Dilma se aproxima do Senado para enfrentar crise política e econômica
- 11 Ago 2015
- 11:04h

(Foto: Reprodução)
Depois da queda de braço entre governo e Congresso, o presidente do Senado deu um sinal de trégua e fechou uma pauta sem confrontos para as próximas votações. Aceno de paz no Senado, depois de várias reuniões que entraram pela noite.Aceno foi depois de um jantar que a presidente Dilma ofereceu para ministros e senadores de partidos aliados. Depois de sofrer várias derrotas na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff decidiu se aproximar do Senado para enfrentar a crise política e econômica. O esforço do governo é para desarmar as pautas-bomba, projetos que geram mais despesas, aumentam o rombo nos cofres do governo ou não ajudam a ajustar a economia.
Jantar em plena segunda-feira, na casa da presidente Dilma, com aliados e ministros em peso: sessenta convidados. No final ela ainda levou o pessoal até a porta. Depois de dizer aos senadores que precisa deles. “Ela fez um apelo para que o Senado ajude o país nesse momento. Não criando ainda mais dificuldades”, diz o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, do PT-AC. A presidente Dilma citou como inviáveis e absurdos os projetos, por exemplo, que dão aumento de mais de 50% a categorias do serviço público. Mas apesar de todo esse encontro, nem todos os senadores saíram satisfeitos porque, segundo eles, só a presidente falou e não ouviu opiniões.Só que mais cedo o PMDB foi ouvido por ministros da área econômica. Recebidos pelo presidente do Senado, na casa dele. Renan Calheiros propôs uma lista com mais de 20 medidas. Diz que é para o Brasil voltar a crescer. Inclui por exemplo, mudanças no ICMS, mas voltou a cobrar que o governo diminua o número de ministérios.“Não há como você fazer um ajuste fiscal sem tocar no tamanho do Estado, sem enxugar a despesa pública do Estado. É isso que nós precisamos claramente dizer para o Brasil”, afirma o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB-AL. E mais um dia da crise se resumiu aos recados e pedidos. Incluindo o que a presidente Dilma fez no Maranhão, onde o dia dela começou. “É necessário que as medidas que sejam urgentes sejam tomadas. Ninguém que pensa no Brasil, ninguém que pensa no povo brasileiro deve aceitar a teoria, os processos que falam assim: ‘ah, eu não gosto do governo, então eu vou enfraquecer ele’. Aí eu aposto no quanto pior melhor. Quanto pior, melhor? Melhor para quem? Melhor para quem? É essa a pergunta. É pior para a população. É pior para o povo, é pior para todos nós. Vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo, seja o federal, seja o governo dos estados, seja o governo dos municípios”, disse a presidente Dilma Rousseff. A CPI do BNDES, instalada na semana passada sem o PT no comando, faz reunião de trabalho nesta terça-feira (11). O PT ficou com a segunda vice-presidência.
