Trânsito em Brumado: 'Uma cozinha sem fogão'

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 03 Nov 2014
  • 09:27h

A foto foi tirada pelo leitor Alessandro Silva que acabou viralizando nas redes sociais (Composição: Brumado Urgente)

O trânsito em Brumado continua em plena epopeia de incertezas, medo e perdas, já que, infelizmente, algumas vidas vêm sendo ceifadas de forma trágica dentro do triste circuito de acidentes na cidade. Classificado como caótico pela grande maioria da população, o setor teve alguns avanços, mais os mesmos se mostram ainda insuficientes diante do “espectro” do medo que paira pelas ruas da cidade. Sinalização insuficiente, como também é insuficiente o número de agentes que têm a árdua missão de fiscalizar os condutores; somados à falta de consciência e, porque não dizer irresponsabilidade de um grande número de motoristas e motociclistas, que desobedecem as leis e acabam desafiando a vida, dão contornos dramáticos a este quadro da cena urbana brumadense. Uma foto publicada numa rede social por um leitor do Brumado Urgente acabou, mesmo que de forma hilária, chamando ainda mais a atenção de todos para a caótica situação do trânsito de Brumado. Ele postou uma foto de uma mulher, na garupa de uma moto, transitando tranquilamente pelas ruas da cidade. Até ai tudo bem, mas não se pode deixar de levar em conta que ela estava transportando um fogão, isso mesmo, um fogão, o que não deixa de ser uma situação de risco. A situação registrada acabou sendo emblemática, tanto que muitos fizeram logo o link e a analogia foi inevitável de que “o trânsito em Brumado é uma cozinha sem fogão”. As comparações encontram respaldo na vida real, já que a cozinha é quase sempre o lugar mais movimentado da casa e, neste caso, sem um fogão, estaria totalmente em desequilíbrio. É este exatamente o quadro local, de ruas esburacadas, infraestrutura deficitária, sinalização totalmente a desejar; vândalos que destroem as placas de sinalização; motoristas e motociclistas desobedientes e fiscalização insuficiente, ou seja, uma “cozinha sem fogão”, o que mostra que ainda há muito para se fazer, tendo em vista que a cidade está em franco crescimento e se não forem adotadas medidas urgentes, o quadro poderá piorar ainda mais. Seria necessário um organograma de resultados, com a veiculação midiática de campanhas educativas, além de uma atitude de impacto por parte do SMTT, que, no entendimento da maioria estaria muito mais preocupado em multar do que orientar. Espera-se então que o “fogão” seja colocado na “cozinha” e a situação comece a ser revertida para que mais vidas não venham a ser ceifadas neste “pandemônio” que é o trânsito da Capital do Minério.