MP-BA investiga supostas irregularidades no Carnaval de Correntina

  • Por Aline Gama / Lizzy Maria via Bahia Notícias
  • 30 Jun 2026
  • 12:13h

Foto: Divulgação / Prefeitura Correntina

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para analisar supostas irregularidades na gestão de recursos públicos do município de Correntina, localizado no extremo oeste da Bahia, durante o Carnaval de 2025. Com indícios de uso de verbas públicas indevidamente, o inquérito averigua contratos de hospedagem fraudulentos, firmados sob a gestão do atual prefeito, Walter Mariano (União).

 

A denúncia investiga o Contrato nº 093/2025, celebrado entre a Prefeitura Municipal de Correntina e o Hotel Pousada Sonhos, que negociou a prestação de serviços de hospedagem com café da manhã para artistas e bandas durante o período carnavalesco compreendido entre 28 de fevereiro e 04 de março de 2025. 

 

De acordo com a nota fiscal emitida pelo hotel, durante o período foram contabilizadas 103 diárias que totalizam R$ 53.240,00. No entanto, o MP-BA aponta que além de CPFs inválidos, existem nomes listados na relação de hospedagem que afirmam não terem se hospedado no estabelecimento durante o Carnaval de 2025, sendo, inclusive, moradores do próprio Município de Correntina. 

 

Segundo depoimento da recepcionista do Hotel Pousada dos Sonhos, a própria prefeitura realizava as reservas mediante ofício e arcava com os custos das diárias reservadas, mesmo daquelas que não chegaram a ser utilizadas.

 

Os documentos do processo também indicam que, no período de 1º de janeiro a 30 de novembro de 2025, o município destinou R$ 655.359,14 para despesas com hospedagem, tornando imprescindível a análise minuciosa quanto à regularidade dos respectivos contratos.  

 

Caso as suspeitas se confirmem, o caso será enquadrado como ato de improbidade administrativa nas modalidades de enriquecimento ilícito e lesão ao erário, bem como por afronta aos princípios da Administração Pública.

 

O prefeito Walter Mariano Messias de Souza tem até 15 dias para se explicar por escrito para o MP-BA, detalhando a veracidade da lista de hóspedes e a regularidade dos pagamentos.