PT diz que contatos iniciais do Instituto Brasil foram feitos na gestão de Souto

  • Redação Bocão News
  • 21 Set 2014
  • 10:37h

(Foto: Reprodução)

O presidente do PT da Bahia, Everaldo Anunciação, voltou a falar sobre a denúncia feita pela presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele, que acusa petistas baianos de participar de um esquema milionário de desvio de verba pública envolvendo políticos petistas. Dalva ainda detalhou o esquema para a revista Veja: "fizemos um convênio de R$ 17 milhões, pára á construção de moradias populares. Boa parte dessa verba, uns 6 milhões, foi' desviada para o caixa eleitoral do PT e justificada com notas fiscais frias, Conseguimos eleger doze prefeitos do PT com o programa". O líder petista afirmou que o partido vai entrar com ações criminais contra a publicação da Editora Abril e contra a autora das denúncias, “pois temos absoluta certeza de que eles não poderão provar nada do que foi dito e que tudo isto é apenas mais uma ação eleitoreira da Veja, como ela costuma fazer, especialmente contra o PT”.E continua: “esta é uma denúncia motivada pelo interesse eleitoreiro e que se aproveita de uma pessoa com fragilidades e com raiva de alguns petistas e do governo por não terem resolvido pendências e irregularidades do contrato do seu instituto”. Ainda em seu esclarecimento, o petista atacou até o adversário do candidato Rui Costa (PT) – também acusado de envolvimento com a ONG -, Paulo Souto (DEM), foi alvo dos disparos. Segundo Everaldo, o revista deixou de lado a informação de que os primeiros contatos do Instituto Brasil com o governo da Bahia aconteceram durante a gestão do ex-governador Paulo Souto. “Foi Paulo Souto quem trouxe este instituto para o governo, por meio de convênio firmado em 2005 com a Secretaria de Combate à Pobreza”, afirmou o presidente do PT. E ele acrescentou que, na verdade, foi o governo Wagner que tomou a iniciativa de suspender os pagamentos das prestações do contrato firmado entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e o instituto.  Ele finaliza dizendo que de um total de seis, só foram pagas as duas primeiras prestações e o restante foi bloqueado a partir do momento em que foram constatadas irregularidades na execução do objeto do contrato, que era a construção de casas populares, “e foi isto que deixou a denunciante com raiva”.