Luiz Carlos Bassuma descarta retorno à política e declara apoio a ACM Neto e Flávio Bolsonaro

  • Por Daniel Araújo/Bahia Notícias
  • 15 Set 2026
  • 16:51h

Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

O ex-deputado federal Luiz Carlos Bassuma, afastado da vida pública desde 2016, quando concorreu a vice-prefeito de Salvador na chapa do pastor Sargento Isidório, declarou ao Bahia Notícias que não tem mais interesse em concorrer a cargos eletivos. Ele também opinou sobre o atual cenário político e afirmou apoiar candidaturas de oposição, tanto no âmbito federal quanto estadual.

 

Luiz Carlos esteve na rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), acompanhando o convidado do programa Bahia Notícias no Ar, o senador Eduardo Girão (Novo), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo).

 

O ex-vereador de Salvador relatou ter amizade de longa data com o senador cearense e afirmou que auxilia o mandato e a campanha de Girão por afinidade política. “Eu acompanho e ajudo, na medida do possível, porque temos as mesmas bandeiras, como a defesa da vida e o combate à corrupção”, declarou.

 

CRÍTICAS AO PT E AO STF
Ao tratar do combate à corrupção, Bassuma demonstrou preocupação com a crise no STF e estendeu as críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), do qual é ex-integrante. Segundo ele, a atuação do Senado diante de denúncias envolvendo ministros da Corte deveria ser mais efetiva, enquanto uma eventual reeleição de Lula poderia ampliar a influência do governo sobre o Supremo com novas indicações.

 

Bassuma integrou o PT de 1995 a 2009, período em que se elegeu vereador de Salvador (1997-1999), deputado estadual (1999-2002) e deputado federal (2003-2011).

 

“Na época, como eu costumo dizer, eu fui candidato pelo velho PT. Era o PT que era um partido ótimo de oposição e tinha como grande bandeira a ética. [...] Quando eu fui eleito deputado federal, em 2005, aconteceu o primeiro grande escândalo do PT, que é o Mensalão. Eu disse: ‘Não dá mais para eu continuar no partido, estou fora, vou procurar outra alternativa’”, afirmou.

 

CONFLITO COM O PARTIDO
O então deputado Luiz Bassuma, adepto da Doutrina Espírita, entrou em conflito com o PT após se posicionar contra a descriminalização do aborto e defender a criação de uma “CPI do aborto”, posição contrária à decisão do partido aprovada em seu congresso de 2007.

 

Em 2009, teve as atividades partidárias suspensas por um ano e perdeu direitos internos e espaços na Câmara ligados à legenda. Bassuma recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando violação à liberdade de convicção religiosa e filosófica, e posteriormente deixou o PT para se filiar ao PV, partido pelo qual concorreu ao governo estadual em 2010.

 

APOIO A ACM NETO
Devido à sua postura crítica ao PT, no atual cenário eleitoral, Bassuma apoia a oposição no âmbito estadual, onde elogiou a gestão de ACM Neto (União) como prefeito de Salvador e o apontou como alternativa a Jerônimo Rodrigues (PT).

 

“É preciso ter uma mudança. E, para mim, ACM Neto tem seus defeitos, mas é muito melhor do que o que está aí. É uma mudança positiva. Quando ele foi prefeito de Salvador, pegou uma cidade destruída pelo governo anterior e fez uma das melhores gestões do país e mostrou que tem capacidade. É isso que a Bahia precisa, começar a ser reestruturada. Então, eu sou favorável a essa mudança na Bahia”, afirmou.

 

POSIÇÃO NACIONAL
Seu posicionamento é o mesmo no âmbito nacional, onde ele se inclui entre aqueles que se opõem a Lula.

 

“No segundo turno, eu acredito que a tendência é reunir todos contra a continuidade, porque não é nem só contra Lula, é contra a continuidade do governo do PT. Acho que isso une todo mundo, na minha opinião. Eu me incluo, claro, sem dúvida”, afirmou Bassuma, ao sinalizar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.

 

SEM RETORNO À VIDA PÚBLICA
Por fim, Luiz Carlos Bassuma afastou um possível retorno à vida pública. “Decidi sair da política entendendo que meu ciclo na política havia terminado. Minha consciência está em paz, porque cumpri meu dever”, concluiu.