BUSCA POR "3"
- Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia Notícias
- 25 Mar 2026
- 10:37h
Fotos: Reprodução / Incra
Um levantamento realizado com dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) pela Fiquem Sabendo, revela que a Bahia desempenhou um papel central na política fundiária brasileira nas últimas três décadas.
Entre 1995 e 2025, o estado registrou a desapropriação de 1,26 milhão de hectares, consolidando-se como o quarto da federação com maior área destinada ao assentamento de famílias.
O volume baiano só é superado por Mato Grosso (2,7 milhões de hectares), Maranhão (1,63 milhão de hectares) e a região do Sul do Pará (1,49 milhão de hectares), evidenciando a importância do Nordeste e da fronteira agrícola na redistribuição de terras.
MODELO DIFERENTE
Apesar do histórico de grandes desapropriações, a realidade na Bahia e no Brasil mudou drasticamente. No cenário nacional, a área desapropriada por ano despencou de 1,18 milhão de hectares em 1995 para meros 13,3 mil hectares em 2025.
Na Bahia, o movimento segue a tendência federal: a maior parte das famílias beneficiadas recentemente deixou de ser instalada em novos projetos de desapropriação para receber o título de reconhecimento de terras.
Esse modelo de regularização de posses e áreas já ocupadas se tornou a principal ferramenta do Incra nos últimos anos. Os dados mostram que a política de reforma agrária por desapropriação sofreu as seguintes flutuações:
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Início do declínio: A partir de 2011, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff.
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Míngua: Durante a gestão Michel Temer (2016-2018).
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Paralisação: Praticamente zerada no governo Jair Bolsonaro (2019-2022).
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Retomada tímida: O terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva ensaia uma volta das desapropriações, mas o foco permanece no reconhecimento de áreas já existentes.
Enquanto a Bahia se revela com mais de um milhão de hectares, estados vizinhos como o Espírito Santo e o Rio de Janeiro apresentam números modestos, com apenas 7 mil famílias beneficiadas cada no mesmo período de 30 anos.
Já estados como Roraima e Amapá não registraram nenhuma desapropriação oficial para fins de reforma agrária no intervalo analisado.
Para movimentos sociais do campo na Bahia, os números confirmam a transição de uma reforma agrária "ativa" (de criação de novos espaços) para uma reforma "documental" (de legalização do que já está ocupado), o que gera debates sobre a eficácia no combate à concentração de terras no estado.
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 18 Mar 2026
- 10:22h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Foi aprovado na noite desta terça-feira (17), na Câmara dos Deputados, de forma simbólica, um requerimento para votação com urgência do projeto de lei complementar 108/2021, que aumenta dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). O projeto pode vir a ser votado nas próximas semanas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu a pedidos de diversos parlamentares para colocar o projeto em votação. A proposta é de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), e foi aprovada no Senado em agosto de 2021.
Na Câmara, o projeto já foi aprovado anteriormente pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça. O projeto havia chegado no plenário no início de setembro de 2022, e desde então aguardava na fila para ser votado.
Depois da aprovação da urgência, Hugo Motta disse que a aprovação do requerimento por unanimidade deixava clara a intenção da Câmara em avançar no aumento do limite de valor para os microempreendedores.
“Trataremos com os líderes, daremos a oportunidade de todos os envolvidos se manifestarem e, no momento oportuno, com o amadurecimento que a matéria requer, traremos ao Plenário”, disse o presidente da Câmara.
O limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) está congelado em R$ 81 mil desde janeiro de 2018. O montante representa um total de R$ 6.750,00 por mês.
A proposta em análise na Câmara modifica a Lei Complementar 123, de 2006, que criou o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, enquadrando o MEI o empresário individual que tenha auferido a receita bruta de até R$ 81 mil e que seja optante pelo Simples Nacional, além de observar outras condições legais. Entre elas a de que o MEI só pode empregar uma única pessoa que receba exclusivamente um salário-mínimo ou o piso salarial da categoria profissional.
Pelo projeto, em caso de empresa recém-aberta, o limite será de R$ 10.833,33 multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário. Para os casos de afastamento legal de um ou de ambos empregados do MEI, será permitida a contratação de empregados em número equivalente aos que foram afastados, inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, na forma estabelecida pelo Ministério do Trabalho.
Entre os benefícios de ser MEI, está a emissão de CNPJ, dispensa de alvará e licença para as atividades; possibilidade de vender para o governo; acesso a produtos e serviços bancários como crédito; baixo custo mensal de tributos (INSS, ISS e ICMS) em valores fixos; possibilidade de emissão de emitir nota fiscal; além de direitos e benefícios previdenciários (aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário maternidade e pensão por morte para a família).
O imposto devido — o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional do MEI) — é um valor fixo atualizado apenas uma vez por ano, junto com o aumento do salário mínimo. O MEI ainda recebe apoio técnico do Sebrae, com palestras, oficinas e cursos para alavancar os negócios, preparar a abertura da empresa e sobre os direitos e obrigações da categoria.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 17 Mar 2026
- 08:26h
Foto: Reprodução / Google Street View
Uma portaria publicada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) atualizou a relação de veículos utilizados pela Justiça Federal na Seção Judiciária da Bahia. O documento, divulgado no Diário Oficial da União, apresenta o detalhamento da frota institucional vinculada ao órgão no estado.
A atualização foi assinada pelo diretor-geral da Secretaria do TRF-1, juiz Roberto Carlos de Oliveira. O texto informa que houve a republicação do anexo, responsável por listar os veículos da Justiça Federal da 1ª Região, em razão da necessidade de correção de inconsistências decorrentes de erro material.
Segundo o documento, a frota vinculada à Seção Judiciária da Bahia é composta por 43 veículos, com valor total estimado em R$ 2.966.363, distribuídos em diferentes categorias operacionais. A média de idade dos veículos é de 13 anos.
A relação inclui veículos classificados como transporte institucional e veículos de serviço, organizados em grupos identificados por letras.
Entre os veículos destinados ao transporte institucional (Grupo B), aparecem 20 automóveis, com valor total indicado de R$ 935.253. Nesse conjunto constam modelos como Chevrolet Vectra (anos 2007 e 2008), Renault Megane, Volkswagen Polo Sedan e Chevrolet Cruze, além de unidades do Peugeot 408 e modelos Citroën C4. Os anos dos veículos variam entre 2007 e 2022.
Na categoria de veículos de serviço, a portaria lista diferentes grupos com finalidades operacionais. No Grupo C, aparecem três veículos, avaliados em R$ 109.213 no total. Entre eles estão um Renault Clio (2005), um Chevrolet Cobalt (2014) e um Chevrolet Onix (2021).
O Grupo D reúne 13 veículos, com valor total informado de R$ 1.273.778. A lista inclui modelos como Ford Ranger (2009 e 2011), Volkswagen Amarok (2012), Chevrolet S10 (2015), Chevrolet Trailblazer (2014) e Chevrolet Blazer (2015). Também constam um furgão Renault Master, ano 2023, e um utilitário JAC V260, ano 2025.
Já o Grupo E apresenta um veículo, um Jeep Renegade Longitude T270 4x2 Flex automático, ano 2024, avaliado em R$ 112.106.
No Grupo F, aparece um caminhão Ford Cargo 815, ano 2006, com valor indicado de R$ 156.415.
Por fim, o Grupo G reúne cinco veículos, avaliados em R$ 379.598 no total. A relação inclui modelos como Nissan Frontier (2010), Chevrolet Cruze (2014), Peugeot 408 (2014) e Citroën C4 (2017), além de uma Nissan Frontier ano 2023.
A portaria estabelece ainda que a lista completa da frota está disponível na área de transparência pública do portal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
- Bahia Notícias
- 16 Mar 2026
- 16:15h
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasi
O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, anunciou a oferta de mais uma formação para profissionais de enfermagem. Desta vez, as vagas são oferecidas para aqueles que atuam em unidades neonatais de referência no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Especialização em Enfermagem Neonatal.
Conforme o órgão, a iniciativa tem um investimento de R$ 2,6 milhões, onde serão oferecidas 310 vagas mediante edital. As inscrições se iniciam nesta segunda-feira (16) e vão até o próximo dia 6 de abril na plataforma SIGA-LS. As vagas são direcionadas às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior déficit dessa especialização.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, explicou que a ação serve para qualificar a força de trabalho e ampliar a cobertura de atendimentos para o público feminino.
“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, destaca.
De acordo com o ministério, o curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A Especialização em Enfermagem Neonatal para o SUS: Redução de desigualdades e Qualificação de Atenção Neonatal terá duração de 1 ano e dois meses.
Com a medida, a quantidade atual de enfermeiros neonatais que atuam no SUS será ampliado em mais de 30%, conforme ressaltou o Ministério da Saúde. Do número total de vagas ofertadas, 206 são para capitais (66%) e 104 para municípios do interior (34%). Regionalmente, a oferta será de 56 para o Centro-Oeste, 182 para o Nordeste e 72 para o Norte, contemplando 64 hospitais em 36 municípios brasileiros. O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas.
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 13 Mar 2026
- 16:33h
Foto: Reprodução
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias. A alta foi anunciada um dia depois anúncio de pacote do governo federal para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã.
O aumento é superior aos R$ 0,32 por litro de isenção de PIS/Cofins anunciados pelo governo. Segundo a Petrobras, o diesel sairá de suas refinarias a partir deste sábado a R$ 3,65 por litro.
Na abertura do mercado desta sexta, o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 2,34 abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
As medidas do governo para enfrentar a crise foram anunciadas em meio a pressões do agronegócio e do setor de transporte, que já sentem os efeitos da guerra sobre seus custos —distriubidoras e importadores privados estão repassando a alta do preço e o diesel já subiu 7% em março.
Em ofício ao governo, a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) ameaçou convocar greve dos caminhoneiros. A entidade reclamava de "inércia" e relação à emergência e pedia isenção de impostos e do pagamento de pedágio até o fim da crise.
A Anatrip (Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros) foi à ANTT (Agência Naccional de Transportes Terrestres) pedir reequilíbrio econômico-financeiro das tarifas para ajustá-las à alta de custos.
Em outra frente, distribuidoras de médio porte e importadores vinham alertando para risco de falta do produto diante da elevada defasagem praticada pela Petrobras. As empresas estavam evitando trazer diesel a preços muito maiores do que os da estatal.
- Bahia Notícias
- 13 Mar 2026
- 12:29h
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
No dia 4 de dezembro, o União Brasil, presidido por Antonio Rueda, e o Progressistas (PP), liderado pelo senador Ciro Nogueira, protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral o pedido de registro da federação entre os dois partidos, batizada de União Progressista.
Para poder disputar as eleições deste ano, a associação entre as siglas precisa ser aprovada pelo tribunal até seis meses antes do pleito, prazo que expira em 23 dias.
O processo foi distribuído para a ministra Estela Aranha. Há duas semanas, a relatora determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestasse sobre o registro para que a ação pudesse ser concluída, mas o Ministério Público ainda não apresentou parecer.
Até o momento, o TSE já aprovou quatro federações partidárias: Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSDB-Cidadania, PSOL-Rede e Renovação Solidária (Solidariedade e PRD).
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 11 Mar 2026
- 10:26h
Foto: Reprodução/Agência Brasília
A Bahia registrou uma maior quantidade de pessoas com sobrepeso no estado durante 2025. A informação foi constatada por meio de relatórios do Ministério da Saúde sobre o estado nutricional de adultos. O levantamento, acessado pela reportagem, apontou que a categoria predominante na população adulta do estado era a de sobrepeso, que registrou o maior número de indivíduos entre todos os estados nutricionais monitorados.
Segundo os dados do relatório, foram registrados 833.305 indivíduos com sobrepeso, o que corresponde a 35,43% da população acompanhada. A prevalência de sobrepeso superou a de peso adequado em quase cinco pontos percentuais no ano passado. Na lista de IMC Adequado ou Eutrófico foram notificados 718.958 indivíduos, representando 30,57% do total.
O estudo trouxe ainda os números encontrados em cada uma das categorias de sobrepeso na Bahia. De acordo com os dados, foram obtidos 482.524 indivíduos (20,52%) com Obesidade Grau I, seguido por Obesidade Grau III com 84.361 indivíduos (3,59%).
Somando-se todos os graus de obesidade (I, II e III), o estado contava com 747.300 pessoas obesas, número que ainda permanece abaixo do total de pessoas apenas com sobrepeso. O total de adultos acompanhados na pesquisa no estado em 2025 foi de 2.351.663.
AUMENTO EM 1 ANO
A prevalência total de obesidade (soma dos três graus) na população adulta acompanhada no estado passou de aproximadamente 30,09% em 2024 para 31,78% em 2025 na Bahia. Na Obesidade Grau I, o percentual subiu de 19,4% (383.360 indivíduos) em 2024 para 20,52% (482.524 indivíduos) em 2025.
A Obesidade Grau II registrou um crescimento de 7,14% (141.076 pessoas) no ano retrasado para 7,67% (180.415 pessoas) no ano passado. Já a Obesidade Grau III (Mórbida) apresentou uma leve elevação, passando de 3,55% (70.192 indivíduos) em 2024 para 3,59% (84.361 indivíduos) no último ano.
Além do aumento percentual, é importante notar que o volume total de indivíduos adultos acompanhados pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde na Bahia também cresceu, saltando de 1.975.578 em 2024 para 2.351.663 em 2025.
CIDADES BAIANAS
Em Salvador, os dados de 2024 e 2025 revelam que a prevalência de sobrepeso é significativamente superior à de peso adequado (eutrófico), com ambas as categorias apresentando crescimento proporcional no período. No ano de 2024, o sobrepeso foi de 72.599 indivíduos (31,79%) da população acompanhada na capital.
O IMC adequado foi de 58.638 indivíduos (25,67%). Neste mesmo ano, a diferença entre as duas categorias era de 6,12 pontos percentuais. Já no ano de 2025, foi registrado, na categoria sobrepeso, 93.763 indivíduos (32,88%). Com o IMC Adequado, foram 74.183 indivíduos (26,01%). A diferença aumentou levemente para 6,87 pontos percentuais.
Apesar do número de pessoas com peso adequado ter crescido em termos absolutos e percentuais (de 25,67% para 26,01%), o sobrepeso avançou de forma mais expressiva, atingindo quase um terço da população adulta acompanhada em Salvador em 2025. É importante notar que o volume total de adultos monitorados em Salvador também subiu consideravelmente, passando de 228.403 em 2024 para 285.184 em 2025.
Comparando os dados do último ano, a capital baiana apresentou índices de obesidade mais elevados em graus severos quando comparada a Feira de Santana. Já Vitória da Conquista possui um perfil nutricional muito semelhante ao da capital.
Feira de Santana possui uma proporção maior de adultos com peso adequado (31,05%) em relação a Salvador (26,01%). No entanto, a princesinha do sertão também lidera a categoria de sobrepeso com 35,97%, enquanto a primeira capital brasileira registra 32,88%.
Na Obesidade Severa (Graus II e III), o município soteropolitano apresentou índices consideravelmente maiores. A capital tem 10,23% de Obesidade Grau II e 5,97% de Grau III, enquanto Feira de Santana registra 7,34% e 3,43%, respectivamente.
No comparativo, Vitória da Conquista apresenta uma distribuição nutricional muito próxima à de Salvador. O índice de peso adequado em Conquista é de 25,51%. A Obesidade Grau I nesta cidade foi de um percentual ligeiramente superior (23,53%) ao de Salvador (22,73%). Na Obesidade Grau III, Salvador ainda mantém um índice maior de obesidade mórbida (5,97%) comparado aos 5,18% observados na “Suíça baiana”.
Em termos de volume total de monitoramento, Salvador lidera com 285.184 adultos acompanhados, seguida por Feira de Santana com 187.782 e Vitória da Conquista com 76.073.
As regiões que apresentam os maiores percentuais especificamente na forma mais grave da doença (Obesidade Grau III) são:
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Salvador: 5,97%.
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Vitória da Conquista: 5,18%.
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Itabuna: 4,74%.
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Ilhéus: 4,4%.
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Cruz das Almas: 4,36%
Em contraste, regiões como Irecê (26,64% total) e Seabra (25,23% total) apresentam os menores índices de obesidade entre as áreas monitoradas no estado. Na comparação com a média nacional, a Bahia apresenta indicadores de saúde nutricional mais positivos no que diz respeito à obesidade, mantendo percentuais abaixo da média brasileira em todos os graus da doença, tanto em 2024 quanto em 2025.
A Bahia possui uma parcela significativamente maior da população com peso considerado saudável do que a média do país, sendo 30,57% a média estadual e 27,23% de média nacional. Em entrevista ao BN, o endocrinologista Fábio Trujilho explicou que o que pode estar contribuindo para esse aumento, é a combinação de fatores estruturais e comportamentais como mudança de padrão de consumo, entre outros.
“Esse padrão pode estar tendo como contribuição o fato dos alimento ultraprocessados serem muitas vezes mais baratos e as vezes até mais fáceis de serem encontrados para a venda , principalmente em locais mais afastados dos grandes centros , como na periferia de cidades maiores e ou em regiões mais longínquas do Estado. O sedentarismo , muitas vezes , que muitas vezes é difícil de ser vencido devido ao tempo que se perde em deslocamento urbano, falta de espaços públicos para a prática de exercícios físicos e a própria violência pública que muitas vezes contribui para que o indivíduo não possa sair de casa para se exercitar”, disse.
O profissional que atua no Hospital da Obesidade em Salvador, revelou também que fatores pré natais e na infância, a exemplo da Obesidade em mulheres férteis é um preditor de Obesidade para os filhos .
“O acesso desigual à educação e a um tratamento clínico transdisciplinar qualificado que permita acessibilidade a todas as ferramentas existentes para um tratamento efetivo e amplo da Obesidade”, completou.
O especialista disse ainda que o cenário encontrado no estado é parecido com o do resto do Brasil.
“Os dados da Bahia em geral são semelhantes ao restante do país, pois na minha percepção e de vários especialistas na área é que no Brasil não existe uma Linha de Cuidado consistente para o combate à Obesidade. Uma linha de cuidado estruturada que vai da prevenção ao tratamento. Essas soluções precisam ser intersetoriais”, finalizou.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 11 Mar 2026
- 08:23h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Municípios baianos de diferentes regiões receberam, entre os anos de 2023 e 2025, repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destinados à construção de creches. Os valores, voltados ao atendimento de crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, integram um montante nacional de R$ 422 milhões liberados pelo governo federal no período, o que representa uma média anual de R$ 140 milhões para a infraestrutura da educação infantil em todo o país.
Na Bahia, a distribuição dos recursos alcançou cidades como Casa Nova, Euclides da Cunha, Ipiaú, Tucano e Castro Alves, que figuram com pagamentos recorrentes na planilha de execuções do fundo. Em Salvador, os registros de 2023 detalham uma série de transferências vinculadas a processos específicos. Outras localidades, a exemplo de Teixeira de Freitas, Nova Viçosa, Milagres e Camaçari, também receberam parcelas para o andamento de obras classificadas tecnicamente como "Creche Obra".
Ao todo, 26 municípios baianos receberam, no período analisado, R$ 31.323.849,07. Confira abaixo a lista completa de municípios baianos com registro de repasses:
- Anguera
- Antônio Gonçalves
- Belmonte
- Camaçari
- Caraíbas
- Casa Nova
- Castro Alves
- Coaraci
- Euclides da Cunha
- Filadélfia
- Formosa do Rio Preto
- Iaçu
- Ipiaú
- Itatim
- Lapão
- Milagres
- Monte Santo
- Muritiba
- Nova Viçosa
- Piatã
- Porto Seguro
- Presidente Dutra
- Salvador
- Tanhaçu
- Teixeira de Freitas
- Tucano
CENÁRIO NACIONAL
Embora o estado baiano apresente um fluxo constante de recebimentos, o monitoramento do FNDE mostra que os R$ 422 milhões foram pulverizados por todas as regiões brasileiras. Estados como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina também concentram volumes expressivos de emissões mensais. Entre os repasses individuais de maior vulto no recorte nacional, destaca-se um pagamento à Secretaria de Educação do Tocantins no valor de R$ 4.639.914,98, realizado em março de 2025.
A operacionalização financeira dessas construções ocorre majoritariamente por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR), com registros concentrados nos ciclos PAR 3 e PAR 4. Cada transferência está estritamente vinculada a um Número de Identificação (ID) da obra e a um número de processo administrativo, o que permite o rastreio individualizado de cada creche em construção.
Os dados indicam que o ritmo de transferências foi mantido ao longo dos três anos analisados. Em 2023, os repasses ganharam volume a partir de fevereiro, com forte presença de municípios do Nordeste e Sul. No ano de 2024, cidades baianas como Monte Santo, Lapão e Caraíbas registraram ingressos de recursos em meses distintos, acompanhando o cronograma nacional que teve picos de emissão em agosto e dezembro. Para 2025, a planilha já contabiliza pagamentos programados ou realizados até o final do primeiro semestre, assegurando a continuidade das metas de expansão física da rede de ensino infantil.
Todos os dados foram obtidos pela Fiquem Sabendo, agência de dados independente e especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI).
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 03 Mar 2026
- 10:42h
Foto: Jaelson Lucas/AEN
Com um quarto trimestre de desaceleração, registrando aumento de apenas 0,1% em relação ao período anterior, o Produto Interno Bruto brasileiro teve um resultado de 2,3% ao final de 2025. Em valores correntes, o PIB brasileiro de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões.
O resultado do Produto Interno Bruto do ano passado foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo IBGE. O índice observado ficou abaixo do que foi verificado em 2024, quando o PIB fechou em 3,4%, a maior taxa desde 2021.
De acordo com o IBGE, três atividades econômicas foram as principais responsáveis pelo resultado final de 2025: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%). Em relação ao PIB per capita, o mesmo chegou a R$ 59.687,49, com um crescimento real de 1,9% frente a 2024.
O Boletim Focus, que condensa as perspectivas e estimativas de mais de uma centena de instituições financeiras do país, fechou o ano de 2025 prevendo um PIB de 2,26%. No começo de 2025, o mesmo Boletim previa um PIB de 2,02%, esse cenário teve que ser corrigido durante o decorrer do ano passado. O resultado final do ano, portanto, ficou um pouco acima do que previa o mercado.
A pesquisa do Sistema de Contas Nacionais, divulgada hoje pelo IBGE, revela que o crescimento de 11,7% na Agropecuária em 2025 decorreu, principalmente, de aumentos na produção e ganhos na produtividade de várias culturas. Os destaques foram o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Em relação ao setor industrial, o destaque positivo, segundo o IBGE, foi a extração de petróleo e gás. Outra contribuição positiva veio da Construção, que variou 0,5% no ano. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) fecharam o ano com variações negativas.
Já o setor de Serviços seguiu aquecido em 2025, com crescimento em todas as suas atividades: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%).
Também houve crescimento em outras atividades de serviços como Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Em relação ao Consumo das Famílias, houve crescimento de 1,3% em relação a 2024, com a melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos das altas taxas de juros, mantidas há alguns meses pelo Banco Central no patamar de 15% ao ano.
O volume de investimentos no país, sinalizados pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceu 2,9% em 2025, puxado pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da Construção. Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital.
Por fim, o IBGE constatou que a taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
- Bahia Notícias
- 28 Fev 2026
- 12:35h
Foto: X
Um avião militar Hércules caiu nesta sexta-feira perto do aeroporto de El Alto, próximo a La Paz, capital da Bolívia, informou a Agência Boliviana de Informação (ABI), sem confirmar vítimas fatais. Um coronel do Corpo de Bombeiros local informou à emissora Unitel que o acidente deixou ao menos 15 mortos e 30 feridos.
O Ministério da Defesa confirmou o acidente à agência de notícias AFP, sem fornecer mais detalhes. Segundo a ABI, o acidente ocorreu "nesta sexta-feira à tarde, na área de Puente Bolivia, na cidade de El Alto. O incidente mobilizou imediatamente equipes do Corpo de Bombeiros, que estão no local realizando operações de resgate."
De acordo com imagens da Unitel, a polícia precisou usar gás lacrimogêneo para dispersar cidadãos que se aproximaram do local do acidente para recolher a moeda boliviana que a aeronave transportava.
- Por Matheus dos Santos | Folhapress
- 13 Fev 2026
- 12:36h
Foto: Divulgação/Braskem
As ações da Braskem caíram 11,26% e encerraram o pregão cotadas a R$ 9,61 na Bolsa de Valores brasileira. Segundo analistas, a desvalorização acompanha notícia de que a empresa estaria por trás do calote de R$ 3,6 bilhões que uma única empresa deu no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2025.
A empresa nega ter a dívida. "A Braskem informa que não tem dívida com o referido banco, assim como não tinha em 2025", afirmou em nota à imprensa. A companhia também divulgou comunicado ao mercado com a negativa.
"No mercado, a possibilidade de a Braskem ter dado um calote no Banco do Brasil, prejudicando o resultado do balanço da instituição, pressionou os papéis. Há apreensão com a situação econômica da empresa", afirma João Daronco, analista da Suno Research.
Segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela coluna Painel S.A., a Braskem estaria por trás do calote. A informação já havia sido veiculada anteriormente pelo terminal Broadcast. A operação de crédito que estava inadimplente, porém, foi regularizada em janeiro deste ano, segundo as mesmas pessoas.
No balanço do quarto trimestre, divulgado na última quarta-feira (11), o Banco do Brasil informou que a inadimplência acima de 90 dias alcançou 5,17%, ante 3,16% no ano anterior.
Na carteira de pessoas jurídicas, o índice atingiu 3,75%, impactado principalmente por um caso específico na carteira de títulos e valores mobiliários (TVM), no valor de R$ 3,6 bilhões, conforme consta no balanço -montante que, segundo relatos de mercado, estaria relacionado à Braskem.
"Trata-se de uma companhia que já se encontra em situação delicada, tanto pelo cenário macroeconômico quanto pela dinâmica desfavorável dos preços petroquímicos. No caso da Braskem, o que agrava esse quadro é o nível elevado de endividamento", afirma Daronco, da Suno.
Uma das maiores petroquímicas do mundo, a Braskem enfrenta um ciclo de baixa nos preços das matérias-primas, além da concorrência de produtos americanos. A empresa também lida com incertezas relacionadas ao passivo do afundamento das minas de sal-gema em Maceió.
Também nesta quinta-feira, a petroquímica informou o mercado que a Petrobras não exerceu seu direito de preferência em uma potencial venda da fatia de 38,3% detida pela Novonor (ex-Odebrecht). A petroleira estatal possui outros 36,1% do capital total da Braskem.
- Bahia Notícias
- 02 Fev 2026
- 08:19h
Foto: TV Globo
O terceiro paredão da temporada do Big Brother Brasil 26, foi, até então, o mais estratégicos para os brothers. da temporada.
Além da indicação da Líder Maxiane e da imunidade dada pelo Anjo Sarah, a dinâmica foi marcada pelo temido Big Fone que tocou quatro vezes e gerou até uma expulsão, e uma votação na casa que escancarou a divisão de grupos.
O ex-BBB Jonas foi a indicação em consenso do Big Fone. Babu, Marcelo e Juliano atenderam ao Big Fone em momentos distintos e, indicaram Jonas direto para a berlinda.
Já Ana Paula Renault foi o alvo da líder Maxiane, enquanto Brigido e Leandro foram os indicados pela casa com mais votos.
Na prova Bate e Volta, Brigido foi o participante escolhido por Breno para ficar de fora da dinâmica, e quem levou a melhor, conseguindo escapar da berlinda foi Jonas.
Com isso, o baiano Leandro disputa, mais uma vez, a permanência na casa contra Ana Paula e o também pipoca Brigido.
Foto: Divulgação
A terceira edição da Caminhada para Jesus, um dos maiores eventos religiosos de Brumado, acontecerá no mês de abril.
O evento, que reúne igrejas cristãs de diversas denominações, é aberto à participação de toda a população e promete ser ainda maior e mais especial do que a segunda edição, que levou milhares de pessoas às ruas do centro da cidade. De acordo com Fabrício Matos, um dos organizadores do evento, os preparativos já estão em andamento. “Estamos trabalhando a todo vapor para oferecer um evento voltado para toda a família, e, mm breve, lançaremos a programação completa, ressaltou Matos".
A expectativa de acordo com os organizadores é que essa edição supere o sucesso das edições anteriores, reunindo um público ainda maior.
A Caminhada para Jesus é realizada pela IMRC - Igreja Missionária Restauração em Cristo com o objetivo em promover a união, a fé e a celebração da vida, em um ambiente de paz e amor. “É um momento de fortalecimento espiritual e de integração entre as igrejas e a comunidade”, destacou Matos.
Os participantes poderão adquirir suas camisas personalizadas, que já são um símbolo da caminhada, além da novidade, que é a venda de cupons para concorrer a diversos prêmios no dia do evento. Na segunda edição, o evento foi marcado por muita música, orações e mensagens de esperança, reunindo fiéis de todas as idades. Para a edição desse ano, a organização espera repetir o sucesso e ampliar o impacto positivo do evento na comunidade. “Queremos que a Caminhada para Jesus seja um marco de fé e união em Brumado”, afirmou Matos.
Para mais informações sobre o evento, os interessados podem entrar em contato pelo telefone: (77) 99978-7786.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 27 Dez 2025
- 08:26h
Foto: Wallace Martins/STF
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar para prorrogar até 31 de janeiro de 2026 o prazo para que empresas aprovem a distribuição de dividendos isentos de Imposto de Renda.
A decisão atendeu a um pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que protocolou ação questionando a nova legislação do IR, que instituiu uma tributação de 10% sobre dividendos superiores a R$ 50 mil pagos por uma empresa a uma mesma pessoa física.
A lei, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, garantiu a isenção caso a distribuição seja aprovada até 31 de dezembro deste ano.
Para a CNI, a norma gera insegurança jurídica para empresas de diversos setores e interfere diretamente nas deliberações societárias, uma vez que exige a aprovação da distribuição de lucros antes mesmo do término do exercício fiscal.
Eu sua decisão, Nunes Marques ressaltou que a Lei das S.A. (Sociedades Anônimas) e o Código Civil estipulam que deliberações sobre balanço patrimonial, resultado econômico, destinação de lucro líquido e distribuição de dividendos ocorrerão nos quatro primeiros meses após o término ao exercício.
"Ao estabelecer a data limite de 31 de dezembro de 2025 para a aprovação da distribuição, a Lei n. 15.270/2025 [novas regras do Imposto de Renda] adiantou, consideravelmente, a sistemática atualmente vigente para tal finalidade", diz o ministro.
"Ademais, considerando a recentíssima publicação da norma, tem-se, na prática, a determinação de prazo exíguo para o cumprimento, pelas pessoas jurídicas, de diversos deveres instrumentais indispensáveis para uma adequada -e segura- apuração de resultados e deliberação em assembleia."
Como a lei foi publicada em 27 de novembro, Nunes Marques ressaltou que as companhias teriam pouco mais de um mês para se organizar e usufruir do benefício. Segundo o magistrado, o curto espaço de tempo "torna quase inexequível o cumprimento da condição legal para a isenção, podendo resultar, na prática, em disposição meramente formal, incapaz de ser executada pela maioria dos contribuintes".
Segundo ele, a imposição de prazo tão exíguo "pode atingir de forma ainda mais gravosa as empresas de pequeno porte e as optantes do Simples Nacional".
"Em atenção ao princípio democrático, parece-me evidente o intuito do legislador ordinário em desonerar os resultados decorrentes do exercício de 2025. Sendo assim, a prorrogação do prazo inicialmente previsto na norma para a aprovação da distribuição dos lucros e dividendos mostra-se medida mais razoável e consonante com a harmonia do sistema jurídico pátrio", argumentou.
A decisão, em caráter liminar, será levada a julgamento no plenário virtual do STF a partir de 13 de fevereiro de 2026. Como o prazo estendido por Nunes Marques já terá se encerrado, é possível que ele prevaleça na prática.
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 05 Dez 2025
- 14:21h
Foto: Imagem Ilustrativa. Elza Fiuza/ Agência Brasil
A Bahia registrou um crescimento na quantidade de estabelecimentos de saúde registrados, entre 2022 e 2024. Os dados foram analisados pela reportagem do Bahia Notícias, por meio de relatórios oficiais do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde.
O estudo trouxe dados quantitativos que listam uma vasta gama dos estabelecimentos, que ofertam serviços, desde hospitais e centros de atenção psicossocial até unidades de apoio diagnóstico e terapias móveis. Em 2022, um total de 20.154 estabelecimentos do setor tinham registros no CNES. O número subiu para 20.862 em 2023 e 22.258 em 2024. Até outubro de 2025 deste ano, foram obtidos 23.094 cadastros desses espaços no estado.
Algumas categorias em especial registraram crescimento nos últimos quatro anos. Segundo a pesquisa, houve aumentos em consultório isolados, onde o número subiu de 4.426 para 5.585; clínica/centro de especialidade, que foi de 4.568 para 5.200.
Já as farmácias cadastradas no sistema do CNES foram de 782 para 1.177, seguido por Centro de Saúde/Unidade Básica que subiu de 3.868 para 4.153 e Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT Isolado), que mudou de 1.408 para 1.506. Segmentos como o posto de saúde, apresentaram uma redução de registros no Cadastro Nacional, onde em 2022 havia um total de 947 Postos de Saúde cadastrados, caindo para 893 em 2023, caindo para 863 no ano passado e ficando em 842 em 2025.
HOSPITAIS GERAIS
A pesquisa acessada pelo BN trouxe ainda informações relacionadas a quantidade de hospitais gerais do estado, que aparecem nos relatórios do CNES. A variação no número de Hospitais Gerais baianos entre o relatório inicial de 2022 e o relatório mais recente de 2024, apontou que foram incrementadas 22 unidades de saúde gerais.
Entre 2022 e 2023 a quantidade de Hospitais Gerais aumentou de 499 para 503, obtendo um crescimento de quatro unidades. Já entre 2024 até outubro de 2025 os números foram de 513 para 521, um aumento de 18 unidades. A categoria Hospital Especializado registrou uma redução no mesmo período, passando de 74 unidades em 2022 para 69 unidades no relatório de 2024.
POLICLÍNICAS
As policlínicas, unidades de saúde que ofertam atendimento ambulatorial em diferentes especialidades médicas e exames, também registraram mudanças na quantidade de locais registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Neste ano, foram encontradas 875 policlínicas cadastradas no estado.
Já no ano passado foram 880, seguido por 803 no ano retrasado e anteriormente, com 828, durante 2022.
SALVADOR X FEIRA
Os relatórios do CNES apontaram ainda uma comparação sobre o total de estabelecimentos de saúde cadastrados nos dois municípios mais populosos do estado. No comparativo foi visto que a capital baiana possui significativamente mais locais de saúde cadastrados do que Feira de Santana. Salvador concentra uma quantidade de estabelecimentos três vezes maior do que Feira. Enquanto que a cidade tem 3557 espaços deste tipo, o município do interior chegou a 1088.
Salvador conta com 1.363 Clínicas/Centros de Especialidade e Feira de Santana tem 370. A capital tem 1.030 Consultórios Isolados, contra 369 em Feira de Santana. Em termos de estruturas hospitalares, o primeiro município do estado tem 35 Hospitais Gerais e 24 Hospitais Especializados, superando Feira, que possui 18 Hospitais Gerais e 17 Hospitais Especializados.
A diferença é ainda mais notável em estabelecimentos como Policlínicas, onde Salvador registra 269 unidades, e Feira de Santana com 15. Não foi informado se esses estabelecimentos dos relatórios eram privados ou públicos.