Temer diz que 'paralisação ilegal' da PM no Espírito Santo é 'inaceitável'
- 10 Fev 2017
- 16:50h
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(Foto: Reprodução)
Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), o presidente Michel Temer disse condenar o movimento de policiais militares no Espírito Santo que causou uma crise na segurança pública do estado. Foi a primeira manifestação oficial do presidente sobre o assunto. Para o presidente, a paralisação, que ele chamou de "ilegal", é "inaceitável". Temer afirmou ainda que o direito à reivindicação "não pode tornar o povo brasileiro refém". A manifestação do presidente foi divulgada somente uma semana depois do início da onda de violência que deixou 121 mortos, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol).
A crise no estado teve início após mães, esposas e irmãs ocuparem a frente de Batalhões e Quartéis da Polícia Militar na Grande Vitória e em cidades do interior, impedindo os policiais de saírem para o traballho. Elas pedem melhores condições de trabalho para a PM e aumento salarial (reposição da inflação e 10% de ganho real). "O presidente Michel Temer acompanha, desde os primeiros momentos, todos os fatos relacionados à segurança pública no Espírito Santo. Condena a paralisação ilegal da polícia militar que atemoriza o povo capixaba. Ao saber da situação, determinou o imediato envio de dois mil homens para reestabelecer a lei e a ordem no Estado", diz trecho da nota da Presidência da República. "O presidente ressalta que o direito à reivindicação não pode tornar o povo brasileiro refém. O estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável", continua o texto.
