Roberto Santos deixa o melhor dos legados, a operosidade com decência
- Levi Vasconcelos
- 11 Fev 2021
- 08:42h

Um homem que foi reitor, governador, ministro e nunca se viu um único trisco do ponto de vista moral, no trato do dinheiro público' | Foto: Metro 1
Quando assumiu o governo da Bahia, em 1975, Roberto Santos tinha uma estratégia para Salvador: puxar o crescimento da capital para o lado da Paralela, até então, área quase toda desabitada. Nessa linha, fez o Centro de Convenções na Boca do Rio, o bairro Mussurunga e também o Parque de Exposições.
Claro que Roberto Santos tem obras espalhadas pela Bahia inteira, como a construção de 33 Centros Sociais Urbanos, barragens e afins pelo sertão afora, o hospital que hoje leva o nome dele, e, mais que isso, um profundo respeito do pessoal da educação, com greve zero.
Como dizia Galdino Leite, ex-deputado e amigo, também já do outro lado, a melhor obra dele foi moral.
— É um homem que foi reitor, governador, ministro (da Saúde) e nunca se viu um único trisco do ponto de vista moral, no trato do dinheiro público. Ele nos mostra que nem tudo está perdido.
Acervo
Cristiana Santos, filha, diz que, como pai, ele muito se preocupou em passar ensinamentos com foco na questão da moral e da honradez. Para ele, valores essenciais.
Numa das suas últimas aparições públicas, três anos atrás, no Palácio da Aclamação, quando doou para a Fundação Pedro Calmon o seu acervo pessoal, com mais de 10 mil itens, a nata do mundo acadêmico estava lá. E ele, então com 91 anos, sintetizava o momento.
— Fico feliz que tudo tenha acontecido assim.
A Bahia também.
