Incursões políticas de Bolsonaro mexem nos terreiros de Rui e Neto

  • Levi Vasconcelos
  • 30 Jul 2021
  • 10:41h

O que seria se Neto estivesse com Bolsonaro? Aí só pesquisando, mas o cenário é improvável | Foto: Reprodução

Com Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, no Ministério de Bolsonaro, como ficam Leão e seus aliados na Bahia?

A pergunta aí, do leitor Romildo Soares, do Imbuí, é instigante. E a resposta é simples: Até aí, nada. Se Bolsonaro entrar no PP, aí, sim, a coisa muda totalmente.

Pode acontecer? Talvez. Se sim, Rui Costa prevê uma migração em massa do partido, mas João Leão, o líder na Bahia, diz que não. Leva o partido inteiro para onde for, especialmente no seu projeto de disputar o governo. Seja como for, Rui ressalva que ainda é muito cedo. Só vai tratar da sucessão dele ano que vem.

Duas pontas

Mas o fato é que a questão federal mexe com a Bahia, e nos dois lados. As maiores lideranças baianas no momento, Rui Costa, Jaques Wagner, João Leão e Otto Alencar de um lado; ACM Neto de outro, num fato único na história, estão fora do núcleo central do poder, embora ambos tenham aliados comendo pelas bordas.

Disso resulta que Bolsonaro, se não como ato deliberado, mas com a força da máquina, de um lado pinçou João Roma, ex-grande amigo de Neto, e de outro levou Ciro Nogueira, o presidente do PP, criando incertezas no terreiro baiano.

Aí Romildo faz outra pergunta: E se ACM Neto, quando colado com Ciro Gomes cai nas pesquisas, Wagner com Lula sobe, e João Roma com  Bolsonaro, idem, o que seria se Neto estivesse com Bolsonaro?

Aí só pesquisando, mas o cenário é improvável.