Operação Algodão Doce: MP denuncia seis pessoas por envolvimento em desvio milionário
- 07 Fev 2015
- 08:41h

Clóvis Kardekis Plácido, 32 anos, chegou a comprar uma casa em Orlando, na Flórida, no valor aproximado de R$1,3 milhão (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
O Ministério Público denunciou nesta sexta-feira (6) seis pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema milionário de desvio de algodão do oeste baiano. De acordo com a denúncia do promotor Geroge Elias Gonçalves Pereira, o grupo teria obtido enriquecimento ilícito no valor aproximado de R$ 3 milhões, através de um esquema arquitetado com o fim de subtrair o patrimônio de uma empresa algodoeira e de uma fazenda localizadas em Roda Velha. O montante, calculado com base em valores de mercado, corresponde a 922 toneladas de pluma de algodão beneficiadas pelas vítimas e roubadas pelo grupo. Na peça, o MP pede a prisão preventiva dos denunciados, alguns dos quais sequer residem na Bahia. Caso a Justiça acate o requerimento, os denunciados irão responder pelos crimes de associação criminosa, furto, receptação e lavagem de dinheiro. Além da prisão preventiva, George Elias requer ainda a quebra de sigilo bancário e fiscal, bem como o sequestro de bens móveis e imóveis dos denunciados. Na quinta-feira (5), dois empresários foram presos durante a "Operação Algodão Doce", comandada pela Polícia Civil. Clóvis Kardekis Plácido, 32 anos, chegou a comprar uma casa em Orlando, na Flórida, no valor US$412 mil (cerca de R$1,3 milhão). Ele é apontado como o operador do esquema de desvio de plumas de algodão, responsável por liberar as cargas sem a emissão de notas fiscais. Segundo o delegado Carlos Ferro, titular da Delegacia Territorial de São Desidério, que coordenou as investigações, Clóvis e a companheira dele, Joice Karine Seibert, de 21 anos, adquiriram vários imóveis e veículos com o dinheiro desviado de uma empresa beneficiadora no município de Roda Velha. A polícia solicitou na Justiça o bloqueio dos bens do casal, entre eles, um imóvel luxuoso no bairro Jardim Paraíso, em Luís Eduardo Magalhães, uma picape S-10, de placa OZK-5260, e um GM/Cruze, de placa PJA-9700. A Justiça também já expediu um mandado de prisão contra Joice, que segue sendo procurada pela polícia. Um empresário dono de uma transportadora em Luís Eduardo Magalhães também foi identificado como um dos participantes do esquema. Josias de Oliveira Cruz, de 34 anos, confessou ter participado do furto de nove, das 37 cargas investigadas até agora, e recebido R$ 500 mil com a venda do algodão para empresas têxteis em São Paulo. Josias chegou a ser preso em cumprimento a mandado de prisão mas, acabou solto após pagamento de fiança no valor de R$ 78,4 mil.
