Investimentos dão primeiros sinais de reação após quatro anos de queda
- Estadão
- 03 Nov 2017
- 19:00h

Após quase quatro anos em queda praticamente ininterrupta – houve apenas um respiro, com alta de 0,4% no segundo trimestre do ano passado –, os investimentos devem começar agora a deixar o fundo do poço. A projeção é que a taxa de investimentos na economia tenha fechado o terceiro trimestre deste ano com crescimento de até 1,6%. Mas, segundo especialistas, ainda vai demorar muito tempo para se recuperar o que foi perdido nesse período: em quatro anos, a taxa de investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 21,1% para os atuais 15,5%. Rodolfo Margato, economista do Santander, por exemplo, projeta que os investimentos tenham crescido 1% no terceiro trimestre e devem ganhar mais ritmo no próximo ano, quando devem avançar 6%. Porém, esse crescimento ainda estará longe de recuperar os níveis pré-crise. “É claro que a volta dos investimentos é um sinal positivo, por interromper quatro anos de contração, mas está longe de compensar todas as perdas desse período.” Após quase quatro anos em queda praticamente ininterrupta – houve apenas um respiro, com alta de 0,4% no segundo trimestre do ano passado –, os investimentos devem começar agora a deixar o fundo do poço. A projeção é que a taxa de investimentos na economia tenha fechado o terceiro trimestre deste ano com crescimento de até 1,6%. Mas, segundo especialistas, ainda vai demorar muito tempo para se recuperar o que foi perdido nesse período: em quatro anos, a taxa de investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 21,1% para os atuais 15,5%. Rodolfo Margato, economista do Santander, por exemplo, projeta que os investimentos tenham crescido 1% no terceiro trimestre e devem ganhar mais ritmo no próximo ano, quando devem avançar 6%. Porém, esse crescimento ainda estará longe de recuperar os níveis pré-crise. “É claro que a volta dos investimentos é um sinal positivo, por interromper quatro anos de contração, mas está longe de compensar todas as perdas desse período.” Os sinais de que há um início de reação aparecem aos poucos. O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, que mede os investimentos das empresas em bens de capital), calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que, em agosto, o investimento cresceu 0,8% em relação a agosto de 2016, após 13 meses seguidos de queda.
