Ex-alunas denunciam professora de Direito por plágio e dizem que ela não possui cursos de pós que mostra no currículo; MP apura
- Informações do G1/BA
- 19 Ago 2020
- 16:11h

Cátia (loira) ao lado de Lorena, ex-aluna que a denuncia por plágio em trabalho do curso de Direito ao fim de graduação em Salvador — Foto: Arquivo Pessoal
Duas ex-alunas do curso de Direito de uma faculdade de Salvador denunciaram uma professora por plágio. Segundo as mulheres, que já estão formadas, quando ainda eram estudantes, elas tiveram os trabalhos de conclusão de curso incluídos em livro e revista e, nas publicações, a professora assinou os textos como dela, sem citar as então alunas. Elas disseram ainda que a professora não possui os cursos de pós-graduação que exibe no currículo. A professora apontada pelas mulheres é Cátia Regina Raulino, já atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares de Salvador. Também através das redes sociais, Cátia divulga seu trabalho e em um dos perfis possui mais de 180 mil seguidores. Ao G1, ela informou que está recolhendo documentos e depois vai se pronunciar sobre o caso. Um das ex-alunas acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA). Por meio de nota, o MP-BA disse que está apurando duas denúncias: uma que se refere a suposta prática de exercício ilegal de advocacia por parte de Cátia e a outra pelo caso de plágio. No dia 26 de junho, a promotora de Justiça Lívia de Carvalho Matos encaminhou ofício ao Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), solicitando instauração de inquérito policial para apuração da denúncia. O órgão não informa que foi o autor dessa denúncia, mas as ex-alunas citaram em entrevista ao G1 que Cátia não tem todos os cursos de mestrado e até pós-doutorado que possui no currículo. Na Universidade Federal da Bahia (Ufba), por exemplo, onde ela diz ter feito um doutorado em administração, a universidade informou por meio de nota que não consta no sistema acadêmico da Superintendência Acadêmica da instituição qualquer menção à Cátia Raulino. "Logo, ela não realizou doutoramento, mestrado ou mesmo graduação na universidade", diz a nota. A outra denúncia é sobre o suposto crime de plágio. Na última sexta-feira (14), a promotora de Justiça Karyne Macêdo Lima solicitou à parte denunciante que apresente mais informações e documentos que possam comprovar os fatos narrados. Como está em fase inicial de apuração, as promotoras de Justiça disseram que não concederão entrevista nesse momento.
