Limite de gastos na campanha é curto, e às vezes parece injusto
- Levi Vasconcelos
- 03 Set 2020
- 09:09h

Deputados dizem que as portas dos caixas 2, 3 etc. estão escancaradas | Foto: Divulgação
No dia em que o Banco Central lançou a cédula de R$ 200 com o lobo guará de estrela, num bate papo, deputados ironizam: se depender dos limites de gastos estipulados pela Justiça, ao invés do lobo guará, voltaremos aos caça-niqueis.
O dinheiro é curto, vá lá, mas pior que isso, eles levam em conta atividades econômicas e critérios populacionais que acabam gerando distorções expressivas.
Veja: um candidato a prefeito em Salvador, com quase 2 milhões de eleitores, o quarto maior eleitorado do país, pode gastar até pouco mais de R$ 14,6 milhões. Já em Feira de Santana, o segundo maior colégio eleitoral, com 400 mil eleitores, cinco vezes menor, só pode gastar até R$ 1,5 milhão, 10 vezes menos.
Contradições
Pior: em Vitória da Conquista, o terceiro maior eleitorado da Bahia (231,176), um candidato a prefeito só pode gastar até R$ 579 mil. Mas em Camaçari, um município menor, com 158 mil eleitores, um candidato ao mesmo posto pode gastar R$ 4,1 milhões, a segunda maior cota da Bahia. Isso indica que os critérios adotados levaram em conta também o faturamento do município.
Outro exemplo vem lá do oeste baiano: em Barreiras, com 96.559 eleitores, o limite é de R$ 744 mil. Mas Luís Eduardo Magalhães, menor, com 65.734 eleitores, o teto é de R$ 1,1 milhão.
Mas na grande maioria dos município, o limite é o mínimo: R$ 108,039 mil. Deputados dizem que as portas dos caixas 2, 3 etc. estão escancaradas.
