Escândalo: Durante acareação, ex-diretor da Petrobrás admite que a corrupção é generalizada

  • Da Redação
  • 03 Dez 2014
  • 13:13h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

Em acareação com o também ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa disse ontem na CPI Mista que mencionou o nome de "algumas dezenas" de políticos em seus depoimentos na delação premiada, que estão sob sigilo. Logo depois, em conversa com o deputado Enio Bacci (PDT-RS), ele informou que são 35 políticos envolvidos no esquema investigado pela Lava-Jato. Costa afirmou ainda que a corrupção descoberta na estatal ocorre no "Brasil inteiro", atingindo obras de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas. O ex-diretor reafirmou todas as denúncias que fez à justiça e, por duas vezes, se disse enojado com a corrupção na estatal. Ele usou esse termo pela primeira vez ao se referir ao fato de ter enviado, em setembro de 2009, um e-mail "diretamente para a ministra da Casa Civil na época", a hoje presidente Dilma, em que relatava problemas na estatal apontados pelo TCU. Já Cerveró manteve a estratégia de negar envolvimento no esquema e disse desconhecer corrupção na empresa. Os dois concordaram num ponto: a compra da refinaria de Pasadena, que deu prejuízo à estatal, é da responsabilidade do Conselho da Petrobras, na época presidido por Dilma.