Brumado: Discussões trazem de volta à cena a rivalidade histórica da política local

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 03 Dez 2013
  • 07:45h

Produtos comercializados pela agroindústria do umbú (Foto: Divulgação)

Um pronunciamento rápido, na sessão desta segunda-feira (02) do Legislativo de Brumado, que relembrou o projeto de agroindústria do umbu, mas que acabou trazendo de volta à cena a polaridade histórica que sempre vigorou no município, onde apenas dois grupos se alternam no poder. A discussão girava entre a apresentação de uma indicação para a criação de um projeto de incentivo à exploração racional do umbuzeiro e a industrialização da sua produção no município, quando, o vereador Weliton Lopes (PR) acabou relembrando que “esse projeto é positivo, mas não podemos nos esquecer do passado, onde se implantou a agroindústria do umbú aqui em nosso município e os equipamentos ficaram todos sucateados, o que acabou sendo um desperdício de dinheiro público”. Foi o que bastou para um rápido contra-ataque dos vereadores Zé Ribeiro e Zé Carlos de Jonas (PT), os quais entenderam a declaração como uma espécie de insinuação à ex-deputada Marizete Fernandes, que foi quem trouxe o projeto para Brumado. “O projeto veio, foi implantado, só que faltou vontade política da administração municipal, já que ele é operacionalizado pelo município, que tem a sua contrapartida”, argumentaram os parlamentares e continuaram afirmando que “o ex-prefeito Eduardo Vasconcelos queria ver o circo pegar fogo, não moveu uma palha para que o projeto fosse avante, então, sem a ajuda da prefeitura tinha que dar no que deu”. Eles ainda alegaram que “existem lugares que o projeto vingou, como é o caso do Campo Seco, que produz vários derivados da fruta, gerando emprego e renda para a comunidade. Então, onde houve apoio o projeto foi avante”. As discussões reacenderam a velha polaridade histórica da política local e ainda podem dar “muito pano pra manga”.