentados e pensionistas, segundo o último levantamento feito pelo governo do estado. O secretário de Administração do Estado, Edelvino Góes, afirmou nesta segunda-feira, 31, em entrevista à Rádio Metrópole, que ações de recadastramento – que começaram a ser feitas nos governos de Wagner e Rui – já acabaram com uma série de irregularidades que aumentavam o gasto do estado com a previdência. “Observe a dimensão desse problema: temos 95 mil aposentados e 21 mil pensionistas. O governador colocou mais de R$ 2 bilhões para assegurar o pagamento. Poucas frentes antes de Wagner e Rui foram feitas. O primeiro recadastramento foi feito no governo Wagner. Só nessas ações já cortamos cerca de 4 mil [aposentadorias e pensões irregulares]”, afirmou.

Bahia: Humorista é agredido e ameaçado de morte por causa de seu personagem Pé de Pranta

  • 01 Nov 2016
  • 12:41h

(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

O humorista João Pimenta, conhecido por seu personagem Pé de Pranta, viveu uma situação inusitada e assustadora na tarde desta segunda-feira (31). Um jovem, confundindo realidade e ficção, tentou matar Pé de Pranta. "Não sei como ele me achou no Canela, devia estar me seguindo. Me deu um murro, cortou meu supercílio. E se eu não me solto, ia me jogar do viaduto", conta Pimenta, assustado. De acordo com o humorista de 26 anos, o jovem já havia provocado uma confusão na porta de um show seu, duas semanas atrás. "Logo que cheguei o segurança me alertou:  'tem um cara ali dizendo que quer matar Pé de Pranta'. Vi uma algazarra, ele com um caco de vidro na mão e um monte de gente em volta, até polícia", conta Pimenta. "O policial me avisou pra eu ficar espeto", completa. 

Após a agressão no viaduto do Canela, seguranças da região conseguiram prender o jovem, que ainda ameaçava o humorista com um garfo. A polícia foi chamada e conduziu os dois à 7ª Delegacia (Rio Vermelho). Pimenta prestou queixa e seguiu para fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O jovem agressor também foi ouvido, mas o delegado disse que ele não estava em pleno gozo de suas faculdades mentais. "A família alegou que ele tem transtorno mental. Ele também tem passagem por uso de drogas. Veremos agora para onde vamos encaminhar", afirmou Artur Ferreira. João Pimenta saiu da delegacia ainda abalado. "Eu tô com medo, não vou mais poder fazer show? Esse cara vai ficar me seguindo?", questionou. O humorista tem um canal no YouTube, o Seu Pimenta TV, com aproximadamente 150 mil assinantes e é conhecido por participar de campanhas políticas. 

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Bahia: Mãe mata bebê após o parto, enterra vítima e cachorro encontra corpo

  • 31 Out 2016
  • 13:31h

Mãe do bebê foi presa quando tentava fugir da cidade (Foto: Giro em Ipiaú)

O corpo de um bebê recém-nascido foi encontrado por um cachorro na beira do Rio Gongogi, em Dário Meira, município na região sul da Bahia, na manhã de domingo (30). Segundo informações da polícia, o crime foi cometido pelos pais da vítima. A mãe, uma adolescente de 17 anos, confessou ter matado a criança após o nascimento. A adolescente disse que matou o filho porque a família não aprovava o relacionamento que ela mantém com o pai da criança, que é usuário de drogas. Ainda de acordo com a polícia, o recém-nascido foi enterrado na madrugada de sexta (28) para sábado (29). A polícia informou que a jovem foi presa quando se preparava para fugir da cidade, ainda no domingo. Na manhã desta segunda-feira (31), a polícia realiza buscas para localizar o pai da vítima, que é considerado co-autor do crime. O dono do cachorro que localizou o bebê contou para a polícia que a vítima estava enterrada, enrolada em um pano, dentro de uma sacola plástica. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jequié, a cerca de 100 quilômetros do local do crime.

Bahia ganhará 64 Centros de Especialidades Odontológicas

  • 29 Out 2016
  • 11:51h

(Foto: Divulgação)

A Bahia ganhará 64 Centros de Especialidades Odontológicas. De acordo com o Ministério da Saúde, a pasta homologou os centros para facilitar o acesso da população ao serviço especializado. “Uma política extremamente importante do Ministério é a política da saúde bucal. Nós temos já a saúde bucal a nível de atenção básica. E os CEOs vem numa complementação de toda a atenção à saúde bucal. Ou seja, ele se torna uma complementação do atendimento que nós fazemos na atenção básica relacionados à saúde bucal e se torna uma complementariedade das necessidades odontológica de cada cidadão ligado ao Sistema Único de Saúde” afirmou Francisco Figueiredo, secretário de atenção à saúde. No Brasil existem mais de mil Centros de Especialidades Odontológicas e quase 25 mil equipes de saúde bucal.

Ubatã: MPF quer pena ‘mais pesada’ para ex-prefeito acusado de desvios

  • Bahia Notícias
  • 28 Out 2016
  • 16:51h

Foto: Reprodução / Ubaitaba.com

O Ministério Público Federal (MPF) em Jequié entrou com recurso para exigir uma pena mais severa contra o ex-prefeito de Ubatã, no sudoeste, Edson Neves da Silva. A acusação cobra prisão em regime fechado para o político. Em 25 de agosto, a Justiça Federal condenou o gestora quatro anos e seis meses de prisão (com início em regime semiaberto) pelo desvio de R$235,4 mil em verbas do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]. Ainda foi aplicada 90 dias-multa, com valor de duas vezes o salário mínimo. Segundo o recurso do MPF, a graduação em Direito, a atuação como advogado e a experiência política de Edson Neves possibilitaram que o réu tivesse maior consciência de suas condutas ilícitas, o que deve ocasionar o aumento da pena. O MPF considera, ainda, que o regime fechado deve ser definido como o inicial no cumprimento da pena, em razão de a pena ser superior a quatro anos e as circunstâncias judiciais serem desfavoráveis, conforme o Código Penal e a Lei de Execução Penal. No documento, o MPF aponta a gravidade dos atos do ex-prefeito tendo em vista a precariedade da área educacional no município, comprovada por um dos menores Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do país. “As consequências práticas do desvio de recursos públicos em Ubatã podem ser visualizadas ao se observar o Ideb, 8ª série/9º ano, daquele município, nos anos de 2009 e 2011, quando o réu era prefeito de Ubatã: 2.0 e 2.6, de 5,0 pontos possíveis, dois dos menores índices da Bahia e do Brasil”, afirma o MPF. O caso dos desvios ocorreu em 1996.

Intervenção policial resultou em 299 mortes na Bahia em 2015

  • 28 Out 2016
  • 13:33h

(Foto: Reprodução)

Ao longo de todo o ano de 2015, 299 pessoas morreram na Bahia em decorrência de intervenções policiais. O estado é o terceiro da Bahia em letalidade policial, ficando atrás somente de São Paulo (848) e Rio de Janeiro (645). Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado parcialmente nesta sexta-feira (28) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O anuário completo será divulgado no dia 3 de novembro. Também segundo dados do Anuário, 19 policiais morreram na Bahia em 2015 – foram 16 fora de serviço em três em serviço. O número é menor do que em 2014, quando 27 policiais foram assassinados foram de serviço e três em serviço. O anuário não divulga a taxa. O número de mortes decorrentes de intervenção policial no ano passado (299) também caiu com relação a 2014, quando foram contabilizados 278 homicídios do tipo. Ao todo, a Bahia registrou 6.338 Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2015, ocupando o primeiro lugar no ranking nacional. O CORREIO procurou a Secretaria de Segurança Pública do estado para comentar os números, mas a pasta ainda não se posicionou.

Bahia: Apesar das contas pagas, mulher luta para ter luz em casa há quase um ano

  • 28 Out 2016
  • 12:14h

Mulher mostra contas pagas durante todo esse período que esteve sem energia (Foto: Reprodução/TV São Francisco)

Uma moradora do residencial São Francisco, em Juazeiro, região norte da Bahia, está há quase um ano sem energia elétrica no apartamento. De acordo com Jucineide Batista, o contador de energia do apartamento dela e o do vizinho foram instalados invertidos. Apesar das contas pagas, a servente de pedreiro está sem luz em casa desde dezembro do ano passado. A moradora conta que já fez diversas reclamações à Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), mas o problema não foi resolvido e a única lanterna que ela conta em casa é a do celular. "Eu não sei o que fazer. Desde esse tempo que eu estou sem energia, pelas casas das pessoas. Passo o dia trabalhando e quando chego do trabalho fico na casa da avó do meu marido ou na casa de minha sogra, ou na casa do meu pai. Meus filhos estão na casa dos avós porque eu não posso deixar aqui no escuro", conta."Isso aí é muito complicado para mim. Isso aí tira a paciência de qualquer cidadão e as minhas contas estão pagas. Até agora não tomaram uma solução", revolta-se Jucineide Batista. Ela ainda relata que descobriu a troca do contador quando aconteceu um curto circuito no apartamento e, ao desligar o da casa dela, faltou luz na casa do vizinho. "Ninguém sabe onde ele mora. Eu não tenho contato com ele, com a família, com ninguém", disse Jucineide Batista. As contas de luz do apartamento, que fica em um dos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida, não param de chegar. Sem assistir televisão ou usar a geladeira por causa da falta de energia, Jucineide contratou uma advogada para cuidar do caso. Ela entrou com um processo contra a empresa e aguarda uma solução na Justiça. A reportagem procurou a Coelba, que não se pronunciou sobre o caso até o fechamento da matéria.

Comando Vermelho e PCC disputam venda de drogas na Bahia; Seap está ‘em alerta’

  • 27 Out 2016
  • 14:13h

Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO

A presença da segunda maior organização criminosa do país já é uma realidade na Bahia. A facção carioca Comando Vermelho (CV) vem apostando no fornecimento de armas e drogas no mercado baiano, até então dominado pela maior facção do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de origem paulista. E a região Sul do estado é a porta de entrada para a quadrilha carioca.“Historicamente, existe sempre uma tentativa de entrada do CV, mas ainda não há uma consolidação, porque não há seguidores, diferente do PPC, que é mais organizado”, declarou o promotor Luciano Taques Ghignone, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público (MP-BA). O fim do acordo de paz entre CV e PCC, refletido na morte de 22 pessoas em presídios pelo país na semana passada (ver ao lado), ligou o alerta na polícia baiana, que monitora os grupos.

Segundo o promotor, que diz acompanhar a situação com cautela, “o monitoramento específico é realizado dentro das unidades prisionais pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) e, fora delas, pela Secretaria da Segurança Pública através da Superintendência de Inteligência (SI)”. “Quando a Seap percebe dentro dos presídios um clima diferente, começa a surgir alguma liderança, paralelo a isso, a SSP detecta o aumento de homicídios numa determinada área, essas informações são passadas ao MP-BA e a gente busca transferências de detentos”, detalhou o promotor. O diretor do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), delegado Jorge Figueiredo, afirma que a Bahia nunca foi marcada pela rivalidade entre CV e PCC, mas confirma que a polícia tem acompanhado a movimentação dos grupos. “Aqui, verificamos a presença do PCC apenas como distribuidor (de drogas e armas), independente de qual seja o interessado. Os grupos locais têm mais força, firmando o PCC apenas como aliado no que se refere a fornecimento”, disse o diretor do Draco, ao garantir também que “a repressão vem sendo realizada de forma qualificada, através de análise criminal e dados de inteligência”. HEGEMONIA EM XEQUE O poderio financeiro do CV reverbera na sua expansão geográfica. À medida que as receitas da facção crescem, expandem-se também seus limites territoriais. Além do controle de parte das favelas cariocas, o CV está presente em sete estados – em todos divide com o PPC o controle do tráfico. No entanto, na Bahia, o PCC atua praticamente sozinho, e se beneficia da distribuição para as quatro maiores quadrilhas locais: Caveira, Comando da Paz, Bonde do Maluco e Katiara. Porém, o CV vem atuando de forma independente, tentando conquistar a fatia do mercado já há algum tempo, principalmente no interior. “O CV não tem a habilidade do PCC, que é sistematizado. Para se estabelecer, teria que ter uma presença mais maciça. Tem ocorrências de tentativas que indicam a vinda do CV, principalmente na região Sul”, comentou Ghignone. Para o sociólogo Luís Cláudio Lourenço, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e especialista em institutos prisionais, a disputa armada entre as maiores facções não deve ocorrer na Bahia, ao menos de forma imediata. “Acredito que esses grandes distribuidores (CV e PCC) não tenham ainda interesse, porque estão esperando um outro momento, a consolidação de uma das quatro facções locais, pois os grupos estão em ebulição. Eles não vão desperdiçar recursos assim. Por enquanto, devem continuar fornecendo apenas drogas e armas, em vez de tentarem concentrar a hegemonia”, avaliou.

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