No Limite: Moradores da V.P. Vargas não suportam mais poluição provocada pela Magnesita
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 27 Ago 2014
- 18:12h

Os moradores Antônio Amorim Lima, Maria Geni das Silva Santos e Marinalva Andrade estão no limite com a situação da poluição na Vila Presidente Vargas (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
A situação da emissão de poluentes pela empresa mineradora Magnesita S.A eclodiu nos últimos dias, onde os moradores da Vila Presidente Vargas, localidade onde a fábrica está instalada, iniciaram uma série de manifestações exigindo uma ação urgente no sentido de, no mínimo, conter os altos índices de poluição vêm causando uma forte indignação. O aumento de casos de crises respiratórias e de outras enfermidades, principalmente em crianças, vem tirando o sono dos moradores que apelaram para a Câmara de Vereadores de Brumado, que formou uma comissão para buscar uma solução para o problema. A comissão esteve visitando a localidade e constatou a revolta dos moradores, que afirmaram não mais suportar a situação. O Brumado Urgente acompanhou a visita e falou com alguns moradores que atestaram que o problema que era grave, piorou ainda mais nos últimos dias. O aposentado Antônio Amorim Lima disse que “já são 25 anos de sofrimento com essa poluição, mas nos últimos dias a coisa ficou insuportável. Eu estou vivendo a base de remédios e minha saúde está muito abalada”. A também aposentada Maria Geni da Silva Santos expressou que “já são 40 anos que resido aqui na Vila, mas nas últimas décadas esse problema da poluição vem se agravando gradativamente, mas agora, está insuportável. A prova é tanto que vou ter que trocar todo o telhado da minha casa, pois a fuligem que é expelida das chaminés fez com que as telhas ficassem grudadas. Vivo doente e não suporto mais essa situação, por isso espero que as autoridades competentes resolvam logo essa questão”. Por fim foi ouvida a agente de Saúde, Marinalva Andrade que garantiu que “os casos de doença em nossa comunidade aumentaram muito nos últimos dias, sendo que as crianças e os recém-nascidos são as grandes vítimas. Acho que devido o tempo seco os poluentes vão mais longe e atingem praticamente toda a vila, afetando a tudo e a todos”.
