O abre e fecha dos prefeitos no jogo das pressões entre a pandemia e a campanha

  • Levi Vasconcelos
  • 21 Jul 2020
  • 17:07h

Prefeitos abrem três olhos, um na Covid, outro nas urnas e outro nos cofres (para o bem o para o mal) Levi Vasconcelos | Foto: Reprodução/Getty images

á se vão 122 dias de pandemia. Colbert Martins (MDB), prefeito de Feira de Santana, animado com os números negativos em queda, reabriu o comércio hoje. Vitória contra o Covid? Já é a quarta vez que ele fecha e abre.

Feira estava ontem com 6.018 casos, e contabilizava 103 mortos, com um ou dois a mais por dia. Colbert, que é médico, sabe que abrir é dar canja para as más estatísticas, mas recebe intensa pressão empresarial, já que a cidade é o maior eixo comercial da Bahia. A aposta dele para a reeleição é o sucesso agora. Fica entre a cruz e a espada. Vai dar?

Lá e lô

Sabe-se lá. Diz o deputado estadual Robinson Almeida (PT) que um dos grandes complicadores do enfrentamento à pandemia é o fato de ela ter surgido num ano eleitoral. E é.

Prefeitos abrem três olhos, um na Covid, outro nas urnas e outro nos cofres (para o bem o para o mal).

Rui Costa, que não é candidato a nada, tem que ouvir e acatá-los, às vezes interferir ‘de pleno acordo’. Até admite, topa flexibilizar, se os números caírem. Como uma onda, a Covid vai se alastrando pelos quatro cantos da Bahia e lá nos grotões, ele ampliou a proibição do transporte intermunicipal para 380 municípios, e na RMS manteve o toque de recolher.

Em Salvador, com os números estabilizados, ACM Neto vai reabrir os shoppings sexta (24), avisando: se o número de casos subir, fecha de novo. O filme é velho. Como Colbert, vai abrir e fechar.