Sobreviventes de Jeffrey Epstein pedem US$ 6 mi em ação judicial contra espólio do financista

  • Bahia Notícias
  • 18 Set 2026
  • 14:25h

Foto: Departamento de Justiça dos EUA

Duas mulheres que se apresentam como sobreviventes de crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein entraram com uma ação judicial em Nova York pedindo pelo menos US$ 6 milhões, cerca de R$ 32 milhões, em indenizações. O processo foi protocolado na terça-feira (15) contra os responsáveis pela herança do ex-financista.

 

Identificadas pelos pseudônimos “Jane Doe” e “Amy”, as autoras também pedem que a Justiça determine a criação de um programa para localizar e notificar outras possíveis vítimas retratadas em imagens de abuso sexual infantil encontradas no acervo de Epstein.

 

A ação tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York e tem como réus Darren K. Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard D. Kahn, ex-contador do financista. Os dois são processados na condição de co-executores do espólio.

 

Segundo a petição, Jane Doe tinha cerca de 12 anos quando Epstein teria obtido fotos parcialmente nuas dela. As imagens, feitas originalmente para um estudo artístico, estariam guardadas em local trancado. Ela afirma que só descobriu posteriormente que o material havia sido mantido pelo financista para fins sexuais.

 

Já “Amy” afirma aparecer em imagens de abuso sexual infantil conhecidas como “Misty”, que circulam desde o fim dos anos 1990. De acordo com o processo, parte desse material foi encontrada entre os arquivos apreendidos de Epstein. A petição afirma que 38.934 imagens foram analisadas, mas que o processamento pelo programa de identificação de vítimas do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) ainda não havia sido concluído.

 

 

Além dos US$ 6 milhões, as autoras pedem uma indenização estatutária de US$ 150 mil para cada pessoa que venha a ser reconhecida pela Justiça como integrante da possível classe, além de danos compensatórios e punitivos. Jeffrey Epstein foi investigado por exploração sexual de menores e tráfico sexual. Ele morreu em 2019, enquanto estava sob custódia em Nova York, após ter sido preso naquele ano por acusações federais de tráfico sexual.