Vilas-Boas prevê avanço do coronavírus em municípios que flexibilizaram restrições
- Alexandre Santos
- 16 Mar 2021
- 10:20h

"Nós estamos muito preocupados", diz o secretário de Saúde em um comunicado divulgado pela pasta | COVID-19 Publicado em 16/03/2021 às 09h55. Vilas-Boas prevê avanço do coronavírus em municípios que flexibilizaram restrições "Nós estamos muito preocupados
O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, fez um alerta na manhã desta terça-feira (16) para o risco de colapso nos municípios que vêm flexibilizando as medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus. Segundo o secretário, a abertura de atividades não essenciais no atual momento da pandemia “inevitavelmente” potencializará a disseminação da doença.
“Nós todos estamos muito preocupados com o que está acontecendo em alguns municípios, que estão saindo da orientação geral do Estado. Preocupados porque esses municípios acabarão, inevitavelmente, atraindo pessoas de toda a região. Nós teremos uma população flutuante muito superior à população do município. Se a pessoa não pode ir numa loja no município do lado, ela vai buscar o comércio do município que está aberto. Isso vai levar a mais contágio, mais pessoas precisarão de hospitais”, afirmou Vilas-Boas em um comunicado divulgado pela pasta.
Dentre as cidades que afrouxaram as regras de quarentena em meio decreto estadual que vigora nos 117 municípios, Ilhéus e Itabuna, por exemplo, liberaram comércio de rua, shoppings, academias, igrejas, bares e restaurantes.
A determinação do governo baiano que impõe toque de recolher entre 20h e 5h foi prorrogado no último fim de semana e valerá até o dia 22 de março. A medida visa desafogar o sistema de saúde e, sobretudo, a fila de doentes aguardando por UTIs, cuja taxa de ocupação está em 86%, conforme atualização mais recente.
De acordo com Vilas-Boas, para evitar um cenário ainda mais grave, os prefeitos precisam retroagir em suas decisões.
“Nós temos já algumas cidades realmente próximas de entrar num colapso. E aí a palavra está bem aplicada, porque alguns municípios não se programaram para o volume de oxigênio necessário em algumas unidades e, nos últimos dias, nós tivemos muita dificuldade em apoiar alguns municípios em situação muito crítica. Tivemos que tirar pacientes de estruturas, transferir para outros hospitais, simplesmente porque o oxigênio iria acabar dentro de 24 horas. Nós estamos preocupados, nós recomendamos aos prefeitos que não saiam da regra geral, porque isso vai acabar retornando contra seus próprios munícipes”, acrescentou o secretário.
