E será que o povo vai querer ir votar na pandemia? Na França, não quis
- 24 Jun 2020
- 14:13h

Não dá para casar o 'fique em casa' com o 'vá votar' | Foto:: RFI
Se nas eleições tradicionais as filas de votação, especialmente nas primeiras horas, são gigantescas, como seriam elas numa eleição em plena pandemia?
O senador Otto Alencar (PSD) até tentou amanteigar o processo propondo uma emenda na PEC do adiamento das eleições que tornava o voto facultativo para os acima de 60 anos, proposta rejeitada:
— É claro que muita gente vai pular fora. Vai ser bem mais tranquilo pagar a multa da Justiça Eleitoral (R$ 3,50).
E o projeto que adia as eleições a ser votado hoje no Senado, passa?
— No Senado, sim. Na Câmara, não.
Ou seja, a tendência é de que, já que teremos eleições com pandemia, que seja logo em outubro, como previsto.
Caso francês
Em torno de 60 países vão realizar algum tipo de eleições neste ano. 47 já adiaram, 13 mantiveram. Até agora, a única experiência foi na França. Realizou o primeiro turno das eleições municipais em 16 de março, com o segundo no dia 22 seguinte. Só vai acontecer agora, dia 28.
O primeiro turno foi um Fiasco. 56%, a grande maioria dos eleitores franceses, pularam fora. O segundo turno vai acontecer agora, quando o país está cheio de cautelas com apenas duas semanas que saiu do isolamento obrigatório. E no Brasil, qual será o cenário da votação? Sabe lá Deus.
Certo é que não dá para casar o ‘fique em casa’ com o ‘vá votar’. Na França, não deu.
