Após exaltação a Bolsonaro e críticas ao Comunismo como que ficará a relação do prefeito de Brumado com o PT?

  • Brumado Urgente
  • 08 Set 2021
  • 08:51h

Sem máscara e segurando uma faixa pedindo a renúncia dos ministros do STF, o prefeito Eduardo participou ativamente das manifestações | Foto: Redes Sociais

Quem acompanha a vida política de Brumado sempre soube que o prefeito Eduardo Vasconcelos (PSB) teve um comportamento antipetismo. Ele que era aliado do ex-governador Paulo Souto (DEM), após a derrota acachapante de 2010, começou a flertar com o PT e construir uma relação de parceria com o então governador eleito Jaques Wagner. Dono de declarações contundentes como “há três coisas que a gente faz uma vez na vida, nascer, morrer e votar no PT”, o chefe do executivo brumadense, acabou indo de encontro aos seus ideais políticos e ficando ao lado do Partido dos Trabalhadores, alegando que o desenvolvimento de Brumado teria que ficar acima de quaisquer outros interesses. Só que agora no atual contexto esse modelo parece ter ficado para trás, já que nas comemorações do Dia da Pátria, o prefeito Eduardo Vasconcelos foi à Brasília e participou, de forma explícita, da manifestação em apoio ao presidente Jair Messias Bolsonaro (Sem Partido) e contra o Comunismo e os ministros do STF. Segurando, - ao lado do secretário municipal de Saúde, Claudio Feres -, uma faixa em inglês, na qual se afirmava que o povo exige a renúncia dos citados ministros, o gestor municipal acabou escancarando o seu posicionamento, o qual é, no mínimo, questionável, já que ele pertence ao Partido Socialista Brasileiro, além de ter o seu vice pertencendo ao PC do B.  

Vestindo a camisa do Brasil o prefeito e membros do seu grupo em Brasília | Foto: Redes Sociais

Primeiramente ele voltou a ficar contrário à Sistema Judiciário, o que, inclusive é um comportamento histórico de sua parte, onde sempre disparou críticas ferozes aos juízes e promotores, especialmente os que atuam na área eleitoral. Dando continuidade às suas ações ele acabou criando um clima de forte instabilidade com seu partido, que deve emitir um parecer sobre a questão. Nos bastidores correm cada vez mais fortes as especulações de que ele estaria desembarcando do PSB e que os caminhos mais prováveis seriam o PSD de Otto Alencar, mas há quem diga que ele já manteve conversas com ACM Neto, presidente do DEM na Bahia, para uma possível filiação. Agora o ponto crucial seria a cada vez mais eminente ruptura com o PT, é o que apostam várias lideranças políticas locais, as quais afirmam que a parceria se tornou insustentável após essas ações do prefeito no Dia da Independência. Saindo do campo singular para o coletivo, esse comportamento de enfrentamento pode acabar prejudicando o município, pois o governo do estado que é controlado pelo PT, pode acabar adotando medidas extremas e romper a relação amistosa entre as partes. Vale ressaltar que na última eleição municipal de 2020, o governador Rui Costa e o senador Jaques Wagner manifestaram, por meio de vídeos, o seu apoio incondicional à reeleição de Eduardo. O primeiro indício de que essa ruptura irá mesmo acontecer poderá estar no Poder Legislativo de Brumado que tem como presidente a petista Verimar Dias. Segundo fontes ligadas à ala comandada pelo deputado federal Afonso Florense, da qual ela faz parte, a situação chegou ao limite e o rompimento é inevitável. Já fontes ligadas à vereadora garantem que ela continuará marchando firme ao lado da atual gestão. Para finalizar, Brumado deveria ficar acima de tudo, deixando de lado essas questões partidárias e rivalidades pessoais, mas, ao que tudo indica, esse não será o prumo que ficará em cima do muro.