Brumado Urgente dá dicas para economizar na compra do material escolar
- 06 Jan 2015
- 08:17h

(Foto: Reprodução)
Muitas escolas da Bahia estão para retomar as suas atividades, dando início ao ano letivo de 2015. Uma boa notícia para os pais foi divulgada ontem pela Procuradoria de Defesa ao Consumidor da Bahia (Procon-BA) que divulgou uma lista de itens que estão proibidos de constar nas tradicionais listas que são fornecidas pelas escolas. Ainda assim, o material escolar é o custo obrigatório que costuma pesar e, muito, no bolso dos pais, ainda mais quando são mais de dois filhos. Mas um bom planejamento financeiro, pode fazer essa despesa alcançar um desconto de até 50%. De acordo com especialistas da área não há grandes dificuldades para reduzir os gastos com o material educativo, desde que os pais ou responsáveis pelo aluno saibam se organizar previamente antes das compras. Quando isso não é feito, o maior desembolso é inevitável. Veja dicas:
RECICLAGEM
Para pagar menos, adquirindo os mesmos produtos, Domingos propõe uma brincadeira com os filhos, como primeiro passo para eliminar despesas. “Proponha uma brincadeira com a criança, ao procurar pela casa todos os materiais que ele utilizou no ano anterior. Essa é uma forma de saber, já no primeiro momento, o que pode ser reaproveitado. O objetivo da brincadeira é fazer a lista de materiais diminuir, e já neste primeiro instante é possível economizar 20% do que seria desembolsado normalmente”, avaliou ele.
As orientações posteriores são no ato da compra de materiais propriamente dita. Neste momento, um recurso que pode auxiliar os pais, de modo geral, são as compras coletivas, feitas no atacado. Mas, para quem prefere adquirir os materiais individualmente, as pesquisas de preço feitas previamente pela internet são fundamentais. Dessa forma, será possível sair de casa sabendo o valor médio dos produtos, e quais são os locais com mais possibilidade de ofertas.
“Uma forma de não perder tanto tempo procurando é dirigir-se aos locais nos quais há mais estabelecimentos especializados nos segmentos de produtos escolares, tal como as papelarias. Quando há mais lojas, certamente existe mais ofertas, pois elas concorrem entre si para conquistar o cliente”, explicou o terapeuta financeiro, aconselhando a nunca comprar o material sem conferir o preço deste nos outros estabelecimentos, e, se possível, evitar levar um filho pequeno ao ato da compra, para que ele não influencie nas escolha dos pais, ao pedir um produto mais caro.
Além disso, ser direto e prático com o vendedor na hora de fazer o pedido é outra boa forma de economizar tempo. “Quando estiver na loja, seja sincero e explique ao vendedor de forma clara o que você precisa, buscando sempre a melhor opção de pagamento. Sempre pergunte quanto aquele produto custa à vista? Isso proporcionará bons descontos. Se tiver que pagar a prazo, veja se as parcelas caberão no orçamento mensal”, aconselhou.
Pais devem pesquisar o melhor preço
Muitas vezes ignorado, o diálogo familiar pode ser uma ferramenta para o filho que quer o caderno ou caneta mais “descolada”. Materiais personalizados – com desenhos de heróis ou filmes, por exemplo – geralmente custam mais do que os materiais sem estampas. “Um conselho é conversar com o filho e mostrar a ele, de maneira simples, que este dinheiro a ser economizado com a compra de um produto comum pode ser revertido em algo para o proveito dele mesmo, como um jogo de videogame, um dia de recreação em um parque temático, ou outras formas de lazer”, sugeriu.
Porém, se há mais facilidade para comprar canetas, lápis, hidrocores, cartolinas e cadernos, os livros didáticos, costumam dar mais trabalho aos pais, pois, geralmente são os itens mais caros da lista. Neste sentido, o melhor a se fazer é buscar contato com outros pais, cujos filhos já passaram por aquela etapa, e que estão se desfazendo dos exemplares antigos.
Mas, existe um fator preponderante para que todos os outros deem certo: a antecipação. “A maior parte das instituições de ensino dão início ao ano letivo em fevereiro. Portanto, é fundamental para os pais que fazem questão da economia já começarem seu planejamento ainda na primeira quinzena de janeiro. A grande maioria dos consumidores deixa as compras para última hora, e o que acontece é previsível: a demanda aumenta e o produto, em menor quantidade, ficará mais caro. Ou seja: não será possível escolher, e muito menos economizar”, alertou Domingos.
Procon-Ba proibe 61 itens
Ontem, 5, o Procon-BA divulgou uma lista exemplificativa com 61 itens que não podem constar na relação de material escolar exigidos pelas instituições de ensino. As listas, que são elaboradas pelas escolas e repassadas aos pais e responsáveis dos alunos durante o período de matrícula, devem exigir apenas itens de uso individual e que serão utilizados conforme o projeto didático-pedagógico de cada instituição.
“O Procon-BA alerta também aos pais que as instituições de ensino não podem fazer exigências no que se refere a marcas e modelos de produtos, nem tampouco podem direcionar os consumidores para que adquiram o material escolar em determinados estabelecimentos comerciais, sob pena de configurarem práticas abusivas no mercado de consumo”, ressaltou o Superintendente do órgão, Ricardo Maurício Freire Soares.
Neste sentido, os itens de uso coletivo, a exemplo de materiais de limpeza e de uso administrativo, são da responsabilidade única da escola, visto que o valor desses produtos já está inserido no custo das mensalidades escolares.
Dentre os materiais que integram a lista estão o álcool, o algodão, o papel higiênico, grampeador e grampos, giz branco e colorido, flanelas, pratos e copos descartáveis, fita durex, piloto para quadro branco, entre outros. A relação completa dos materiais vetados está disponível no Facebook, através do perfil oficial do órgão.
