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'Foi chamada para morrer pelo Whatsapp', diz delegado sobre assassinato de adolescente na BA

  • G1
  • 19 Nov 2017
  • 17:00h

A adolescente de 16 anos morta a tiros em Vitória da conquista, região sudoeste da Bahia, foi vítima de uma emboscada por conta de envolvimento com o tráfico de drogas, segundo informou a Polícia Civil nesta sexta-feira (17). Conforme disse o delegado do caso, Hudson Santana, Letícia Rocha Santos estava estava indo entregar trouxas de maconha a uma pessoa ainda não indentificada, quando foi morta. A adolescente já havia sido conduzida à delegacia, neste mês de novembro, por roubo. "Não temos mais dúvidas que a morte dela tem relação com o tráfico de drogas. Ela foi chamada para morrer pelo Whatsapp. Mandaram uma mensagem pedindo a droga, mas o interesse era colocar ela em uma emboscada. Quando fomos ao local e fizemos o levantamento cadavérico, vimos as trouxinhas de maconha na mão dela", disse o delegado. Hudson Santana disse ainda que, inicialmente, a polícia informou que dois homens em uma moto haviam disparado contra a vítima, mas que na verdade foram quatro homens em duas motos que participaram do crime. O delegado detalhou ainda que a adolescente foi apreendida na terça-feira (14) pois, junto com o namorado, assaltou uma pessoa no bairro Brasil. O rapaz estava com uma arma. Na ocasião, ele foi guardar o revólver na cintura e deu um tiro no pé. Ele também foi levado para a delegacia e está preso. Letícia é natural de São Paulo e morava na Bahia com o namorado. O corpo dela foi levado para o Departamentro de Polícia Técnica (DPT) de Vitória da Conquista e liberado às 9h desta sexta-feira. Não há detalhes sobre sepultamento.

Bahia: Funcionária de creche é agredida por ex-marido na frente de crianças

  • 19 Nov 2017
  • 15:00h

Uma funcionária de uma creche municipal de Ipiaú, cidade do sudoeste da Bahia, foi agredida no local de trabalho pelo ex-marido na tarde de quinta-feira (16), segundo informações da Polícia Civil. De acordo com a polícia, o ex-companheiro da vítima foi até a creche onde ela trabalhava e a agrediu. Apesar da vítima não ter ficado com marcas pelo corpo, a situação impôs o constrangimento à mulher, que sofreu a agressão na frente de crianças. A polícia não quis divulgar o nome da vítima, que ainda vai fazer um exame de corpo delito, mas informou que o suspeito é Gilberto Calixto Marques, de 49 anos. O homem, segundo a polícia, é radialista e conhecido na cidade como Beto Marques. O suspeito se apresentou à polícia para prestar esclarecimentos e foi liberado, mas deve voltar a ser ouvido durante o andamento do inquérito. Ele vai responder por lesão corporal dentro do que estabelece a Lei Maria da Penha.

Homem é condenado a 19 anos de prisão por ter matado a mulher no norte da Bahia

  • 18 Nov 2017
  • 19:00h

Um homem foi condenado a 19 anos de prisão, nesta sexta-feira (17), por ter matado a mulher a facadas em outubro do ano passado. O crime ocorreu na cidade de Juazeiro, norte da Bahia. Dijair Silva, de 55 anos, estava preso na penitenciária do mnicípio. Ele foi acusado de matar Marineuza Ferreira Costa, de 54 anos. O julgamento foi realizado na a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), porque o fórum da cidade está em reforma. O júri foi formado por quatro homens e três mulheres. O filho da vítima, Magnailton Ferreira, esteve no local para acompanhar o julgamento. "Eu tenho fé em Deus que tudo que aconteceu com minha mãe ele vai pagar, porque a pessoa que chega a deferir mais de doze facadas, essa pessoa, com certeza, tem a intenção de matar", disse. Amigos e parentes de Marineuza foram até o local onde ocorreu o julgamento e exibiram faixas pedindo o fim da violência contra as mulheres. Segundo a família da vítima, Dijair já tinha um histórico de violência e sempre batia na mulher. "Queremos justiça, porque nós somos mulheres e queremos respeito. No momento, ele [acusado] merece cadeia", disse a professora Maria Gorete Rebelo.

Cândido Sales: Prefeita reduz o próprio salário, do vice-prefeito e secretários

  • 18 Nov 2017
  • 14:00h

Foto: Reprodução/ Portal Cândido Sales

A prefeita de Cândido Sales, Lora Pontes (PRP), assinou esta semana um decreto que reduz em 20% o seu salário, o do vice-prefeito e dos secretários municipais pelos próximos 120 dias. O corte, entretanto, não atingiu só os vencimentos do alto escalão. A prefeita também diminuiu, na mesma porcentagem, os salários de todos os nomeados de segundo e terceiro escalões que ganham acima de R$ 2 mil. A gestora ainda passou a tesoura em 20% nos gastos com combustíveis; 15% nos contratos de locação de imóveis e veículos com valores de até R$ 1,2 mil e acima de R$ 1,3 mil; e 20% nos contratos de assessorias e consultorias. No decreto, assinado no dia 13 de novembro, Lora justificou que as medidas visam manter o equilíbrio financeiro das contas municipais em tempos de crise econômica. Este não é o primeiro ato da gestora para manter a saúde fiscal da cidade. Em julho deste ano, ela ordenou a demissão de todos os servidores contratados da prefeitura.

Comerciante chama a atenção da SSP para segurança na zona rural de Ituaçu

  • 18 Nov 2017
  • 12:00h

O comerciante João Rodrigues de Guimarães, de 59 anos, tem sofrido constantes agressões e roubos na sua residência, mesmo lugar onde construiu um mercadinho, no distrito de Riacho da Vereda, a oito quilômetros da zona urbana de Ituaçu, município na Chapada Diamantina. João já teve motos, valores em dinheiro, dentre outros patrimônios roubados e foi espancado, tendo sido hospitalizado inclusive. Ele precisou construir uma grade ao redor de sua residência para ter alguma segurança. Aflito, cobra solução das autoridades estaduais. “Estou pedindo socorro à Secretaria de Segurança Pública. De tanto ser roubado e ter apanhado coloquei essa grade e estou preso dentro da minha própria casa. Assim não tenho condições de trabalhar”, disse o comerciante.

Ibicaraí: Taxista entrega carro para amante, sem habilitação, carro capota e a mulher morre

  • 18 Nov 2017
  • 11:00h

Um acidente de carro vitimou uma mulher, de prenome Mara, na entrada de Ibicaraí, no final da manhã desta sexta feira (17). O veículo é um Siena branco que Mara dirigia sem usar o cinto de segurança, O carona, ainda não identificado, não se feriu. Segundo informações locais, Mara tentava ultrapassar um outro carro quando perdeu o controle de seu veículo, batendo em um barranco. O corpo dela ficou pendurado na janela do Siena. A Polícia Rodoviária Federal controla o trânsito no trecho da rodovia BR-415. O Departamento de Polícia Técnica de Itabuna foi acionado e já está a caminho do local do acidente para fazer o levantamento cadavérico e investigar qual foi a causa do acidente. O carro que a vitima dirigia na tarde desta sexta-feira (17), na BR 415 entre Itabuna-Ibicaraí, pertence a um taxista da estação Rodoviária de Itabuna. O taxista estava alcoolizado, e estava tento uma relação extra conjugal com Mara, solteira mãe de 5 filhos. Mara não sabia dirigir, e nem era Habilitada, por esse motivo a vitima perdeu a direção do veiculo e morreu na hora. Por outro lado em Itabuna, familiares da vitima, além de sofrer com a perda da jovem, e o desgaste da viagem até o DPT de Itabuna, tiveram muita dor de cabeça, para a liberação do corpo.Motivo foi a demora da chegada da delegada, Ana Paula que responde a Delegacia de Ibicaraí com o ficha de liberação do corpo. Pós a mesma estava preocupada em confiscar, celulares da população, as margens da BR, para ver quem tirou fotos da vitima no acidente. As informações são do Itabuna 24Horas.

Itapetinga: Onze bananas de explosivos são apreendidas em residência

  • 18 Nov 2017
  • 10:00h

Foto: Divulgação/PC

Onze bananas de emulsão explosiva em gel, do tipo utilizado em explosões a caixas eletrônicos, foram apreendidas durante operação policial deflagrada na sexta-feira (17), na cidade de Itapetinga. O material estava na residência de Judson Santos Oliveira, o “Leozinho da Película”, que havia sido preso mais cedo por uma guarnição da Polícia Militar. Com ele, a polícia apreendeu um revólver. Judson é suspeito de ter assassinado, em 6 de julho deste ano, Marcos Santos Bispo. Por esse motivo, a arma utilizada na tentativa de assalto será submetida a exame de balística. De acordo com o G1, na residência do suspeito, a polícia ainda encontrou cinco quilos de maconha, quatro vasos com a planta, cocaína, uma balança de precisão, uma espingarda calibre 38, munições diversas e a quantia de R$ 1,1 mil. A polícia irá investigar a origem dos explosivos e o motivo de Judson estar guardando os artefatos em casa. Autuado por tentativa de roubo e posse ilegal de explosivos e de arma de fogo, Judosn está custodiado na Coorpin/Itapetinga, à disposição da Justiça.

Bahia terá 265 prefeitos na mobilização nacional; evento reunirá gestores em Brasília

  • 17 Nov 2017
  • 19:00h

Foto: Reprodução / Informe Baiano

Com 265 gestores confirmados para Mobilização Nacional dos Prefeitos, a Bahia terá grande representatividade no movimento que ocorrerá na quarta-feira (22) em Brasília. De acordo com a União dos Municípios da Bahia (UPB), o evento foi motivado pela crise financeira que interfere diretamente no funcionamento dos serviços públicos das cidades brasileiras. Até o momento, estão confirmados mais de 1 mil gestores que almejam que o Planalto conceda, por meio de Medida Provisória, o Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), de forma emergencial, no valor de R$ 4 bilhões. Caso o recurso seja liberado R$ 373,8 milhões seriam encaminhados aos municípios baianos.  “Esperamos uma resposta positiva do Governo Federal. Hoje estamos enfrentando dificuldades de pagar a folha de pessoal, fornecedores e sem condições de fazer investimentos no município. Precisamos honrar nossos compromissos e os atrasos nos repasses têm impacto direto em nossa gestão”, avaliou o prefeito de Santana e 1º tesoureiro da UPB, Marco Aurélio dos Santos Cardoso. A expectativa do movimento é que no dia 22 ocorra a discussão dos vetos presidenciais, em sessão conjunta do Congresso Nacional, e que seja derrubado o veto ao Encontro de Contas (30/2017).  Para a UPB, o Encontro de Contas permite que os Municípios conheçam o verdadeiro e exato valor de suas dívidas previdenciárias, permitindo uma subtração entre débitos e créditos dos Municípios com a União, resultando no real valor da dívida e no exato montante das parcelas que devem ser descontadas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) com o intuito de quitá-la. “É uma iniciativa valiosa em função do momento. A gente precisa se sobressair. Se ficarmos quietos vai parecer que está tudo normal e as coisas só mudam com pressão. Não queremos culpar nenhum governo porque é um acumulo de gestões que não priorizaram os municípios. Demos um belo exemplo em nossa manifestação estadual e agora, unidos mais uma vez, vamos buscar uma reação do governo para os nossos problemas", falou o prefeito de Caculé, José Roberto Neves.

Caetité: Homem é detido pela PM, após tentar entrar em escola e PSF com facão.

  • 17 Nov 2017
  • 18:00h

Edivan da Silva Teixeira, 36 foi detido pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (17/11), no comunidade de Aroeiras em Caetité, após tentar entrar em uma escola e em uma unidade de saúde de PSF,  com uma facão na mão. Segundo informações, Edivan,  teria surtado, vindo a pegar o facão e tentando entrar nos espaços públicos. Populares vendo a situação, acionaram a Polícia Militar, que foi até a comunidade e deteve o homem que foi conduzido a delegacia e depois levado a UPA 24 horas, para atendimento médico, devido ao seu estado de agressividade. 

Ilhéus: Contas de 2016 são rejeitadas e ex-prefeito terá que devolver R$2,1 milhões

  • 17 Nov 2017
  • 13:00h

Foto: Reprodução/ Alfredo Filho / Secom

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) formulará representação contra o ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Souza Ribeiro, para que se apure a prática de crime contra finanças públicas e ato de improbidade administrativa. De acordo com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o gestor teria descumprido o art. 42 de Lei de Responsabilidade Fiscal e deixou menos recursos em caixa do que deveria para pagar as despesas do último ano de mandado. Além disso, ele teria sonegado cinco processos de pagamento ao TCM, deixando dívidas de R$2 milhões. Por conta disso, o órgão acabou rejeitando as contas de 2016 e determinou o ressarcimento aos cofres municipais de R$2,1 milhões. O ex-prefeito também terá que pagar multa de R$40 mil, que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter promovido a redução da despesa com pessoal. Ribeiro teria ainda realizado despesas com educação em percentual inferior ao índice constitucional de 25%, investindo apenas 21,33% da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino. Na área de saúde, o mesmo ocorreu: O mínimo exigido é de 15% e o ex-gestor teria utilizado 13,68%. Em sua defesa, Ribeiro afirmou que recorrerá da decisão e apresentará dados e argumento que permitirão novo julgamento da Corte de Contas. "Vale ressaltar, no entanto, que, mesmo considerando o voto do TCM, ficam claro os avanços conquistados pela gestão, tanto na redução da dívida pública municipal, em R$ 48,4 milhões, e do Limite de Pessoal, que caiu 14,43% nos últimos quatro anos", informou a assessoria em nota.

Juiz, Mestre e Doutor, o professor João Batista de Castro Júnior dá dicas para ser um bom orador

  • Drº João Batista de Castro Júnior
  • 17 Nov 2017
  • 12:00h

Foto: Divulgação

Há muitas abordagens e técnicas de oratória pelo mundo. Todas, de um modo geral, são muito úteis, pois falar bem prossegue capturando a atenção de pessoas interessadas, embora  muitas delas ajam com a mesma motivação de quando ouvem alguém falando inglês fluente ou quando viajam ao exterior: o desejo de aprender se acende, mas a ele se sucede perda de interesse de começar, ou perda de motivação em continuar quando se percebe que poucos meses de curso não são suficientes para entender as letras das canções tocadas nas rádios. Tal como para falar uma língua estrangeira, não há regra curta e infalível para falar bem. Existem técnicas e passos a ser aprendidos e apreendidos. Alguns desses passos vão ser a seguir apresentados na forma de nove sugestões, que não excluem outras que existem em obras especializadas. O foco aqui é o orador de tribuna, o que não torna impertinentes as sugestões para outros domínios oratórios, a exemplo do debate.

 

1. “Nascuntur poetae; fiunt oratores”, ou seja, “os poetas nascem; os oradores fazem-se”. Máxima latina mais que apropriada e que convida ao caso de Demóstenes, o mais famoso orador da antiguidade grega, nascido gago (embora muito provavelmente sofresse de uma das afecções a que a Fonoaudiologia dá hoje os nomes de Taquilalia e Taquifemia, mas que não se confundem com gagueira).  

Mesmo com essas dificuldades, que o fizeram sofrer com as vaias nas suas primeiras experiências oratórias, decidiu-se a superá-las valendo-se de método pitoresco: enchia a boca de pedrinhas, punha-se a falar à beira da praia procurando dominar-se ante o barulho das ondas, exatamente como deveria se comportar perante os apupos dos auditórios. Noutras vezes, encostava ao peito a ponta de uma espada para evitar gestos desengonçados.

Esses e outros dados biográficos de Demóstenes, de que Plutarco nos dá notícia (Vidas paralelas. Tradução de Sady Garibaldi. São Paulo: Atena Editora), serão úteis nos próximos itens para demonstrar que ser bom orador é meta perfeitamente alcançável, ao contrário de querer tornar-se poeta inspirado, pois pode-se aprender tudo de métrica, como construir versos alexandrinos ou decassílabos, sem que nem por isso daí nasça um poeta de valor. Exemplo clássico deste último caso é o do escritor português Antônio Feliciano de Castilho , que era uma virtuose da versificação formal, mas sem jamais ter conseguido alçar encantadores voos poéticos. Ou seja, versejava “invita Minerva” (“a despeito de Minerva”), expressão com que o poeta romano Horácio (Ars Poetica, 385) se referia aos que não tinham inspiração, contudo, ainda assim, insistiam em escrever.

Por outro lado, Rui Barbosa é um caso que ilustra positivamente: orador notável, logo se deu conta dos seus limites no terreno poético depois de compor alguns poemas, os quais, mais tarde, envergonhado, chamará de “pecadilhos da mocidade” (Obras completas de Rui Barbosa: vol. I 1865-1871, tomo II, Poesias. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, 1971, p. IX). Seu caso ainda é demonstração emblemática da sentença em latim que encabeça este tópico: Rui nunca perdeu a oportunidade de falar em público, convencido de que somente assim poderia reunir as qualidades de grande orador em ação.

Sem prática, pode-se frequentar os melhores cursos, ter os melhores professores, mas nunca ninguém em tempo algum se tornará grande orador por isso.

A ausência de ousadia prática não tem apenas deixado de produzir oradores; na verdade, tem afetado também o rendimento em outras áreas, uma das quais é o já citado aprendizado de língua estrangeira. Um acontecimento pessoal é bastante esclarecedor a esse respeito: há dois anos, acompanhei um casal de irlandeses, que estava a passeio no Brasil a meu convite, a uma clínica pediátrica em Salvador para exame de infecção bucal em seu bebê de dois anos. A pedido deles e da médica, fui ser o intérprete na consulta. Mas me surpreendi quando percebi que ela entendia tudo naquela fala de acento irlandês, o que reduziu minha ajuda a traduzir o que ela explicava em português sobre a infecção.  Quando indaguei da dificuldade em falar em inglês, me revelou que frequentara bom curso durante mais de cinco anos, ia a congressos no exterior, mas nunca conseguira vencer a inibição para falar desde as primeiras aulas, habituando-se apenas com a intimidade auditiva.

Não se trata certamente de caso único, como já identifiquei entre tantos outros. Sem experimentação prática, então, fica embaraçada qualquer aspiração de sucesso no terreno da eloquência e da retórica. 

Plutarco relata que Demóstenes, além dos exercícios à beira da praia, se fechava por meses dentro de casa, treinando e copiando Tucídides, além de praticar em frente a um espelho. Steven Pinker, na obra O instinto da linguagem, diz que o ser humano tem mesmo imperiosa vontade de falar, nem que seja com um cachorro. Por aí se vê que essa necessidade é fundamental na conquista oratória, embora  os ensaios em público quase sempre esbarrem na natural timidez do principiante.

Um bom truque é não começar por onde se espera que qualquer um se saia bem, ou seja, ambientes onde a tribuna é corriqueira. Lá estarão pessoas fazendo caras e bocas que podem afetar a programação mental construída previamente sem experiência real.

Recomendável, então, iniciar praticando em outros ajuntamentos de menor exigência dos circunstantes: reuniões de família, de amigos, de condomínios, na roça etc. Mas nessas ocasiões deve-se esforçar por construir uma ordem mínima, pois isso ajudará a buscar sempre a ideia de que discurso tem início, meio e fim, o que convém ser entendido como sentido discursivo, não como receita de bolo na ordem dos assuntos.

Não deve ser fator de desmotivação pensar-se que o domínio em plateias menos exigentes impede o mesmo desempenho nas mais refinadas. Não impede.  Aprender eximiamente a arte de direção de um veículo longe dos grandes tráfegos não inibe enfrentá-los quando for necessário. Pode-se até não engatar maestria no primeiro contato com essa nova experiência de trânsito, mas o domínio da máquina e das regras terminará prevalecendo sobre a apreensão inicial. O mesmo se dá no terreno oratório.  A fórmula então é mesmo a prática. Não há outra.

Quando se vai treinar para uma tribuna, não se deve esquecer de arrebanhar mais dados do que o tempo permitido para falar. O escritor John Gunther, citado por Dale Carnegie em obra até hoje recomendável, disse acerca de sua preparação para uma palestra: “Sempre procuro reunir dez vezes mais informações do que as que vou utilizar, de algumas feitas cem vezes mais” (Como falar em público e influenciar pessoas. 16. ed. São Paulo: Record, p. 61) 

A explicação é simples: embora o cérebro tenha capacidade para reter esses dados em situação de normalidade, há bloqueios inevitáveis de informações no encadeamento que se pretende fazer, porquanto a apreensão com a expectativa alheia é uma variável original na hora H.

2. Começando: o pontapé inicial é o momento mais aguardado do público. Há curiosidade natural pelo tom da voz do orador, por seu desempenho tranquilo etc. Então, o início tem que ser trabalhado. Uma citação costuma ser forma eloquente de começar.

Tome-se a hipótese de palestra motivacional para plateia constituída de pessoas que atravessam desilusão por rompimento amoroso: o orador, depois de anunciado, segue lentamente em direção da tribuna, se empertiga e faz uma citação de La Rochefoucauld, antes até dos cumprimentos: “o coração é uma gestão perpétua de paixões, de forma que a ruína de uma representa, quase sempre, o nascimento de outra”.

O efeito estilístico desse começo pode ser encantador. Portanto, por onde e como se vai começar fazem parte da estratégia oratória, ainda que possa haver algum embolamento no meio de campo, pois o final, adiante tratado, pode remediar bem isso. Mas o começo merece atenção, porque pequenos tropeços podem afetar a autoconfiança do orador iniciante.

3. Emoção. Conta Plutarco, na mesma obra citada, que um homem foi procurar o grande orador grego para que este assumisse sua causa. Na narração que fez, relatou que tinha sido “espancado”. Demóstenes duvidou, ao que o homem retrucou indignado, dizendo “—   Como, Demóstenes! Eu não apanhei?”. O historiador grego então descreve a resposta do exímio orador: “—   Oh! agora eu reconheço a voz de um homem que foi maltratado e que apanhou, — respondeu Demóstenes, tão persuadido estava de que o tom e o gesto contribuem poderosamente para infundir confiança naquilo que se diz”.

Sem emoção, sem a convicção emotiva do que se fala, nenhum discurso chegará a empolgar. Esse componente sempre esteve na alça de mira dos grandes oradores. Quintiliano, orador romano do primeiro século cristão, que era também professor de eloquência e retórica, já dizia: "Pectus est quod disertos facit", ou seja, "é o coração que faz os eloquentes". Séculos depois, um famoso moralista francês e também orador, La Rochefoucauld, atualizava esse ensinamento ao escrever que “les passions sont les seuls orateurs qui persuadent toujours. Elles sont comme un art de la nature dont les règles sont infaillibles; et l'homme le plus simple qui a de la passion persuade mieux que le plus éloquent qui n'en a point" (Maximes et réflexions morales. Ménard, 1817, VIII). Ou seja, “as paixões são os únicos oradores que convencem sempre, são como uma arte da natureza com regras infalíveis: o mais simples dos homens persuade melhor com paixão do que o mais eloquente sem ela”).

É preciso notar que emoção necessária à eloquência não deve ser confundida com outras duas situações: 1) estilo retumbante e grandiloquente, que ainda sobrevive enjoativamente nas falas de muitos políticos em comícios e tribunas parlamentares. Deve ser evitado. É tão cansativo para o ouvinte quanto o longo discurso lido; 2) perda de estribeiras: isso pode ser um tiro no pé, já que o estado de desequilíbrio emocional retira a capacidade de encadeamento racional dos argumentos. No caso de debate, não é menos prejudicial, por impedir o surgimento espontâneo das tiradas de bom humor, o qual, ao lado da ironia, é componente necessário para o sucesso do debatedor.

Enfim, até a emoção deve ser planejada.

4. “Intelligenti pauca”: "A quem sabe compreender, bastam poucas palavras".  Esse ditado não contradiz a recomendação de que se deva agenciar muito mais informações do que se conseguirá passar no limite de tempo. Ao contrário, é um convite a que o discurso tenha foco e fuja das repetições tautológicas, ou seja, dizer o mesmo por palavras diferentes.

La Rochefoucauld, na obra  já citada, escreveu, com muito acerto, que “la véritable éloquence consiste à dire tout ce qu'il faut, et à ne dire que ce qu'il faut", isto é, “a verdadeira eloquência consiste em dizer tudo o que se deve e em não dizer a não ser o que se deve”.

Não raro o iniciante consegue encaixar bem uma ideia e, percebendo a boa recepção dela, passa a reproduzi-la repetitivamente de novas formas para quem já compreendeu a substância do assunto, esquecendo-se que a função do orador de tribuna não é a mesma da didática de sala de aula, em que os retornos temáticos são imprescindíveis.   

Os franceses têm sobre isso um provérbio certeiro: “Le mieux est l’ennemi du bien”, que pode ser traduzido como “o melhor é inimigo do bom”. Se se disse bem algo no encadeamento do discurso e, percebendo-se mais adiante que faltou dado adicional que só cabia encaixar lá trás, não se interrompa a sequência discursiva na tentativa de inseri-lo. Isso produz efeito agressivo na estética oratória por quebrar o ritmo. Se a ideia já foi passada e bem, querer torná-la ótima nessa configuração é danoso.

5. “Ne sutor ultra crepidam”.  Plínio, o Velho, escritor, historiador e gramático romano, em sua Naturalia Historia (XXXV, 85), conta que o célebre pintor grego Apeles, depois de se pôr detrás de suas tela e de ter ouvido crítica pertinente de um sapateiro sobre defeito na pintura de uma sandália, não se conformou com o entusiasmo deste em querer criticar outros pontos de sua obra e disse-lhe essa frase em latim, que significa “o sapateiro nunca deve ir além das sandálias”.

Essa advertência serve como uma luva ao orador e ao debatedor em geral. Avançar para além do que se conhece é puro blefe e quase sempre termina em puxão de orelha, afinal, nunca se sabe quem estará ouvindo naquele instante ou mesmo depois no caso de ficar o registro. Uma coisa é sustentar um blefe num momento de encruzilhada oratória, como ocorre em júris criminais, porque aí todo expediente retórico é válido em prol do resultado final. Outra bem diferente é uma fala dita fora desse ambiente específico. Mesmo que tenha tido sucesso oratório a exposição inicial, a desconstrução da tese fará com que ele seja esquecido.

6. Palavras fáceis e palavras complexas: Horácio, o grande poeta latino, na obra Ars Poetica (item 97), adverte contra as “sesquipedalia verba”, ou seja, “palavras de seis pés de comprimento”. As palavras pouco conhecidas costumam encantar, como tudo que é novo. No terreno da eloquência, nada mais perigoso do que fascinar-se com certas expressões e, sem estar habituado a elas, resolver enunciá-las no meio de um discurso. O resultado pode ser desastroso e altamente inibidor de futuras aventuras.

Prefira-se o estilo corrente de falar. Fale-se sobre o que se sabe e como se sabe, desde que não se caia na seguinte armadilha que pode estar escondida nisso: o excesso de coloquialismo pode ser tão negativo quanto o gosto por termos retóricos mal pronunciados. É que frequentemente ouvem-se oradores repetindo padrões coloquiais na tribuna, a exemplo de “deu merda” para significar o mau resultado em qualquer coisa. Entre os mais jovens, ficou comum terminar uma sentença com “véi (=velho), isso aí foi zoeira”.

O gosto por períodos curtos pode constituir um problema, já que nenhum discurso ficaria muito agradável ao se parecer com um grande cobertor cheio de pequenos remendos. O resultado seria mais ou menos como se, exageradamente, se unissem numa longa fala vários períodos como este: “bicho, ques cara besta e aí véi eles falou que a gente tinha que vazar dali”.

A vigilância constante, assim, ajuda a corrigir os vícios, para que não se corra o risco de usá-los automaticamente na tribuna. Conheço pessoas com bom grau de escolaridade que falam “questã” por “questão”, “empleita” por “empreita”, “célebro” por “cérebro”, “sombrancelha” por “sobrancelha”, entre vários outros exemplos. Conheço ainda advogados que dizem “reinterar” em vez de “reiterar”, “consiguine” em vez de “consigne”. Pude identificar, nas minhas observações, que esses desvios quase sempre derivam de hábitos linguísticos aprendidos em casa ou nos círculos mais corriqueiros de amizade. Qualquer que seja a origem, na tribuna isso é um “monstrum horrendum”.

Já o trecho “ques cara besta” tem variações mais comuns do que aparenta. Aí está exposta inclusive a dificuldade com realizar a regra do plural.

Quanto aos primeiros vícios, não é difícil ao candidato a orador evitar o transporte, para a tribuna, de coloquialismos indigestos: treinar, nas próprias rodas de conversas, falas mais enxutas e menos cheias de recorrências giriescas ajuda bastante. Não que isso queira dizer que se deva falar em tom oratório com os amigos, porque logo se ficará sem interlocutor para os treinos, mais ou menos como eu e alguns amigos fazíamos com um colega de ensino secundário que estava convencido que falava como locutor de FM: em qualquer lugar onde nos encontrasse, repetia aquela entonação  típica como se estivesse com um microfone. Não dava para aguentar suas explanações, que começavam com “boooom diiiiaa, tuuuuudo bem?”. Sentíamo-nos malvados em fazer isso e até pusemos nele o codinome secreto de “o exorcista” por nos afugentar de sua impostação de voz, que era difícil de aturar.

Já com relação à dificuldade com o morfema de plural, a metonímia é boa dica: use-se o singular em seu lugar sempre que possível. Assim é que se pode dizer “o brasileiro come mal” para significar a totalidade dos brasileiros. Evita-se aí o “s” com muita classe literária. Mas se essa dificuldade não existe, prefiram-se as sentenças em que os sucessivos “s” de plural aparecem, pois sua elocução tem mais efeito retórico, como nessa citação de La Rochefoucauld em português: “Sentiríamos vergonha de nossas mais belas ações se o mundo conhecesse suas reais motivações”.

A perfeita elocução é outro fator de encanto oratório. E aqui a dica é quanto a pronunciar bem as sílabas finais. Não é incomum que se fale com força nas primeiras sílabas e debilidade nas últimas, algo que graficamente poderia ser representado como ʌ. Em outras vezes, se ouvem enunciações como “brincano”, “comeno”, “falano”, por “brincando”, “comendo”, “falando”, o que, somado à ausência de regra de plural, de concordância ou de articulações desembaraçadas, pode deixar penosa impressão oratória.

7. Recorrências estilísticas. Automatismos repetitivos de fim de oração, tal como “isso é um absurdo”, tiram o brilho de qualquer exposição e este em particular parece estar longe de perder o prazo de validade como fórmula de indignação, como aconteceu a outros cujo uso já estava ficando insuportável, a exemplo de “o sistema é bruto”.

Deve-se empreender esforço para não se deixar arrastar por esse persistente “é um absurdo” e suas variantes, seja como palestrante, seja como debatedor. É possível evitá-lo  com elegância dizendo “choca a razão”, “inconciliável com a razão”,  entre outros torneios fraseológicos.

A advertência vale, todavia, para todas as recorrências que vêm e ficam mais ou menos tempo. 

Em língua inglesa se costuma denominar o interesse decrescente desse uso constante como “law of diminishing returns”, algo como “lei das recorrências descendentes”. Para exemplificá-la, basta lembrar a famigerada pergunta “é pra ver ou pra comer” quando se oferece “pavê” no Natal. Tornou-se uma fala odiosa. O efeito das estereotipadas repetições no discurso soa parecido.

8. Prolepse é uma figura de retórica com que se refutam antecipadamente as objeções .  Isso vale para palestrantes e debatedores quando sustentam opinião ou tese. Tende-se a perder a capacidade de prefigurar a variável da pergunta do “adversário” quando se está encantado pela beleza da própria tese. O mais adequado é que o orador que vá sustentá-la se ponha previamente a discuti-la com pessoa capaz de levantar objeção séria, pois isso dará a ele tempo para refutação consistente. Na ebulição oratória, segundos de silêncio seguidos a um argumento contrário, no momento das perguntas, podem ser tidos como sinal de fraqueza.

9. “In cauda venenum”. Essa expressão, que se traduz por “na cauda, o veneno”, os romanos, referindo-se ao escorpião que tem a peçonha na cauda, aplicavam ao discurso, em cujo final o orador deve concentrar toda a sua malícia.  A peroração, o lance final da performance oratória, merece, então, mais cuidado e treino. Modernamente, são utilizadas breves narrativas de conteúdo moral como fecho retórico. São válidas, desde que não incorram no erro de repetir uma que até os gatos de casa já conheçam.

Há um tempero clássico do discurso que se chama sal ático, como era referida a graça e elegância dos gregos da região da Ática, cuja capital era Atenas. Aí entram humor e ironia. Dizer da medida certa do humor irônico não é algo fácil. Mas o excesso não é difícil de identificar. Se o objetivo é sustentar tese acadêmica ou científica, o humor entra onde não cabe a comédia. E a diferença não é desimportante: na comédia se produz alegria efusiva, com piadas e trejeitos. No humor, a fina ironia percebida pelo destinatário. Numa palestra sóbria, cabe humor e nenhuma comédia.

A pitada humorística pode estar inserida na narrativa de um caso, o que, a propósito, exige atenção: se foi esquecido algum detalhe insignificante como a cor da casa, uma garagem, a marca do veículo, é desaconselhável tentar lembrar dizendo-se, por exemplo, “um carrão caro, como é mesmo o nome, gente”. Que se diga apenas “um carro de milionário”, “um carro luxuoso”, ou algo parecido, se o nome específico não vier fácil. As pausas para puxar à memória podem tornar o desempenho sofrível. Esses detalhes inúteis, ou seja, as “difficiles nugae” (“bagatelas difíceis”), a que se referia o poeta latino Marco Valério Marcial (Epigramas, II, 86), não merecem perda de tempo. 

O célebre fabulista La Fontaine escreveu: “La grâce, plus belle encore que la beauté”, ou seja, “a elegância é ainda mais bela que a beleza”. Que se prime, então, pela elegância. Machado de Assis tem frase muito conhecida, segundo a qual “há pessoas elegantes e pessoas enfeitadas” (Obra completa. Org. de Afrânio Coutinho. Rio de Janeiro: Aguilar, 1959, vol. II, p. 117). Essa regra de ouro vale para o bom orador e seus candidatos, que não devem se incomodar com a pompa e circunstância com que outros palestrantes assumem a tribuna geralmente escorados no nome. Que esses touros afamados sejam deixados no seu aparente sucesso, tendo-se em mente que “dente lupus, cornu taurus petit”, isto é, “o lobo ataca com os dentes, o touro com os chifres”, disse-o muito bem Horácio (Sátiras, II, 1, 52).

Brumado, Bahia, 12 de novembro de 2017.

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Brumado: Policial Militar é julgado e absolvido pela segunda vez, réu foi acusado de tentativa de homicídio

  • Brumado Urgente
  • 17 Nov 2017
  • 11:00h

Foto: Brumado Urgente

Em júri, realizado na manhã desta quinta-feira (16), o réu, o Policial Militar Flávio Caíres Correia, foi julgado, pela segunda vez nesse caso, de tentativa de homicídio ocorrido no dia 11 de novembro de 2007, no Bairro São Félix em Brumado. De acordo com os autos, o réu, após um desentendimento teria acertado com um tiro a vítima Marthes Vieira Lopes com um revolver calibre 38, após isso a vitima foi socorrida. No julgamento, o réu foi absolvido pelo tribunal do júri, que respondeu afirmativamente aos quesitos apresentados. Pelo fato de o réu estar em liberdade, o processo foi dado com transitado e julgado, ou seja, foi arquivado, sendo feitas as atualizações dos antecedentes criminais. 

Homem é preso suspeito de saquear carga de sêmola de milho avaliada em R$ 48 mil de carreta tombada na Bahia

  • 17 Nov 2017
  • 10:00h

(Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem suspeito de saquear carga de sêmola de milho após carreta tombar foi preso na cidade de Jeremoabo, norte da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, João Batista Lima Reis, o "Boquinha", vai responder por furto qualificado e receptação. O mandado de prisão preventiva contra ele foi expedido pelo juiz da comarca da cidade. Ainda segundo a polícia, ele é o principal envolvido no saque da carga, avaliada em R$ 48 mil, que era transportada por uma carreta "bitrem" da empresa Roan Alimentos Ltda, que sofreu um acidente na estrada nas proximidades da cidade. A carga foi toda saqueada por populares. Segundo a polícia, a ação foi registrada em vídeo e fotos, o que auxiliou na identificação dos envolvidos, entre eles o principal, o "Boquinha". O suspeito está custodiado à disposição da Justiça e deve ser encaminhado para o presídio de Paulo Afonso, também no norte da Bahia. João Batista foi preso na terça-feira (14).

Servidores administrativos da Ufba realizam assembleia e decidem por greve

  • 17 Nov 2017
  • 09:00h

Foto: Divulgação

Os servidores técnico-administrativos em Educação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) aprovaram em assembleia nesta quinta-feira (16) a realização de greve a partir da próxima quarta-feira (22). Na assembleia também foi aprovado um calendário de ações. Na quarta, a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (ASSUFBA) e a categoria farão ato, a partir das 7h30, no portão do Campus de Ondina. Na quinta (23), uma assembleia será realizada, a partir das 9h, na Faculdade de Economia. Ainda na quinta, os servidores realizarão uma passeata no Centro de Salvador. De acordo com o Sindicato, entre as reivindicações da categoria estão a negociação salarial, defesa de carreiras e a não aceitação de aumento da contribuição previdenciária.

Cartas da campanha Papai Noel dos Correios 2017 já estão disponíveis para adoção na Bahia

  • G1
  • 16 Nov 2017
  • 19:00h

(Foto: Correios)

A Campanha Papai Noel dos Correios 2017, lançada na última sexta-feira (10) em Salvador, completou 28 anos e as cartas já estão disponíveis para adoção na capital e em sete cidades do interior. A adoção é feita da mesma maneira em todo o Brasil: as cartas enviadas pelas crianças são lidas e selecionadas. Em seguida, são disponibilizadas na casa do Papai Noel ou em outras unidades da empresa. As cartas do Papai Noel dos Correios ficam disponíveis apenas nos locais indicados pela empresa. Em Salvador, quatro agências participam da campanha. São elas: Comércio, Pituba, Centro Administrativo da Bahia e Caminho das Árvores. As cidades do interior que participam da campanha são: Lauro de Freitas, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Juazeiro, Barreiras e Caetité. As agências nas respectivas cidades ficam no centro de cada município. Os presentes são recebidos nos pontos divulgados pelos Correios para que posteriormente a entrega seja feita no próprio fluxo postal. Não é permitida a entrega direta do presente e, para assegurar a observância desse critério, o endereço da criança não é informado ao padrinho. As datas da campanha podem variar em cada Estado. Todas as informações sobre o Papai Noel dos Correios 2017 poderão ser obtidas no hotsite, no endereço: http://blog.correios.com.br/papainoeldoscorreios.