Brumado: Moção de Repúdio à defensora pública geral da Bahia gera discussão no Legislativo

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 25 Nov 2013
  • 21:09h

A moção gerou discussões entre as bancadas (Foto: Daniel Simurro / Brumado Urgente)

O descaso do Governo do Estado para com Brumado, com vários setores do município, que vem sendo mote de vários pronunciamentos mais efusivos por parte de políticos locais, veio novamente à tona na sessão desta segunda-feira (25) da Câmara de Vereadores de Brumado, já que uma moção de repúdio, de autoria do líder do prefeito, vereador José Carlos dos Reis (PDT), acabou sendo objeto de discussão entre as bancadas. Sob a justificativa de que os serviços são essências para as comunidades carentes e, desde o início do ano, as mesmas estão privadas deste benefício social, já que a Defensoria Pública Estadual de Brumado está há vários meses desativada, a moção de repúdio dividiu opiniões, já que considerou a defensora pública geral da Bahia como “persona non grata”. Subscrita pela bancada de situação, tendo a abstenção por parte da oposição, a moção foi aprovada e acabou estabelecendo um marco para a questão, já que foi avaliada como terminal, pois, segundo os vereadores situacionistas “o governo do estado está abandonando paulatinamente o município de Brumado, pois promete ampliação da barragem e não faz; promete unidade prisional e não traz; promete esgotamento sanitário e não executa a obra e, no caso da Defensoria, não tem feito nada para que o órgão seja reativado”. Na outra extremidade ficaram as alegações da bancada de oposição, que foram muito bem explanadas pelo vereador Zé Ribeiro que declarou que “para se chegar a um ponto como esse deveriam ser esgotadas todas as possibilidades e isso não aconteceu, então é ainda prematuro tomar uma atitude radical como essa, que no fundo não traz solução alguma” e ainda citou que “pelo visto a análise da bancada de situação é que o caso é terminal, que não tem mais solução, quando não é bem assim, já que acreditamos que ainda existe uma saída para esse impasse”.