Lava Jato: Cúpula do PP baiano está cada vez mais complicada

  • 21 Mai 2015
  • 08:11h

(Foto: Reprodução)

Com a ajuda do doleiro Alberto Youssef, investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná coletaram novos indícios que podem complicar de vez a cúpula do PP da Bahia. De acordo com um integrante do grupo formado por procuradores da República e delegados federais, Youssef apontou referências a cardeais do partido ao detalhar informações cifradas em planilhas, arquivos sobre transações bancárias e agendas apreendidos nos escritórios do doleiro em São Paulo e Curitiba. Na ocasião, identificou nomes de pessoas que, segundo ele, agiam como “representantes” do vice-governador, João Leão, e do ex-deputado Mario Negromonte, atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, a quem reafirmou ter encontrado por diversas vezes entre 2010 e 2013. Algumas junto ao ex-deputado Luiz Argôlo (SD), preso há mais de um mês. Contudo, o que encheu os olhos da força-tarefa foram as pistas fornecidas a partir de telefones “laranjas”, usados para disfarçar o real proprietário do número. Cada dia mais implicado na Lava Jato, João Leão anda num chamego que só com o advogado baiano Gamil Föppel, criminalista dos mais respeitados no país. Ontem, em um evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) na Casa do Comércio, Leão derramou elogios para ele, o único saudado com animação pelo vice-governador. Ao iniciar sua palestra para o empresariado, João Leão caminhou em direção ao advogado e disparou: “Obrigado, grande jurista, pela tranquilidade que você me dá. Vou até ficar junto de Gamil. Pronto, ele já está me protegendo”, disse, sem maiores referências. Nem precisava, já que Leão é alvo de investigação por ordem do Supremo.