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Brumado recebe apresentação final do projeto Varal de Memórias nesta sexta (5)

  • 03 Dez 2025
  • 08:04h

Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (5 de dezembro), às 19h, o Teatro do CETIB será palco da apresentação de Dança Teatral do projeto Varal de Memórias, iniciativa que reúne arte, território e afeto em uma narrativa construída a partir de vivências.

O Varal de Memórias, com apoio da Prefeitura Municipal de Brumado, através da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (contemplado na PNAB Ciclo 1), nasceu a partir do Encontro de Lavadeiras e Donas de Casa de Samambaia, em Brumado (BA). A ação serviu como fonte de pesquisa artística para a criação das coreografias e da narrativa do espetáculo. O encontro foi dividido em dois momentos: pela manhã, entrevistas e vivências com mulheres da comunidade; pela tarde, uma grande roda que reuniu mais de 100 participantes de Samambaia e região. Além de promover arte no campo, a iniciativa movimentou a economia criativa local.

O projeto também marcou presença no VIII SELL – Seminário de Estudos Linguísticos e Literários da UNEB (Campus Brumado), onde apresentou um relato de experiência no Grupo de Trabalho “Direito à Cidade e as Artes”, destacando a força simbólica e social do Encontro de Lavadeiras.

Agora, o projeto chega ao seu momento mais esperado: a apresentação final, que reunirá dança, atuação, exibição de documentários, exposições artísticas e o desejo de despertar a arte no público.

A equipe do Varal de Memórias é composta pelos dançarinos Roberto Lima, Kay, Yas Souza e Jorlan Wendler; pela atriz Marília Marta; pela produção formada por Hiago Novais, Lu Gomes e Carla Natalice; e pela intérprete de Libras Daiane Quelle.

Idealizado pelo artista brumadense Will Martins, o projeto entrelaça dança e teatro para apresentar histórias que merecem um lugar especial no “varal da arte”. Will atua como professor de teatro no município há seis anos, é formado em Economia pela UESB e está concluindo a Licenciatura em Dança pela UFBA. Com passagem por grupos como o Teatrizzer, ele também integra a turma de dança do projeto Identid'arte.

A entrada é gratuita, e o público está convidado a participar e prestigiar essa celebração das memórias e da arte brumadense.

Informações: 77 99862-4889 Will Martins

'O Agente Secreto' entra para lista de revista francesa como um dos melhores filmes de 2025

  • Bahia Notícias
  • 29 Nov 2025
  • 08:47h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O filme 'O Agente Secreto', aposta do Brasil no Oscar de 2026, entrou para a lista da icônica revista francesa Cahiers du Cinéma, que elege o Top 10 melhores filmes de 2025.

 

A produção de Kleber Mendonça Filho, que traz Wagner Moura como protagonista, ocupa a 4ª colocação no ranking feito pelos especialistas.

 

  • Eureka — Lisandro Alonso
  • Horizon: An American Saga – Chapter 3 — Kevin Costner
  • Voyages en Italie — Sophie Letourneur
  • O Agente Secreto — Kleber Mendonça Filho
  • Megalopolis — Francis Ford Coppola
  • Kinds of Kindness — Yorgos Lanthimos
  • Emilia Pérez — Jacques Audiard
  • Nosferatu — Robert Eggers
  • The Brutalist — Brady Corbet
  • The End — Joshua Oppenheimer

 

O filme estreou nesta semana em Nova York, com distribuição da Neon, e recebeu 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, um dos principais agregadores de críticas da internet.

 

Em sua terceira semana em cartaz, o longa superou a marca de 750 mil espectadores no Brasil. De acordo com o Comscore, a produção já faturou R$ 18,7 milhões desde a estreia, sendo a maior bilheteria de 2025.

Incêndio em complexo residencial deixa 55 mortos e quase 300 desaparecidos

  • Bahia Notícias
  • 27 Nov 2025
  • 08:44h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um devastador incêndio de grandes proporções em um complexo residencial de arranha-céus no distrito de Tai Po, em Hong Kong, resultou na morte de 55 pessoas e deixou pelo menos 72 feridos, conforme o último balanço das autoridades locais. O fogo, que se tornou o mais letal na cidade em três décadas, irrompeu na quarta-feira (26) e continua sendo combatido pelo segundo dia consecutivo.

 

A situação é crítica, com cerca de 300 pessoas ainda desaparecidas, muitas delas presas nas torres em chamas, segundo o Corpo de Bombeiros. Até o momento, 51 vítimas foram confirmadas no local e outras quatro morreram após serem levadas ao hospital. Entre os mortos, está um bombeiro que atuava no resgate, informou a rede britânica BBC.

 

A causa exata do incêndio está sob investigação, mas a polícia acredita que a rápida propagação das chamas foi facilitada por telas de construção verdes e andaimes de bambu que estavam sendo usados em obras de reforma no complexo. As autoridades indicaram que as telas não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio.

 

Três homens ligados à construtora Prestige Construction & Engineering Company, responsável pelas reformas, foram presos sob suspeita de homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

 

"Temos motivos para acreditar que os responsáveis ??da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se alastrasse descontroladamente, resultando em um grande número de vítimas", declarou Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.

 

Nesta quinta-feira (27), a polícia realizou buscas no escritório da construtora, apreendendo caixas de documentos como provas, de acordo com a Associated Press (AP News).

 

O chamado de emergência foi recebido às 3h51 (horário de Brasília). Centenas de agentes do Corpo de Bombeiros foram mobilizados, e o alerta de incêndio foi elevado ao nível 5, o mais alto da escala. Quatro dos oito blocos do complexo foram apagados, três estão sob controle, e um não foi atingido.

 

Os trabalhos de resgate são dificultados pelas condições extremas. Um porta-voz dos bombeiros expressou "muita preocupação" com a temperatura excessivamente alta dentro dos prédios, que impede a entrada das equipes de salvamento. Os feridos resgatados sofreram queimaduras graves e lesões por inalação.

 

O complexo atingido possui cerca de dois mil apartamentos distribuídos em oito torres de mais de 30 andares cada, e abriga aproximadamente 4,6 mil moradores.

 

O incêndio mais recente reaviva o debate sobre segurança em obras e construções em Hong Kong. O uso de andaimes de bambu, embora tradicional, é alvo de preocupação; a estrutura esteve envolvida em 22 mortes de trabalhadores entre 2019 e 2024 e em pelo menos três outros incêndios neste ano, segundo uma associação de vítimas de acidentes industriais.

 

O último grande incêndio na cidade havia ocorrido em 1996, matando 41 pessoas e resultando em mudanças nas normas de segurança contra incêndios em arranha-céus. Devido à tragédia, uma seção inteira da rodovia Tai Po foi fechada, e linhas de ônibus foram desviadas, com a polícia isolando os quarteirões vizinhos por segurança.

Mercado de tornozeleiras eletrônicas é dominado por 5 empresas, que esperam dobrar ganhos até 2030

  • Por Alex Sabino | Folhapress
  • 26 Nov 2025
  • 16:27h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Objeto central no debate político brasileiro desde a prisão de Jair Bolsonaro, a tornozeleira eletrônica é um artigo restrito. Cinco empresas disputam o setor no país com dispositivos que não são vendidos por seus fabricantes, são apenas alugados.
 

A quantidade de tornozeleiras eletrônicas cresceu 20 vezes no Brasil entre 2016 e 2024, estimam empresas do setor. No ano passado, estavam em uso cerca de 122 mil unidades. O crescimento, segundo participantes da indústria, deve continuar.
 

"Nos próximos cinco anos, este número vai dobrar", diz Sávio Bloomfield, presidente da Spacecom, fabricante nacional e líder no mercado. O motivo é a tendência da Justiça de adotar regimes menos severos do que a prisão.
 

A Spacecom, com sede em Curitiba, domina 80% do mercado no Brasil, mas o equipamento usado por Bolsonaro era da UE Brasil Tecnologia. É a companhia que tem contrato com o governo do Distrito Federal.
 

Procurada pela reportagem, a UE Brasil não quis se manifestar sobre o tema ou passar informações. A alegação é que se trata de área sigilosa por lidar com assuntos de segurança pública.
 

As principais concorrentes são as fabricantes brasileiras Geocontrol, a Synergye e a britânica Buddi, que disputam contratos com governos estaduais e secretarias de segurança pública para fornecimento do equipamento, que são os clientes deste setor.
 

As tornozeleiras, dependendo do tipo de tecnologia que empregam, são alugadas por cerca de R$ 250 mensais por preso, o que pode representar uma economia para os cofres públicos.
 

Dados da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) mostram que o custo médio de cada preso no sistema carcerário varia entre R$ 1.100 e R$ 4.300, de acordo com o estado. Se considerada a média de R$ 2.331, cada detento custa ao poder público, por ano, R$ 28 mil.
 

Este total significa que o detento em regime fechado é R$ 25 mil mais caro que o aluguel anual da tornozeleira (R$ 3.000).
 

MONITORAMENTO
Em geral, as fabricantes de tornozeleiras oferecem mais do que as tornozeleiras em si ao poder público.
 

"É um acordo de prestação de serviço. Não se trata de apenas fazer a locação. Depende do que deseja cada estado no processo de licitação. É definida a quantidade de tornozeleiras, o valor, se teremos de colocar uma central de monitoramento ou isso ficará a cargo do estado, a quantidade de técnicos de campo. Tudo varia", afirma
 

Algumas tornozeleiras enviam sinais de localização uma central, por exemplo. As mais modernas enviam os dados uma vez a cada minuto.
 

O sistema é composto por transmissor GPS, modem de comunicação e uma central que funciona 24 horas por dia. Caso alguma anormalidade aconteça, o aparelho manda um aviso e o centro de monitoramento inicia os protocolos de emergência. Isso inclui acionar a polícia e o magistrado encarregado do caso.
 

A carcaça é feita de um plástico resistente, como poliuretano. A pulseira é de fibra sintética ou uma borracha resistente. Deve ser durável e à prova d'água. Na parte interna, tem sensores, dispositivo GPS e bateria. A trava de segurança pode ser de aço ou plástico reforçado, com sensores para alertar em caso de rompimento.
 

Todos os estados brasileiros têm contratos com empresas privadas para fornecimento de tornozeleiras eletrônicas.
 

Algumas empresas importam a parte eletrônica, que pode vir dos Estados Unidos, do Reino Unido ou da China. A Spacecom afirma trabalhar com tecnologia 100% nacional. O valor de fabricação de cada unidade depende da tecnologia, mas pode variar de R$ 2.000 a R$ 4.500.
 

"O futuro é a miniaturização ainda mais significativa do equipamento, com maior autonomia de bateria. As de hoje duram 48 horas", completa Bloomfield.
 

Os próximos modelos devem também aperfeiçoar sistemas antifraudes. Hoje, eles detectam se houve corte na fita de proteção, percebem calor excessivo (como no caso da solda usada por Bolsonaro), umidade, movimentos bruscos, impacto e se houve tentativa de cobri-lo com algum material para interromper o sinal.
 

Não carregar a bateria também é considerado uma infração do benefício concedido pela Justiça.
 

Os acordos para fornecimentos de tornozeleiras representaram, no ano passado, cerca de R$ 30,5 milhões de faturamento para as empresas. Mas a receita total é maior, já que serviços, como o monitoramento, a manutenção e o uso de pessoal para cuidar dos equipamentos, não estão incluídos neste montante.
 

Dentro do mercado de sistemas de monitoramento eletrônico no Brasil, as tornozeleiras são 0,21% do total. Com a inclusão de câmeras, monitores e demais sistemas biométricos, o mercado movimentou cerca de R$ 14 bilhões em 2024, segundo representantes do setor.
 

As tornozeleiras ganharam notoriedade durante a Operação Lava Jato. A doleira Nelma Kodama, primeira mulher presa no contexto do escândalo, conhecida como "dama do mercado", acumulou seguidores nas redes sociais ao postar fotos usando acessórios de luxo que combinavam com a tornozeleira.
 

Na época, fabricantes do setor receberam sondagens de grandes empresas envolvidas no escândalo interessadas em comprar tornozeleiras eletrônicas, que seriam doadas à Polícia Federal, de acordo com participantes do mercado. A vantagem seria que os equipamentos estariam disponíveis caso seus executivos fossem condenados por corrupção, o que poderia evitar a prisão deles.
 

"O mercado de tornozeleiras é um dos que mais vai se beneficiar da política de diminuir a população carcerária no país", constata Sávio Bloomfield.

Neymar sofre nova lesão e não deve mais jogar em 2025, diz portal

  • Bahia Notícias
  • 26 Nov 2025
  • 12:23h

Foto: Reprodução/Instagram/@neymarjr

Segundo informação do portal ge, o atacante Neymar não deve mais jogar em 2025. O camisa 10 realizará tratamento devido a uma lesão no menisco do joelho esquerdo e, diante do cenário médico, a tendência é que não volte mais a atuar em 2025.

 

A preocupação aumentou após os exames feitos na última terça-feira (26), em São Paulo. Eles confirmaram que o incômodo que o jogador vinha sentindo desde o empate com o Mirassol, em 19 de novembro, se tratava de algo mais sério. O desconforto já havia tirado o atacabte do jogo contra o Internacional, na última segunda (24), em Porto Alegre.

 

O problema aparece justamente quando Neymar acumulava uma sequência de três partidas, algo incomum na temporada: vitória sobre o Palmeiras, derrota para o Flamengo e empate com o Mirassol. Logo depois dessa série, o incômodo no joelho se agravou.

 

Enquanto isso, o Santos segue sua batalha contra o rebaixamento. Restam três compromissos para o fim do Brasileirão: Sport na Vila Belmiro em 28 de novembro, Juventude fora em 3 de dezembro e Cruzeiro em casa em 7 de dezembro.

 

LESÕES EM 2025

A lesão no joelho é apenas mais um capítulo de um ano marcado por dificuldades físicas para o atacante. Em março, dores no músculo posterior da coxa esquerda causaram um edema e o tiraram da semifinal do Paulistão. 

 

Em abril, ele deixou o campo chorando contra o Atlético Mineiro e descobriu uma lesão no músculo semimembranoso da mesma coxa. Em setembro, sofreu uma lesão de grau 2 no reto femoral da perna direita. Agora, em novembro, surge o problema no menisco do joelho esquerdo.

Juíza com salário superior a R$ 50 mil conclui curso de Medicina em período integral e é alvo de investigação

  • Bahia Notícias
  • 25 Nov 2025
  • 10:29h

Foto: Reprodução / Juri News

A juíza Adriana de Jesus Pita Colella, recém-promovida no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), concluiu a graduação em Medicina após seis anos de curso na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). A magistrada conciliou a carreira jurídica, com remuneração bruta que superou R$ 76 mil em 2025 e líquida de R$ 56 mil, com os estudos em período integral. A situação gerou questionamentos e a abertura de uma investigação pela Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho, a pedido do ministro José Roberto Freire Pimenta.

 

A compatibilidade de horários entre as funções de juíza titular da 2ª Vara do Trabalho de Santos e o curso de Medicina, que exigiu o internato nos últimos dois anos, é o centro da controvérsia. As atividades do internato na Unimes ocorriam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, podendo se estender até 18h. Este horário é incompatível com o expediente forense estabelecido por portaria do TRT-2, que vai das 11h30 às 18h. Em março de 2025, por exemplo, a juíza declarou ter trabalhado presencialmente, mas deveria estar cumprindo estágio no ambulatório da Santa Casa de Santos, onde obteve aprovação com alta frequência.

 

Em sua defesa, o TRT-2 afirmou que “não existe qualquer impedimento legal para a realização de atividades discentes em curso universitário” por magistrados e que a produtividade da juíza foi acompanhada. O tribunal acrescentou que “A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) não fixa horário de trabalho aos magistrados brasileiros, que são obrigados a realizarem trabalho em todos os dias de expediente forense e, de acordo com decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presencialmente, no mínimo, três dias da semana”.

 

A investigação foi instaurada após o desembargador Valdir Florindo, presidente do TRT-2, ter rejeitado monocraticamente pedidos de colegas para adiar o julgamento da promoção da juíza e apurar sua situação funcional. Diante do caso, a Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho notificou a Corregedoria Regional do Trabalho da 2ª Região para que preste informações sobre as “providências adotadas para apuração dos referidos fatos”.

 

As informações são do Portal Juri News.

Tentativas de fraude documental mais que dobram de 2022 a 2025

  • Bahia Notícias
  • 24 Nov 2025
  • 16:14h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A consolidação do comércio on-line e das instituições financeiras digitais intensificou um dos crimes mais tradicionais da humanidade: golpes com documentos de terceiros. De 2022 a 2025, as tentativas de fraude documental no Brasil mais do que dobraram, saltando de cerca de 19 mil para mais de 51 mil no acumulado de 2025.

 

Segundo a Agência Brasil, a conclusão consta de levantamento da Caf, empresa especializada em verificação inteligente de documentos. Os dados mostram uma escalada contínua do problema.

 

• 2022: mais de 19 mil tentativas;

• 2023: mais de 66 mil;

• 2024: mais de 37 mil;

• 2025: mais de 51 mil (no acumulado do ano).

 

CNH: documento preferido
Segundo a empresa, a carteira de identidade permanece como o documento mais visado. Em 2025, 84% das tentativas de fraude envolveram o Registro Geral (RG), que continua sendo amplamente utilizado e tem grande variedade de versões em circulação. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também registrou aumento na participação das fraudes, passando de 8% dos casos em 2022 para 14% em 2025.

 

Para o diretor de tecnologia da Caf, José Oliveira, a multiplicidade de modelos de RG ainda presentes no país amplia o risco de manipulação, num cenário em que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) está sendo adotada de forma escalonada. Ele afirma que soluções tecnológicas vêm se tornando essenciais para detecção de irregularidades.

 

“O Brasil convive com inúmeras versões de RG em circulação, o que amplia a superfície de fraude. Isso torna inviável depender apenas de inspeção visual ou de processos manuais”, enfatiza.

 

Oliveira explica que sistemas baseados em inteligência artificial conseguem identificar sinais de adulteração digital com maior precisão, mas destaca que a combinação entre tecnologia e análise humana ainda oferece o índice mais elevado de eficácia, chegando a 98% de acerto na detecção de fraudes.

 

Análises
O levantamento utilizou uma tecnologia denominada Documentoscopia, que combina verificação automatizada, captura assistida, extração de dados por OCR (reconhecimento óptico de caracteres) e análise especializada. Apenas em 2025, mais de 11 milhões de documentos foram analisados pela plataforma da empresa.

 

Fundada em 2019, a Caf atua no desenvolvimento de tecnologias antifraude com soluções de verificação biométrica, reconhecimento documental e validação de identidade usadas principalmente em sites e aplicativos.

Governo Federal libera R$ 5,7 milhões para recuperação de desastres em Vitória da Conquista

  • Por Ana Clara Pires/Bahia Notícias
  • 18 Nov 2025
  • 12:28h

Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou o repasse de R$ 5.778.658,14 para o município de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A Portaria, publicada nesta terça-feira (18), no Diário Oficial da União (DOU), formaliza a transferência de verbas federais destinadas a ações de Recuperação de danos causados por desastres naturais, como chuvas ou inundações.

 

A decisão foi tomada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que representa a União no ato, amparada pelas leis que regem a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. A transferência é classificada como Obrigatória, garantindo que o recurso já está empenhado no Orçamento Geral da União (Nota de Empenho n.º 2025NE000220) para o MIDR.

 

Segundo a Portaria, a utilização dos quase R$ 5,8 milhões está vinculada, exclusivamente, à execução das ações descritas no Plano de Trabalho já aprovado, impedindo que a prefeitura utilize a verba para qualquer outro fim.

 

O documento estabelece um prazo de execução de 365 dias (um ano), a contar da publicação da Portaria, para que o município realize todas as obras e serviços de recuperação necessários.

 

O recurso será liberado em três parcelas, e a continuidade dos pagamentos está condicionada ao cumprimento das regras de transparência e prestação de contas pelo ente federado.

 

Ao final do prazo de vigência, o município terá 30 dias para apresentar a prestação de contas final ao Ministério da Integração, detalhando o uso total da verba. O repasse visa acelerar a reconstrução e o restabelecimento da infraestrutura local após a ocorrência de eventos adversos.

Demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, diz ONU

  • Por Gabriel Gama | Folhapress
  • 12 Nov 2025
  • 08:12h

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Com um planeta cada vez mais quente, a demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, levando ao dobro de emissões de gases-estufa relacionadas à operação dos aparelhos.
 

Os dados são do Global Cooling Watch 2025, novo relatório do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém.
 

O documento indica que o aumento da população e dos extremos de calor fará com que mais famílias de baixa renda tenham acesso a sistemas de refrigeração mais poluentes e ineficientes. A projeção é de que as emissões causadas pelos aparelhos serão de 7,2 bilhões de toneladas de carbono (CO2e) em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.
 

A ONU aponta que há caminhos para evitar esse cenário, com o uso de equipamentos mais eficientes e combinando ventiladores com aparelhos de ar condicionado. Se isso for feito, a estimativa será de 64% menos emissões do setor na metade do século, o que evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas.
 

Caso haja uma descarbonização rápida do setor de energia, a poluição seria 97% menor.
 

Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, defende que o acesso ao resfriamento seja tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água e saneamento, diante de ondas de calor mais frequentes e extremas.
 

"Mas não podemos resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa, elevaria os custos e aumentaria as substâncias que danificam a camada de ozônio", disse. Outra preocupação é com o aumento do uso de energia, que pode causar apagões.
 

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com falta de refrigeração adequada, segundo o Pnuma, número que também deve triplicar até 2050. A vulnerabilidade é maior nos grupos de baixa renda e com maior risco, como mulheres, pequenos fazendeiros e idosos, de acordo com o relatório.
 

Andersen afirma que soluções com alta eficiência energética e baseadas na natureza podem ajudar a atender à demanda crescente e proteger as pessoas enquanto o mundo trabalha para conter as temperaturas.
 

Algumas sugestões do relatório são:
 

- investir em resfriamento passivo, com design inteligente de paredes, telhados, vidraças, sombreamento e ventilação;
 

- soluções de baixo consumo energético, incluindo ventiladores, ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid;
 

- rápida redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), que agravam o aquecimento global e foram adotados como substitutos aos CFCs, causadores do buraco da camada de ozônio.
 

O Pnuma prevê que o estresse térmico poderá inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030. O acesso ao resfriamento sustentável, assim, determinará se empresas, escolas, hospitais e outras instalações terão a capacidade de seguir funcionando.

Na corrida pelo Oscar, O Agente Secreto registra maior estreia nacional de 2025

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2025
  • 16:30h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A estreia de 'O Agente Secreto', escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026, foi registrada como a maior do cinema nacional em 2025.

 

De acordo com os dados da Comscore, entre quinta-feira (6) e domingo (9), a produção foi vista por cerca de 274 mil espectadores, tendo uma renda de R$ 6,6 milhões.

 

O longa protagonizado por Wagner Moura está em cartaz mais de 707 cinemas, num total de 1.403 salas pelo país. Em Salvador, é possível assistir ao filme pagando apenas R$ 8 no Yellow Friday do Cine Imperial do Shopping Center Lapa.

 

Até o último final de semana, o melhor desempenho de estreia de uma produção brasileira no ano havia sido de "Vitória", protagonizado por Fernanda Montenegro, que alcançou 218 mil pessoas e teve uma renda de R$ 4,7 milhões.

 

De acordo com o jornal 'O Globo', depois da pandemia, apenas quatro filmes superam "O Agente Secreto". A estreia de maior sucesso desde então foi "O Auto da Compadecida 2", com R$ 19,7 milhões em bilheteria e 886 mil espectadores.

 

O premiado com o Oscar, 'Ainda Estou Aqui', alcançou 361 mil pessoas no primeiro final de semana de estreia, tendo uma renda de R$ 8,6 milhões.

 

O Agente Secreto tem lançamento garantido em mais de 90 países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com a MK2, responsável pela comercialização dos direitos de exibição do filme internacionalmente. 

 

Entre os territórios já confirmados estão alguns dos maiores mercados cinematográficos do mundo, como China, México e Coreia do Sul, além de países como Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia.

 

A produção já conquistou quase 20 prêmios, incluindo o de Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes, e foi recentemente indicado ao Gotham Awards de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator (Wagner Moura). 

 

SOBRE O FILME
A produção conta a história de Marcelo, um especialista em tecnologia que tenta deixar para trás um passado cheio de mistério. 

 

Ambientado no Recife de 1977, acompanha o retorno do profissional a cidade natal em plena semana de carnaval, e a descoberta feita por ele, de que a capital pernambucana está longe de ser o refúgio que imaginava.

Governo federal reajusta auxílio-alimentação de servidores públicos para R$ 1.175 a partir de dezembro de 2025

  • Por Ana Clara Pires/Bahia Notícias
  • 07 Nov 2025
  • 16:22h

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos publicou uma portaria, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (7), que fixa em R$ 1.175,00 o valor mensal do auxílio-alimentação pago a servidores da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. 

 

O novo valor, que representa um aumento de 17,5%, entrará em vigorar a partir de 1º de dezembro de 2025, com validade em todo o território nacional.

 

A medida foi assinada pela ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, com base nas atribuições previstas no artigo 87 da Constituição Federal e no Decreto nº 3.887/2001. O reajuste substitui o valor anterior estabelecido pela Portaria MGI nº 2.797, de 29 de abril de 2024, que fica revogada com a nova decisão.

 

O aumento faz parte da política de recomposição de benefícios para o funcionalismo federal, que inclui também a revisão do auxílio-saúde e do auxílio-creche em outras etapas. A última atualização do valor do auxílio-alimentação aconteceu em 2024, quando o valor saiu de R$ 658,00 para R$ 1.000,00.

Entenda as siglas e jargões da COP30, como 1,5°C, TFFF e GGA

  • Por Jéssica Maes | Folhapress
  • 06 Nov 2025
  • 14:19h

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Líderes mundiais, diplomatas, acadêmicos e ativistas de mais de uma centena de países participam, em Belém, da COP30, a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática. Mais importante fórum mundial sobre o tema, o evento acontece de 10 a 21 de novembro.
 

São esperados aproximadamente 50 mil participantes, segundo a organização. As discussões abordarão temas como adaptação a eventos climáticos extremos, redução de emissões de carbono e financiamento.
 

Decisões tomadas ali têm o poder de definir o futuro da humanidade e o nível de devastação no planeta. Apesar de tamanha relevância, pode ser difícil acompanhar o andamento das negociações, já que o tema é repleto de jargões e siglas, numa grande "sopa de letrinhas" diplomática.
 

Confira abaixo os termos mais comuns da reunião.
 

1,5°C
O número mais importante das discussões climáticas. É o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris, que se propõe a limitar o aquecimento global à temperatura média de, preferencialmente, 1,5°C e, no máximo, 2°C até o final do século. Cientistas consideram a meta mais ousada essencial para conter as consequências mais drásticas das mudanças climáticas, inclusive o desaparecimento de pequenos países insulares.
 

Relatórios mais recentes consideram praticamente inevitável que esse limite seja ultrapassado consistentemente nos próximos anos. Apesar disso, o quadro é reversível: um corte substancial nas emissões de gases de efeito estufa faria a temperatura do planeta cair no longo prazo.
 

O balanço geral feito pela UNFCCC em 2023 apontou que, apesar de avanços, a humanidade caminha para um aumento de 2,4°C a 2,6°C na temperatura média global.
 

UNFCCC
Sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Criada em 1992, é uma plataforma adotada por 198 partes (197 Estados e a União Europeia) com a intenção de evitar a intervenção humana perigosa no sistema climático global.
 

COP
Abreviação de Conferência das Partes, como são conhecidas as reuniões de integrantes de diferentes acordos internacionais. Há COPs sobre temas diversos, da proliferação de armas nucleares à desertificação, com a tarefa de decidir o que será implementado. Apesar disso, o termo COP é mais conhecido em relação às discussões climáticas.
 

A COP30, que acontece em Belém neste ano, é a 30ª conferência dos membros da UNFCCC. As decisões são tomadas por consenso -ou seja, todos os membros precisam aprovar os acordos e, caso um membro discorde, as discussões emperram.
 

CÚPULA DOS LÍDERES
Reunião do mais alto nível das autoridades mundiais -como chefes de Estado e de governo. Acontece nos dias 6 e 7 de novembro, logo antes da COP30, e serve como uma chancela política para as negociações do evento principal.
 

No total, 143 nações estarão representadas durante essa cúpula, que prevê receber 57 líderes máximos de seus países, além de 39 ministros.
 

IPCC
Sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. É um comitê de centenas de cientistas que têm a tarefa de produzir revisões da literatura científica para orientar os tomadores de decisão. A análise é feita a partir de milhares de estudos e resulta em extensos relatórios sobre o clima atual e cenários para o futuro.
 

ACORDO DE PARIS
Firmado em 2015, em uma COP realizada na capital francesa, o Acordo de Paris é um tratado ratificado -ou seja, aprovado como lei doméstica- por 196 partes (195 países e a União Europeia). É obrigatório cumpri-lo, mas o caminho para chegar ao seu objetivo de frear o aquecimento global é definido por metas nacionais fixadas voluntariamente.
 

NDC
O cerne do Acordo de Paris. A NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada) é a meta climática elaborada por cada país e apresentada periodicamente à ONU. O documento diz quando, quanto e como acontecerá o corte das emissões de carbono.
 

Neste ano, os signatários do Acordo de Paris deveriam apresentar uma atualização mais ambiciosa das suas metas climáticas. O prazo original era fevereiro, mas quase ninguém entregou o documento e, por isso, a UNFCCC estendeu o prazo até setembro —mais uma vez, sem muito sucesso.
 

Grandes poluidores, como a União Europeia e a Índia, devem entregar suas NDCs durante a cúpula dos líderes mundiais, que antecede a COP30.
 

GGA
Abreviação do inglês para Meta Global de Adaptação. É a principal decisão a ser tomada nesta COP e consiste na definição de indicadores que possibilitem medir o progresso de ações de adaptação climática.
 

Após anos de debate, o número de critérios passou de mais de 5.000 para cerca de 100, mas seguem indefinidos. Aspectos como medidas para mobilizar financiamento, transferência de tecnologia e capacitação (conhecidos como "meios de implementação") devem ser o ponto mais contencioso dos debates.
 

TFFF
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre é o trunfo do Brasil para a COP30. Em meio a um cenário geopolítico complexo, o país-sede da COP30 vem arquitetando um novo mecanismo para recompensar a conservação de florestas.
 

O TFFF funciona como um instrumento financeiro tradicional, que remunera seus acionistas com parte dos lucros, a taxas de mercado, e mais US$ 4 (R$ 21) para cada hectare de floresta tropical no mundo. Comunidades tradicionais devem receber 20% dos recursos.
 

Idealmente, ele vai ser composto por US$ 125 bilhões: US$ 25 bilhões seriam investidos por países, e os outros US$ 100 bilhões, capitalizados no setor privado.
 

BLOCOS DE NEGOCIAÇÃO
Consenso dá trabalho. Como seria inviável ouvir individualmente 196 representantes em cada das discussões paralelas que acontecem nas COPs, foram formados grupos de negociação entre os países com interesses ou características comuns.
 

Alguns exemplos são a União Europeia, o Umbrella Group -formado por EUA, Japão, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Noruega- e o G77 + China -que, apesar do nome, é formado por 133 nações em desenvolvimento. Sendo um bloco tão grande, o G77 têm subgrupos internos, como o Aosis, formado pelas pequenas nações insulares, e o Basic, formado pelos países considerados emergentes: Brasil, África do Sul, Índia e China.
 

COLCHETES
Mais uma vez, consenso dá trabalho. Os acordos firmados nas COPs passam por longuíssimas discussões, que se debruçam sobre detalhes da linguagem diplomática. Assim, os termos que aparecem nos rascunhos dos documentos oficiais e ainda são provisórios aparecem entre colchetes.
 

Analisando o que some dos colchetes e o que entra no texto oficial é possível entender melhor como as negociações se desenrolam.

Penha e Alemão tiveram ao menos 45 operações em 5 anos, desde o início da ADPF

  • Por Yuri Eiras | Folhapress
  • 05 Nov 2025
  • 14:45h

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro comunicaram ao Ministério Público do estado ao menos 45 operações policiais nos complexos da Penha e do Alemão desde 2020, ano da primeira liminar que envolve a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, a ADPF das Favelas, determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
 

A ADPF foi chamada de "maldita" pelo governador Cláudio Castro (PL) por ter, na visão dele, impedido operações policiais. Durante a vigência da decisão, as polícias do Rio fizeram 5.039 operações no estado, uma média de mais de mil por ano.
 

Os números foram levantados pela Folha em documento da Promotoria que cataloga os dados sobre as operações policiais que foram comunicadas ao órgão. Ações fora de comunidades, como patrulhamento nas ruas, não são incluídas na lista.
 

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, ajuizada pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) em 2019 e acompanhada por movimentos sociais, restringiu a realização de operações para casos excepcionais e criou necessidades como câmeras corporais e o envio, por parte do governo fluminense, de um plano de retomada de territórios pela segurança pública.
 

Tamabém determinou que as operações fossem comunicadas ao Ministério Público.
 

A maior parte das medidas vigorou até abril deste ano, quando o julgamento foi concluído. A decisão derrubou restrições a aeronaves e a proibição de operações próximas a unidades de ensino ou de saúde, mas impôs condições à política de segurança pública do Rio de Janeiro.
 

As operações nos complexos da Penha e do Alemão foram realizadas tanto pela Polícia Militar quanto pela Civil, e tiveram como foco diferentes localidades, como Nova Brasília e Fazendinha, no Alemão, e Vila Cruzeiro, Fé e Sereno, na Penha.
 

Na conta estão operações entre junho de 2020 e 15 de outubro de 2025. Não entra, portanto, a megaoperação Contenção que deixou 121 mortos no dia 28 passado.
 

Entre as operações da lista estão as de maio e julho de 2022 no complexo do Alemão, que deixaram, respectivamente, 26 e 17 mortos.
 

A ação de maio acabou registrada como sendo do BAC (Batalhão de Ações com Cães) -uma operação conjunta entre PM e PRF (Polícia Rodoviária Federal).
 

A de julho de 2022 foi catalogada pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) para apoio ao 16ª Batalhão, de Olaria.
 

Também está na lista a operação policial no Jacarezinho, em maio de 2021, que deixou 28 mortos e era, até a operação Contenção, a mais letal da história do Rio.
 

Os dados da Promotoria contêm data e local da operação, além da tropa ou delegacia responsável. Não possui dados operacionais como quantidade de prisões, feridos ou mortes.
 

O ISP (Instituto de Segurança Pública), vinculado ao governo estadual, registra mortes por intervenção de agentes do estado e de agentes mortos, mas não detalha quais ocorreram em operações.
 

A primeira decisão liminar no âmbito da ADPF foi dada pelo ministro Edson Fachin no dia 5 de junho de 2020, e pedia que não se realizassem "operações policiais em comunidades do Rio durante a epidemia do Covid-19, salvo em hipóteses absolutamente excepcionais".
 

De junho a dezembro de 2020 as polícias comunicaram 286 operações policiais no estado --Castro assumiu o governo fluminense interinamente em agosto daquele ano, após impeachment de Wilson Witzel
 

Em 2021 ocorreram 590 operações, e os números começaram a passar de mil a partir de então: foram 1.056 em 2022; 1.059 em 2023; e 1.260 em 2024.
 

De janeiro a 15 de outubro de 2025 o Ministério Público catalogou 786 operações.
 

Nesta segunda-feira (3) ministro Alexandre de Moraes comandou audiências no Rio no âmbito da ADPF, a principal delas com a cúpula da segurança pública estadual e com Castro. Em petição enviada após a audiência, o governo disse que a megaoperação respeitou regras do STF com "emprego proporcional da força".
 

Para esta quarta-feira (5), Moraes, a quem ficou a relatoria da ADPF 635 após aposentadoria de Luís Roberto Barroso, designou audiência conjunta com entidades e órgãos como o Conselho Nacional de Direitos Humanos, a associação Redes da Maré, o IDMJR (Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial) e movimentos de mães que perderam filhos para a violência.

Renan Calheiros diz que projeto de isenção do IR até R$ 5 mil pode ser votado na próxima semana

  • Bahia Notícias
  • 29 Out 2025
  • 16:20h

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O relator do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira (28) que o texto pode ser votado na próxima semana no Senado. Segundo ele, o objetivo é enviar a proposta diretamente para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

“São cinco cenários diferentes [para aprovação], mas levarei em consideração, sobretudo, a necessidade de que o projeto vá do Senado para a sanção do presidente da República”, declarou Renan, em entrevista ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

 

O principal ponto de impasse, segundo Calheiros e Haddad, é o cálculo do impacto fiscal da proposta. A equipe econômica do governo defende um texto com efeito neutro nas contas públicas, que não aumente nem reduza a arrecadação.

 

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, no entanto, afirmou que o texto aprovado pela Câmara teria impacto líquido negativo de R$ 1 bilhão, ou seja, não seria totalmente neutro.

 

Haddad disse ter recebido os dados da IFI e informou que a equipe técnica do Ministério da Fazenda irá refazer os cálculos. Caso seja constatado um déficit maior, o governo poderá elaborar um projeto complementar, em conjunto com o Congresso, para compensar o saldo negativo.

 

“Em caso de confirmação de um déficit um pouco maior do que a Fazenda estima, de R$ 1 bilhão ou R$ 2 bilhões, o Senado pode dar sua contribuição aprovando um projeto adicional, para não colocar em risco a neutralidade fiscal”, afirmou Haddad.

Campos Neto propõe tributação mínima de 17,5% para instituições financeiras

  • Por Folhapress
  • 27 Out 2025
  • 12:20h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O chefe global de Políticas Públicas e vice-presidente do Nubank, Roberto Campos Neto, propõe a criação de uma alíquota mínima de 17,5% de imposto para todas as instituições financeiras.
 

Campos Neto defende esse índice para a chamada taxa de imposto efetiva (ETR, na sigla em inglês), que representa o percentual real de impostos que uma empresa paga sobre a sua renda tributável. Ou seja, o que efetivamente sai do caixa de bancos, fintechs, instituições de pagamento e outras empresas financeiras como pagamento de impostos deve equivaler a no mínimo 17,5% da renda. "O que importa é o imposto efetivo pago", afirma.
 

A ETR considera todas as deduções, isenções, créditos e outros benefícios fiscais a que a empresa tem direito com base na legislação em vigor. Segundo Campos Neto, "17,5% é um valor que aumentaria até a arrecadação do governo em relação ao que é hoje e colocaria todo mundo na mesma linha de tributação".
 

"Vamos fazer um modelo que nem o ministro [da Fazenda, Fernando] Haddad fez de imposto mínimo para pessoa física com 10%. Vamos botar então que todas as empresas financeiras paguem 17,5%", afirma à Folha. Segundo ele, se a instituição financeira tiver muitos descontos tributários, teria que complementar o pagamento dos impostos para alcançar o nível de 17,5%.
 

Presidente do Banco Central até dezembro do ano passado, Campos Neto está no meio de uma guerra de números entre as fintechs e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) sobre quem paga mais tributos.
 

A troca de farpas aumentou após a Câmara derrubar a MP (Medida Provisória) do governo Lula que estabelecia um aumento da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das fintechs e aproximaria o pagamento feito por elas àquele praticado pelos grandes bancos.
 

A MP derrubada pela Câmara pretendia aumentar a CSLL (Contribuição Social sobre o Líquido Líquido) cobrada das fintechs. No caso das instituições de pagamento, a alíquota aumentaria de 9% para 15%, e no caso das financeiras, de 15% para 20%, a mesma cobrada de bancos.
 

O setor de fintechs argumenta que, na prática, elas já pagam mais impostos que grandes bancos. Segundo levantamento da Zetta —associação que reúne representantes do setor, como o Nubank—, a soma da CSLL e do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica pagos pelas maiores fintechs é de 29,7%, contra 12,2% pagos pelos grandes bancos, em 2024.
 

Após a derrubada, a Febraban divulgou estudo na tentativa de mostrar que as fintechs pagam menos impostos e que deveriam contribuir com a mesma alíquota da CSLL que os bancos para igualar a carga tributária. Em um dos posicionamentos oficiais, a entidade faz uma dura crítica ao Nubank, o que acabou escalando a crise.
 

A Febraban não só chamou de tímida a bancarização promovida pelas fintechs no crédito como também as acusou de não se interessarem por crédito para segmentos essenciais —como financiamento imobiliário, de veículos, crédito do agronegócio e empresarial.
 

Contra esse argumento, as fintechs dizem que esses produtos de crédito têm garantias mais sólidas, como o imobiliário e automotivo, e elas atendem uma população de renda mais baixa, com risco de crédito maior —o que explicaria as taxas de juro superiores.
 

Também apontam para relatório recente do FMI (Fundo Monetário Internacional) que atribuiu às fintechs o aumento da inclusão financeira e a redução da taxa de juros praticada pelos bancos.
 

As empresas digitais enxergam nos ataques dos bancos tradicionais uma tentativa de interromper a agenda de inovação e expansão do setor —visão que é compartilhada por uma parcela representativa de dirigentes do BC, que acompanham com olhar atento os desdobramentos da crise que envolve os maiores bancos do país. Para elas, os bancos estão com medo de maior competição.
 

Os bancos, por outro lado, cobram o aumento da tributação das fintechs e também a elevação pelo BC dos limites de capital para essas empresas digitais operarem, com maior aperto na regulação.
 

Lideranças do mercado bancário ouvidas pela Folha na condição de anonimato manifestaram ainda preocupação com o rumo do embate e alertaram para o risco de o Congresso acabar aprovando uma elevação de impostos para todo o setor com apoio do governo. O Executivo precisa aumentar a arrecadação para fechar o Orçamento de 2026 dentro da meta fiscal.
 

Para Campos Neto, o acerto na ETR acabaria com o uso errado dos números. "Não achamos justa essa narrativa de que as fintechs pagam menos; porque é o contrário, pagam mais", diz.
 

Segundo o ex-presidente do BC e colunista da Folha, a alíquota efetiva média sobre a renda —CSLL mais IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica)— das fintechs foi maior do que a paga pelos grandes bancos nos últimos dois anos.
 

Em 2024, diz, o percentual para as fintechs foi de 29,7%, enquanto o dos bancos chegou a 12,2%; em 2023, fintechs pagaram em média 36,5% e bancos, 8,9%.
 

Os bancos têm a alíquota de CSLL mais alta, mas, por outro lado contam, com mais ganho de JCP (Juros sobre Capital Próprio) –uma forma de remuneração que empresas brasileiras distribuem aos seus acionistas ou sócios com base no capital investido. Isso pode trazer benefícios fiscais para a empresa, pois os valores pagos são dedutíveis da base de cálculo do IR e da CSLL.
 

Os bancos têm muito mais crédito tributário do que empresas, porque durante muitos anos fizeram operações que geraram esse direito. Campos Neto defende um debate público sobre os números com o governo, Congresso e a sociedade com base nos dados da Receita e dos balanços das instituições financeiras.
 

Ele argumenta que as fintechs, impulsionadas pela agenda de inovação do Banco Central, geraram uma inclusão financeira massiva e redução significativa dos custos para os consumidores, crescimento de contas e a bancarização.
 

Após a crítica direta da Febraban, Campos Neto diz que o Nubank teve um papel significativo nessa expansão com a bancarização de 28 milhões de pessoas no Brasil até 2024. De acordo com ele, até setembro de 2025, 27,9 milhões de clientes obtiveram seu primeiro cartão de crédito pelo Nubank.
 

Procurada pela Folha para falar sobre o aumento das críticas às fintechs, em especial ao Nubank, a Febraban respondeu que é pública a pauta estrutural da federação em relação "às assimetrias regulatórias e tributárias entre bancos e instituições não bancárias que exercem a mesma atividade".
 

"A entidade continuará vocal, alertando que a regra atual tem perpetuado uma vantagem fiscal injustificável para grandes fintechs, que já dominam alguns mercados", diz a entidade dos bancos.
 

Para a Febraban, a diferença de tributação representa uma distorção clara na concorrência do setor financeiro, gerando vantagens competitivas que precisam ser eliminadas.