O tempo de propaganda no rádio e na TV é curto. Marqueteiro vai ser milagreiro

  • Levi Vasconcelos
  • 18 Ago 2020
  • 09:22h

Partidos com menores tempos são Rede e DC, com 2,87 segundos cada (só dá tempo de dizer algo como 'meu nome é Enéas') | Imagem Ilustrativa

Analistas a serviço de marqueteiros estimaram, com base na legislação e nas resoluções do TSE para as eleições deste ano, que a propaganda eleitoral no rádio e na TV terão dois blocos de 10 minutos cada, um meio-dia e outro à noite, mais 70 minutos de inserções rateadas entre candidatos a prefeito (60%) e vereadores (40%).

Esse tempinho vai ficar bem mais tempinho ainda na hora da partilha entre 27 partidos. 90% conforme o número de deputados na Câmara e 10% entre todos. A grosso modo, dá um tempinho para cada.

Mais e menos

Pelo cenário posto, o partido com mais tempo é o PT de Rui Costa, com 58,6 segundos; seguido do PSL, que inchou na ponga da onda Bolsonaro em 2018, com 56,56 segundos; o PP de João Leão, com 41,82; o PSD de Otto Alencar (38,66); o MDB (37,61); o PL (36,56); o PSB (35,50); o Republicanos (33,40); o PSDB (32,24); o DEM de ACM Neto (32,24); e o PDT de Leo Prates (31,29).

Os partidos com menores tempos são Rede e DC, com 2,87 segundos cada (só dá tempo de dizer algo como: meu nome é Enéas). O Avante do Sargento Isidório, com 9,9 segundos, também é muito sofrível. O Podemos do deputado João Carlos Bacelar tem 13,40 segundos, e o PCdoB da deputada Olívia Santana não figura nos registros.

Se é que em 2020, ano de pandemia, a grande aposta dos candidatos e nas mídias TV, rádio e redes, os marqueteiros, que sempre disseram não ser milagreiros, vão ter que chegar perto disso.