Produção agrícola no oeste baiano é 300% maior com investimento em modernização
- 10 Mai 2015
- 19:01h

(Foto: Divulgação/ Aiba)
Se há 15 anos o campo conseguia produzir até 60 sacas de soja por hectare, a tecnologia que se enraizou na região Oeste da Bahia hoje consegue praticamente dobrar esse resultado. “Com o implemento da tecnologia, é possível produzir até 100 sacas por hectare. Nos últimos 15 anos, a área plantada cresceu na ordem de 200% e a produção alcançou a marca de 300%”, conta o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato. De acordo com dados apresentados pela Aiba, o Oeste é responsável pela produção de 100% da soja da Bahia. O milho cultivado lá abastece 90% do Norte e Nordeste do país. Já o algodão da região torna a Bahia o segundo maior produtor da cultura do Brasil. O panorama justifica o investimento que é feito pelo agricultor em tecnologia. “Ele aposta em todo um aparato para conquistar essa desenvoltura”, como explica a presidente da Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba), Ida Barcelos. Não se trata apenas de plantar no período certo: “A colheita satisfatória vai depender da combinação de sementes de qualidade superior com máquinas modernas para plantar e colher, além de bons insumos agrícolas”. Para ela, a disposição do produtor para o investimento é do tamanho do resultado que ele pretende obter. “Um problema climático interfere mais que os juros, o combate a uma determinada praga leva ele a buscar cultivares mais resistentes e melhoradas geneticamente, além de implementos que possam assegurar a desenvoltura do potencial da sua lavoura”, justifica. O investimento mínimo em equipamentos e implementos agrícolas pode chegar a R$ 3,5 milhões. “No final das contas, se ele tiver a certeza de uma boa colheita, ele vai investir nela de qualquer jeito”.
