Governo da Bahia congela pagamentos de contrato de R$ 21,1 milhões após apontamentos do TCE-BA; entenda
- Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia Notícias
- 14 Ago 2026
- 10:00h

Fotos (Aprimoradas com I.A - Gemini): Reprodução / Google Street View
A Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), que é um órgão da Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Estado, anunciou a suspensão imediata de todos os pagamentos e repasses financeiros relacionados ao contrato de R$ 21,1 milhões (Contrato nº 096/2024), assinado com o Consórcio Grandes Barragens -RK-UFC, sediado em Salvador. A diretora-presidente do órgão, Larissa Gomes Moraes, publicou nesta quinta-feira (13) a medida cautelar em Diário Oficial.
Os pagamentos foram bloqueados após auditores do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) identificarem indícios de sérias irregularidades e desconformidades na execução dos serviços e na supervisão do contrato pela gestão pública. O contrato foi assinado em 2024 e prevê o pagamento de R$ 21.185.546,67 pela prestação dos serviços especializados.
Trata-se de serviços de apoio técnico e operacional à administração pública em atividades de fiscalização, supervisão e intervenção social, além de suporte técnico-operacional nas obras de implantação de sistemas de abastecimento de água e de grandes barragens sob gestão da companhia.
Na prática, o contrato não trata da construção direta das barragens ou dos sistemas de abastecimento de água. O objetivo é prestar serviços especializados para dar suporte à gestão pública, incluindo atividades de fiscalização, supervisão, intervenção social e suporte técnico-operacional nas obras de grande porte administradas pela Cerb.

Trecho retirado do Diário Oficial do Estado | Foto: Reprodução / Bahia Notícias
O Consórcio Grandes Barragens - RK-UFC é uma associação formada por empresas de engenharia para atuar na execução do contrato firmado com a Cerb. Nesse caso, o consórcio reúne a RK Engenharia e Consultoria Ltda., com sede em Salvador, e a UFC Engenharia S.A., sediada em São Paulo. O próprio consórcio tem sede na capital baiana.
E MUDA ALGO?
Com a medida emergencial, a empresa contratada fica proibida de receber qualquer tipo de verba pública vinda deste contrato específico. Estão bloqueados:
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Pagamentos de faturas pendentes ou futuras;
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Liberação de saldos e garantias financeiras;
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Reajustes de valores, indenizações ou compensações.
O congelamento das verbas funciona como um "freio de emergência" para proteger os cofres do Estado. A interrupção dos pagamentos continuará valendo enquanto as equipes técnicas e os auditores analisam os documentos, calculam possíveis prejuízos e concluem a investigação.
Ou seja, essa suspensão dos pagamentos não representa, por si só, uma conclusão sobre eventuais irregularidades cometidas pelo consórcio. Ela é uma medida que tem caráter cautelar e busca impedir novos repasses enquanto as suspeitas apontadas pelos órgãos de controle são analisadas. A Cerb informou que a empresa envolvida terá garantido o direito de apresentar sua defesa ao longo do processo.
