A produção industrial da Bahia em dezembro de 2018 apresentou queda de 1,2% frente ao mês anterior, com resultado negativo semelhante ao de novembro (-1,3%), de acordo com dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, porém, o setor teve crescimento de 0,8% em 2018, mostrando seu primeiro resultado positivo após quatro anos de quedas consecutivas. De acordo com o IBGE, o resultado positivo foi puxado pela indústria extrativa (+1,7%) e de transformação (+0,8%), com destaque para os segmentos de fabricação de veículos (+7,9%), metalurgia (+7,2%) e derivados de petróleo (+1,3%). Por outro lado, os principais impactos negativos sobre a produção industrial da Bahia em 2018 vieram da fabricação de outros produtos químicos (-6,2%), seguida pela produção de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-8,5%). Ambos os segmentos tiveram quedas após dois anos de crescimentos seguidos.
O pedreiro José da Costa Pinheiro, de 56 anos, morreu eletrocutado enquanto tentava instalar uma bica na manhã desta quinta-feira (7), no telhado do segundo andar de uma residência, em Feira de Santana. Conforme as informações do Acorda Cidade, a vítima teve morte instantânea após sofrer uma descarga elétrica. Isso porque o equipamento encostou na rede de alta tensão próxima a casa. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foram acionadas e retiraram o corpo do telhado, após o desligamento da energia pelos funcionários da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). De acordo com o médico Abraão de Melo, do Samu, que atestou o óbito do pedreiro, a vítima tinha lesões pelo corpo. "Ele tinha uma lesão no membro inferior direito, onde foi o ponto de contato. Tinha uma queimadura nessa região e, geralmente, descarga elétrica deixa um ponto de entrada e um ponto de saída, então além da perna também tinha lesão no membro superior. A perna ficou muito tempo em contato, até que a Coelba chegou e desligou a energia", relatou.
Um jovem de 23 anos foi preso suspeito de agredir a avó, que tem 79, com um golpe de machado na cabeça, na tarde de quarta-feira (6), no povoado Queimada do Milho, na zona rural de Santaluz, cidade a cerca de 275 km de Salvador. Segundo a Polícia Civil, Romário Souza dos Santos, alegou não ter tido motivos para fazer a agressão. De acordo com informações da polícia, Romário encontrou a avó, que não teve a identidade revelada, deitada no sofá da casa dela. Após a agressão, o jovem foi até a casa da mãe e avisou aos familiares que tinha golpeado a idosa, que estava inconsciente. A Polícia Civil informou que policiais militares souberam do caso, após a idosa ser socorrida pelos familiares e levada para o Hospital Municipal de Santa Luz. A equipe foi até a residência do jovem, que confessou o crime. Conforme a polícia, o rapaz alegou que faz uso de medicação de uso control. Ele foi encaminhado para a delegacia da cidade, onde está à disposição da Justiça. Ainda de acordo com a Polícia Civil, a idosa sofreu um corte profundo, levou pontos na cabeça e tem o estado de saúde estável.
O suspeito de negociar a compra de um garoto de 12 anos, que seria vendido pela mãe por R$ 70 mil, foi liberado após pagar uma fiança de dois salários mínimos, o que corresponde ao valor de R$ 1.996. Segundo a Polícia Civil, Sinvaldo Lenes Vieira, deixou a delegacia de Santa Maria da Vitória, na tarde de quarta-feira (6). De acordo com informações da polícia, a prisão da mãe do adolescente, Maria Roque Rocha, também é afiançável, mas a suspeita alegou não ter condições financeiras para fazer o pagamento. No dia 22 de janeiro, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciouMaria Rocha Roque por tráfico de pessoas, abandono de incapaz e comunicação falsa de crime. Já Sinvaldo Vieira foi indiciado por tráfico de pessoas, mesmo após ter negado a participação no crime. De acordo com o delegado Alexandre Haas, o inquérito foi enviado para o Ministério Público da Bahia (MP-BA), que pediu novas diligências. Entretanto, não há detalhamento sobre o que seria investigado já que o processo continua na Justiça. De acordo com o delegado Alexandre Haas, Sinvaldo foi acusado pela mãe do garoto em depoimento na delegacia. Também em depoimento, Maria revelou que venderia o adolescente por raiva, porque o garoto é fruto de um estupro. A polícia não tem informações sobre quem teria sido o autor do abuso.
Uma moradora da cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia, conseguiu uma autorização judicial para cultivar, para fins terapêuticos, a planta Cannabis Sativa, a maconha, para ser usada no tratamento do filho, de cinco anos, diagnosticado com autismo severo. A informação foi divulgada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA), que viabilizou a decisão através de Habeas Corpus Preventivo. Conforme o órgão, a decisão da Justiça saiu no dia 30 de janeiro e foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça em 1º de fevereiro. No entanto, a Defensoria só tomou conhecimento da decisão na quarta-feira (6). Conforme a DPE, a criança beneficiada pela autorização judicial faz o uso de óleo de cânhamo desde dezembro de 2016, em razão de Transtorno do Espectro Autista – TEA e hiperatividade (autismo severo). O uso do produto à base de maconha gerou melhora significativa nos sintomas apresentados pela criança, informou a Defensoria. Apesar de a mãe da criança possuir autorização da Anvisa para importar o medicamento CIBDEX HEMP CBD, ela não tinha condições financeiras para arcar com a importação. Assim, a Defensoria Pública verificou que o medicamento não era fornecido pelo SUS e que havia precedentes judiciais no país para permitir o plantio. De acordo com o defensor público Matheus Mazzilli Fassy, autor do Habeas Corpus, o Estado não fornece o medicamento à base do Canabidiol, nunca regulamentou o seu fornecimento, mas, por outro lado, criminaliza a conduta de quem cultiva a planta Cannabis Sativa para fins medicinais. O processo da criança corre sob segredo de Justiça. “Desta forma, a impetração do Habeas Corpus é medida paliativa apta a assegurar o direito à saúde e à vida digna da criança, pois a decisão judicial permitiu o cultivo de plantas suficientes para produção artesanal do óleo de cânhamo”, ressaltou a DPE, em nota enviada à imprensa. Matheus Fassy explicou também que a concessão da ordem de Habeas Corpus garante o direito social à saúde. Serve também como divulgação para outras pessoas em situação semelhante, da possibilidade de atuação da Defensoria Pública na tutela dos direitos fundamentais. “A implementação da pesquisa, produção e fornecimento dos medicamentos à base dos fármacos da Cannabis Sativa é uma forma de ampliar a discussão com a superação de preconceitos”, avalia.O vegetal possui componentes farmacológicos que são usados em diversos países do mundo para fins medicinais, como, por exemplo, nos EUA, Canadá, Israel, Portugal, Chile e Uruguai. Todavia, no Brasil, cabe a Anvisa, desde 2016, autorizar a prescrição e a manipulação de medicamentos à base de cannabis. Não há norma regulamentando o medicamento prescrito à criança e não há disponibilidade do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Um professor pernambucano caiu em um golpe ao alugar um apartamento em Salvador para a temporada de carnaval em um site de anúncios. A vítima chegou a pagar R$ 4,4 mil antecipados para garantir a oferta, mas descobriu que o anúncio era falso. Na oferta online estava um imóvel com dois quartos, de número 308, em um bairro valorizado da capital baiana. O valor pela contratação por 9 dias era de R$7 mil. O professor Júlio Ramos gostou da proposta e começou a negociação com a suposta proprietária à distância. Júlio só percebeu que era um anúncio falso quando esteve em Salvador, no mês de dezembro do ano passado, e foi até o endereço do anúncio. Como só tinha um apartamento por andar, ele descobriu que a residência de número 308 não existia. “Tinha uma senhora limpando o primeiro andar. Eu perguntei a ela quantos apartamentos tinham por andar, e ela respondeu só um. Com o sumiço que a [suposta] proprietária deu, [vi que] não existia o apartamento que ela tinha indicado. Aí eu percebi o golpe”, afirmou Júlio Ramos. Para Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet, é importante monitorar anúncios online antes da contratação. “A gente pode utilizar a própria internet para saber mais informações, para saber quem está fazendo a oferta. Então, dê preferência a aplicativos especializados em intermediar o aluguel de imóveis. Se você usa a plataforma, você garante que você tem primeiro a avaliação da reputação de quem está oferecendo o imóvel", pontuou Nejm. Uma outra possibilidade é consultar o endereço do imóvel em outros sites, pedir foto da escritura na hora da negociação, registrar negociação no e-mail e não fazer depósito integral de forma antecipada. A polícia não sabe quantos golpes desse tipo existem em Salvador, mas em uma consulta em um dos sites de reclamações é possível encontrar, ao menos, 97 reclamações de aluguel por temporadas na região. Para Consuelo Leal, diretora do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci/Bahia), exigir uma minuta do contrato é uma boa forma de não cair em golpes desse tipo.“[É preciso] Exigir uma minuta do contrato, com todas as cláusulas e garantias para certificar de que está fazendo uma locação ou negociação idônea, para que evite cair no golpe", pontuou.
O motorista baiano que deseja emitir a versão eletrônica da Carteira Nacional de Habilitação (CNH-e) pode fazer o serviço por celular que opere com os sistemas iOS ou Android, sem pagar nada e sem precisar ir ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Para realizar o procedimento, o condutor precisa ter a carteira impressa com o código bidimensional (QR-Code). No caso do motorista que ainda não tem a carteira com QR-Code, é necessário tirar a segunda via da habilitação no Detran, pelo valor de R$ 69,92. O documento que vem com o código de segurança garante o acesso ao procedimento eletrônico no site do Denatran. De posse do código QR-Code, o motorista deve se cadastrar no portal do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que enviará por e-mail um link de ativação do serviço e criação de uma senha. Não é preciso ter certificado digital. Depois, é preciso baixar o aplicativo da CNH-e no celular, disponível nos sistemas iOS e Android, e acessar o documento.
O rapaz de 19 anos preso em flagrante após confessar ter matado uma adolescente de 15 anos, depois da vítima ter se recusado a ter relações sexuais com ele, no município de Vereda, extremo sul da Bahia, descreveu à polícia como cometeu o crime. Segundo a Polícia Civil, o suspeito descreveu o assassinato com frieza durante o depoimento. O jovem, Daniel Max Santos de Jesus, de 19 anos, disse ter sofrido bullying na infância e que a 'rejeição' da garota gerou nele um excesso de fúria que o levou a cometer o feminicídio. As informações foram confirmadas nesta quarta-feira (6) pelo delegado Manoel Andreetta, que ainda apura se Vivia Soares também foi vítima de estupro antes de ser assassinada por estrangulamento. Segundo a família da vítima, a garota e o suspeito se conheceram pela internet. O delegado disse que o suspeito ainda se disse arrependido do crime. "Ele disse que teve um excesso de fúria e que, então começou a estrangular a vítima. Afirmou, inclusive, ter usado uma camisa para cometer o crime, camisa essa que foi encontrada enrolada no pescoço da vítima, no local do crime que ele indicou", disse o delegado. Manoel Andreetta também disse que o jovem contou como enterrou a vítima. "Depois da morte dela, ele ainda contou que começou a cavar um buraco com um pedaço de madeira e deixou o corpo parcialmente enterrado. Ainda jogou galhos de árvore sobre o corpo para esconder", disse Andreetta. Segundo o delegado, Daniel contou que levou a jovem até o local do crime com o consentimento dela, mas não há confirmação. "Não sabemos se isso é verdade ainda porque foi em um lugar ermo, em um morro alto. Então, se ela foi coagida ou se foi espontaneamente, a gente ainda não sabe. Tudo que temos até agora é só a versão dele", afirmou o delegado. "Agora, depois da prisão dele em flagrante, estamos aguardando resultado periciais para saber se houve ato sexual e se foi com consentimento dela ou se foi forçado, o que caracterizaria o estupro", disse Andreetta, que ainda informou que aguarda resultados de exames periciais."O que temos até agora é o feminicídio caracterizado por meio de estrangulamento e ocultação de cadáver", destacou o delegado. Ainda segundo Andreetta, os parentes de Vivia ainda não prestaram depoimento porque estão muito abalados com o crime. O delegado também informou que, posteriormente, deverá ser solicitado exame de sanidade mental no suspeito. "Ele contou que sofreu bullying, que era rejeitado pelos colegas, que ainda sofre com isso, mas isso tem que ser provado. O MP deve pedir que ele seja submetido a um exame", disse o delegado. O suspeito disse ainda que mantinha uma relação de confiança com a vítima, e que eram muito amigos. Segundo a polícia, no dia do crime, a jovem saiu de casa com ele com o consentimento da mãe dela. "A mãe deixou os dois saírem juntos, para comprar alguns mantimentos, mas no meio do caminho ele disse que a chamou para ir ao local onde posteriormente o crime ocorreu", contou o delegado. "Os dois já eram conhecidos e existia, sim, uma relação de confiança com a vítima. Ele, portanto, não era estranho para a família dela", afirmou Andreetta. O delegado ainda disse que o jovem nunca chegou a ser preso anteriormente, mas chegou a ser intimado uma vez por suspeita de ter usado força contra uma mulher para que ela mantivesse relação sexual com ele. "Consta somente essa passagem anterior. Ele chegou a ser intimado a prestar esclarecimentos, mas não houve consumação do ato e acabou não dando em nada para ele", destacou.
Uma mulher pagou R$ 24 mil pela compra de um apartamento no bairro de Cajazeiras, em Salvador, após ver anúncio na internet, e descobriu que caiu em um golpe. Conforme a Polícia Civil, o suspeito, que tinha alugado o imóvel, confessou o crime, mas não foi preso porque foi encontrado após o prazo do flagrante. De acordo com informações da polícia, a dona de casa, que não quis ter a identidade revelada, viu o anúncio com fotos na internet e negociou a compra com o suspeito. O caso foi registrado na última quinta-feira (31), na delegacia de Cajazeiras. A Polícia Civil informou que o suspeito alugou o apartamento, tirou fotos dos cômodos e anunciou a venda pela internet. Segundo a Polícia Civil, a mulher, que juntou dinheiro por muito tempo, entrou em contato com o suspeito, negociou a compra e transferiu R$ 19 mil para a conta bancária dele. A vítima pagou outros R$ 5 mil à vista e ficou de dar mais R$ 1 mil ao suspeito depois. “Eu tinha vontade de comprar um imóvel, aí eu entrei em contato com ele pelo anúncio da internet, olhei duas vezes e marquei com ele para fazer a compra. Dia 28, no Shopping Cajazeiras, eu fui com ele e a gente fez o documento de compras e vendas. Passei no cartório, abri firma, reconheci e aí fui vítima desse golpe”, contou a vítima. A mulher informou que o golpe só foi descoberto após a vítima fazer ela ir ao apartamento para fazer uma limpeza e ser questionada pela mãe do verdadeiro dono sobre a movimentação no local. Segundo a vítima, a mãe do dono do imóvel perguntou em qual apartamento ela moraria e falou que ela havia caído em um golpe. "Eu fiquei sem chão”, lamentou, emocionada. Em entrevista à TV Bahia, afiliada da Rede Globo, a delegada Overanda Oliveira, informou que o suspeito foi localizado na segunda-feira (4). Ele foi interrogado e liberado. “Nós estamos empreendendo diversas diligências diminuir, ao menos, o prejuízo dela. Se trata de uma pessoa muito humilde, uma pessoa que trabalhou toda a vida, todo o tempo, se privou de muita coisa, para adquirir esse imóvel e no final foi lesada por esse suspeito”, explicou a delegada. Segundo Overanda, a polícia já entrou em contato com a agência bancária usada pelo suspeito. “Nós estamos mantendo contato com as agências bancárias no sentido de obtermos essas informações. Nós precisamos saber exatamente qual o fim que este suspeito deu para a importância [dinheiro] que foi entregue pela vítima e a transferência bancária”. A delegada informou que testemunhas foram ouvidas e um pedido de prisão preventiva desse ser pedido nos próximos dias. “Quando a vítima veio à delegacia nós tomamos conhecimento da situação, iniciamos as diligências, que resultaram na localização do suspeito. Contudo, já não autorizava a prisão em flagrante, mas nós estamos instruindo o procedimento, já procedemos o registro, já ouvimos diversas pessoas e a nossa intenção é representar pela prisão preventiva desse indivíduo e, principalmente, evitar que ele pratique outros crimes na nossa área”, disse Overanda Oliveira.
O senador Otto Alencar (PSD) enviou ofícios a órgãos federais e estaduais da Bahia, nos quais pede atuação e providências urgentes para 10 barragens do Estado. Todos os reservatórios aparecem no Relatório de Segurança de Barragens de 2017 da Agência Nacional de Águas (ANA) como de alto risco. O objetivo é evitar novas tragédias ambientais e humanas como as ocorridas em Minas Gerais (Mariana e Brumadinho). Os 10 reservatórios de alto risco são: Afligidos, em São Gonçalo dos Campos; Apertado (Mucugê); Araci (Araci); Cipó (Mirante); Luiz Vieira (Rio de Contas); RS1 e RS2 (Camaçari); Tabua II (Ibiassucê); Zabumbão (Paramirim) e Pinhões (Juazeiro). Entre as irregularidades encontradas nas barragens estão erosões, rachaduras, buracos, infiltrações, corrosão de tubulações, presença de vegetações, afundações e fissuras.
Um jovem de 19 anos foi preso depois de confessar que matou uma adolescente de 15 anos estrangulada, após a vítima se recusar a ter relações sexuais com ele, na cidade de Vereda, no extremo sul da Bahia. Segundo a família da vítima, a garota e o suspeito se conheceram pela internet.De acordo com a delegada Valéria Chaves, chefe da Coordenadoria Regional do Interior (Coorpin) de Teixeira de Freitas, que atua na região de Vereda, as buscas por Vivia começaram no domingo, quando o irmão dela informou à polícia sobre o desaparecimento da adolescente.Parentes e amigos chegaram a fazer campanhas nas redes sociais para tentar alguma informação sobre a localização da menina.Após o registro do desaparecimento, as Polícia Militar (PM) e Civil fizeram rondas pela cidade, na segunda-feira (4), e encontraram Daniel Max Santos de Jesus, apontado como a última pessoa a estar com a vítima. Segundo a PM, ele conversou com a garota por meio das redes sociais.Ainda de acordo com a PM, Daniel tentou fugir, mas foi preso e encaminhado para a delegacia da cidade, onde confessou que matou e enterrou o corpo da adolescente na zona rural do município. Ele contou à polícia que teve um ataque de fúria após a jovem ter se recusado a ter relações sexuais com ele. A polícia foi até o distrito da Prata, apontado pelo jovem como o local onde o corpo da vítima estava enterrado. Lá, os agentes encontraram Vivia, que estava com uma blusa amarrada no pescoço. O corpo da jovem foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, na mesma região. Não há informações sobre o enterro da vítima. Daniel foi encaminhado para a carceragem da 8ª Delegacia de Teixeira de Freitas.
Cinco presos fugiram na noite deste sábado, 2, após trancar um carcereiro dentro da cela. O caso ocorreu na Delegacia de Pilão Arcado (a 807 quilômetros de Salvador). Segundo agentes da própria delegacia, a fuga ocorreu após às 18h. Um dos envolvidos, Marcos Vinicius Vanique, já foi preso. As polícias Civil e Militar seguem em busca dos quatro fugitivos, entre eles está o tio de Marcos, Iran Vanique. Há suspeitas de que eles não estejam muito longe do município.
Os acidentes em estradas federais que cortam a Bahia deixaram 453 mortos no ano de 2018. O número é o mais baixo dos últimos 18 anos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (4) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O balanço leva em consideração apenas os óbitos ocorridos nos locais dos acidentes, conforme o órgão. A PRF, que fiscaliza cerca de 10 mil quilômetros de malha viária na Bahia, disse que de 2017 para 2018, houve uma queda de 22,30% das mortes nas rodovias federais da Bahia. Em 2017, foram 583 óbitos. O ano de 2018 se destacou com os menores índices desde 2000, ano em que se iniciou a computação de dados de acidentes nas rodovias federais pela PRF na Bahia. Até então, o ano menos violento havia sido o de 2017, quando 583 mortes foram contabilizadas. O pico de vítimas fatais ocorreu em 2012 (850). A PRF diz que, com os números de 2018, está se aproximando da meta proposta pela ONU, de redução de 50% das vítimas fatais em dez anos (2011 a 2020). Na Bahia, em 2010, foram registrados 813 vítimas fatais nas rodovias federais. Quando comparado aos números de 2018 (453), a PRF na Bahia já atingiu a redução de 45% no número de vítimas fatais.
A advogada Thalita Coelho Duran acusou um policial militar e o delegado Giovani Paranhos Santos, plantonista da 23ª Delegacia, que fica em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, de ameaça e agressão física e verbal. Conforme a advogada, o caso ocorreu na madrugada deste domingo (3), dentro da unidade policial. Ao G1, Thalita, que tem 30 anos, que o caso ocorreu quando a advogada acompanhava quatro rapazes que foram presos por policiais da 81ª CIPM, sob a acusação de tráfico de drogas. A advogada relatou que, inicialmente, estava como representante de um dos jovens presos, mas acabou definindo com a família dos rapazes que ficaria como defensora dos quatro. Foi aí, segundo ela, que o delegado fez o primeiro insulto. "Ele disse: 'Agora você garantiu o seu honorário do fim de semana'. Eu não disse nada a ele", contou. Thalita afirmou, ainda, que foi impedida pelo delegado de conversar a sós com os clientes, antes dos depoimentos. A advogada aponta que houve arbitrariedade na condução dos presos à delegacia, feita pelos PMs, e também no procedimento realizado na unidade policial, pelo delegado. A advogada afirmou que, após as oitivas, só teve acesso ao documento de um dos depoimentos e o delegado pediu que ela assinasse os documentos dos quatro presso, sem ler. Ao questionar sobre o procedimento, ela diz que foi agredida verbalmente, e impedida de sair da sala. "Ele mandou eu calar a boca duas vezes. Me xingou. Foi quando peguei o celular e disse que ia filmar. Aí ele [delegado] abriu a porta para eu sair, e o PM veio para cima de mim. O delegado ficou dizendo: 'Vamos prender ela, vamos dar um flagrante nela?'", relatou. Thalita contou que o PM ainda a ameaçou e a empurrou, ao ver que a advogada fazia um vídeo, e chegou a apagar o arquivo do celular dela, mas ela conseguiu recuperar as imagens. "Ele [PM] disse: 'Você gravou meu rosto. Não troque as bolas não, que comigo o bagulho é diferente". Thalita disse que após ser agredida pelo PM caiu no chão e machucou o ombro. A advogada, que atua há 8 anos na área criminalista, acionou a Ordem dos Advogados da Bahia (OAB) e foi, acompanhada de um representante do órgão, na Corregedoria da PM, onde registrou o ocorrido. Thalita disse que vai registrar a situação também na Corregedoria da Polícia Civil. Por meio da assessoria, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que as Corregedorias das Polícias Civil e Militar vão apurar a denúncia.
O jovem que viralizou na internet após doar almoço para um garoto de 12 anos, em um shopping de Salvador, foi preso, nesta sexta-feira (1º), em Salvador, suspeito de estelionato. A informação foi divulgada pela Polícia Civil.Conforme a polícia, Bruno Kaíque Santana Santos, 19 anos, falsificava documentos para fazer cartões e sacar dinheiro ilegalmente. O jovem foi capturado por agentes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), em uma agência bancária do bairro de Pirajá. Com ele, foram apreendidos R$ 2.990 mil em espécie e um cartão bancário em nome de outra pessoa. Segundo a polícia, a conta usada por Bruno já tinha movimentado saques que somam R$ 26 mil. O jovem disse aos policiais que foi induzido ao crime por um agiota, a quem ele deveria dinheiro. O caso é investigado pelo Draco. Bruno ficou conhecido depois que a doação feita por ele foi filmada, e o vídeo foi publicado nas redes sociais, em junho do ano passado. A ação ocorreu no Shopping da Bahia, um dos principais de Salvador. Nas imagens, um segurança do shopping tenta impedir a doação, e Bruno discute com ele. Em determinado momento, o funcionário do estabelecimento tenta tirar o garoto do local, mas Bruno não deixa. Pessoas que acompanhavam a confusão também tentam intervir pelo menino. A situação só se acalma depois que um supervisor do setor de segurança do shopping chega e libera a doação. Na época, em nota, o shopping pediu desculpas e informou que a postura adotada pelo segurança não condiz com o treinamento recebido pelos funcionários. Após a repercussão do vídeo, o menino, que estava no shopping porque não havia conseguido vaga em uma escola após se mudar com a família, foi ajudado e matriculado em uma unidade de ensino da rede pública.