À Francesa: Defensora Geral do Estado deixa comissão brumadense a ver navios
- Daniel Simurro / Brumado Urgente
- 28 Mar 2014
- 17:12h

A comissão foi recebida por dois subdefensores (Foto: Brumado Urgente)
Brumado parece estar mesmo vivendo momentos de “inferno astral”, já que, ao invés de estar recebendo ações desenvolvimentistas, está é perdendo, o que é muito bem representado pelo caso emblemático do escritório local da Defensoria Pública Estadual, que foi desativado e, até o momento, apesar de toda a concentração de esforços por parte de políticos locais, não tem previsão de retorno. Nessa verdadeira epopeia, uma comissão composta por 12 membros, tendo vereadores, líderes comunitários, o presidente da subseção da OAB de Brumado, Dr. Oswaldo Laranjeira e presidentes de associações, foi a Salvador nesta quinta-feira (27) para uma reunião agendada com a defensora geral do Estado da Bahia, Dra. Vitória Beltrão, onde o clima era positivo, já que uma solução poderia ser encontrada para o impasse, mas, as expectativas acabaram se tornando em uma grande frustação, já que a defensora não recebeu a comissão sob a alegação de que tinha, no mesmo horário, uma reunião na Casa Civil, enviando dois subdefensores para comunicar o fato à comissão brumadense que, literalmente, ficou a ver navios. Na mesma hora foi sugerido que todos se dirigissem também à Casa Civil, para pressionar, desta feita, o próprio Rui Costa, mas a ideia acabou sendo abortada. Na próxima terça-feira (01) para reavaliar as ações e projetar as próximas ações. O fato de 12 representantes brumadenses, saírem em destino a Salvador, buscando a solução de um problema importante, que aflige, principalmente, as classes mais desfavorecidas economicamente, pode ter a leitura de mais um descaso com Brumado, que vem sendo tratada como o “patinho feio” dos municípios da Bahia pelo Governo do Estado, que vem teimando, assim como fez a defensora, em “desdenhar” das grandes demandas do município. Outra possibilidade é que a defensora não “engoliu” até agora a Moção de Repúdio que foi aprovada no Legislativo pela bancada de situação, tanto que se cogitou nos bastidores que, caso os vereadores não voltem atrás e reconheçam que foi um erro a aprovação do documento, ela também não irá resolver o caso de Brumado, numa espécie de “pirraça” administrativa.
