Menina baiana de dois anos é morta após viajar para ficar com pai em São Paulo; madrasta de 16 anos foi apreendida
- G1
- 21 Dez 2019
- 08:05h

(Foto: Reprodução)
Uma menina baiana, de dois anos, foi morta após viajar para passar três meses com o pai, na cidade de Jambeiro, em São Paulo. Conforme a Polícia Civil paulista, a criança foi espancada pela madrasta, que tem 16 anos, foi apreendida. Segundo a polícia, a adolescente confessou o crime, mas não há detalhes sobre o depoimento dela e nem das circunstâncias do crime. A jovem foi apreendida na quinta-feira (12) e levada para a Delegacia de Polícia de Proteção a Infância e Juventude, em São José dos Campos, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo informações da polícia, a criança foi morta na terça-feira (10). Após perícia técnica, de acordo com a polícia, foram encontradas marcas de violência no corpo da criança. De acordo com a polícia de São Paulo, não há indícios de que o pai da menina participou do crime. Ele foi ouvido e liberado. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Proteção a Infância e Juventude de São José dos Campos. Segundo informações da mãe da criança, a menina, que morava com ela, no bairro de Narandiba, em Salvador, viajou para São Paulo em outubro deste ano e voltaria em janeiro, quando começaria estudar. De acordo com a mulher, a filha viajou após um acordo entre ela e o pai da criança, que mora com a companheira, em Jambeiro, em São Paulo. "O pai dela me pediu para ficar com ela [criança] um tempo. Eu falei que ela era muio pequena, para deixar ela crescer mais um pouco, mas ele disse que se eu não deixasse, ia entrar na justiça para tirar ela de mim", disse a mãe da menina. "Fizemos um acordo e ela ficaria lá [com o pai] por três meses. Minha filha viajou em outubro e voltaria em janeiro. Ele disse que a mãe dele ia para São Paulo em janeiro e ia trazer ela de volta", contou. A mãe da criança conta que não teve muito contato com o ex-marido nos últimos três meses. Ela via a menina por chamada de vídeo, através do celular da madrasta da filha. "Todas as chamadas de vídeo que a gente fazia eu via ela triste, ela já era maltratada pela madrasta. Eu falei com ele que ela estava assustada e que era para ele trazer ela de volta. Até disse que se ele não tivesse como, eu ia lá buscar", contou. Ainda segundo a mulher, após a conversa, o pai da menina disse que não ia mais devolver a criança e a madrasta parou de fazer chamadas de vídeo com ela.
