Na briga contra a Covid, prefeitos também turbinam as campanhas
- Levi Vasconcelos
- 19 Jun 2020
- 09:19h

Tem até cadeado de R$ 428 | Fotocomposição: Brumado Urgente
— Falido levanta! Falecido, não! Fique em casa!
A frase aí, batida e repicada nas ruas de Canavieiras, é disparada pelo prefeito Clóvis Roberto Almeida, o Dr. Almeida (PPS), protagonista de uma bem sucedida história de combate à Covid (com ressalvas).
Dr. Almeida, a quem chamam de ‘O Doido’, é bolsonarista, mas como médico, divergiu frontalmente com o líder. Afina-se com ele noutro ponto, o pouco caso com os amigos. Foi eleito com apoio do grupo do ex-prefeito Jaime Loureiro, o time de Paulo Souto. Chutou todos. Ficou só.
Na guerra à Covid renasceu com força, brilhou. Chegou a ter 26 casos, travou a única entrada da cidade e virou sensação quando barrou a entrada de um desembargador. E mais: zerou o número de casos. Entre palmas, um bombardeio de acusações de superfaturamento nas licitações. Dizem que o cadeado custou R$ 428.
Na ponga
Se Dr. Almeida vai se dar bem nas urnas, sabe-se lá. O fato é que ele adota a tática dos prefeitos candidatos à reeleição em ano de pandemia, a aposta no combate ao coronavírus. A Tarde, em caderno especial, lança hoje um olhar sobre os esforços dos nossos prefeitos para salvar vidas, o mais contundente dos discursos.
Dos 417 prefeitos (e prefeitas) baianos, nada menos que 345 – ou 82,73% – estão aptos à reeleição. Desde que foi instituída, em 1997, é um recorde. Também são únicas as circunstâncias da disputa.
Quem sobreviverá? A conferir.
