Baiana diz que foi impedida de vender acarajé em evento para brasileiros nos EUA e teve prejuízo de mais de R$ 50 mil
- g1 BA
- 10 Set 2022
- 09:13h

Foto: Arquivo pessoal
A baiana Andréia Santos, de 34 anos, disse foi impedida de vender acarajé no Brazilian Day, evento destinado a brasileiros que moram nos Estados Unidos, realizado na Filadélfia no último domingo (4). A mulher, que é agente de viagens, contou ainda que teve um prejuízo de US$ 10 mil, o que corresponde a cerca de R$ 51 mil.
Em entrevista ao g1 nesta sexta (9), ela disse que o valor investido corresponde aos ingredientes comprados, maquinários, equipamentos e taxa para participar do evento.
Natural de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, Andréia mora há cerca de três anos com a filha, de 11, na Filadélfia, nordeste dos Estados Unidos. Após deixar o Brasil, ela continuou com o trabalho de agente de viagens, mas com atuação no e-commerce (vendas pela internet). No entanto, pensou na possibilidade de ter uma renda extra e escolheu a venda de acarajé para complementar o orçamento.
"Aqui a gente encontra muita escassez de produtos brasileiros. Por necessidade de sentir o gostinho de casa, comecei a fazer acarajé durante a pandemia [da Covid-19]. Tanto para sobreviver, fazer uma renda extra, quanto para mostrar a cultura baiana e brasileira aqui nos Estados Unidos", contou.
No último domingo, o que era para ser a primeira participação em um grande evento no centro da cidade, se transformou em tristeza depois que a Andréia foi proibida de vender os quitutes baianos no Brazilian Day.
“Foram meses de preparação com papéis e licenças, semanas de trabalho e dinheiro investido para no final ir tudo [comida] para o lixo”.
O g1 entrou em contato com a organização do evento para pedir um posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
