Design brasileiro ganha destaque internacional
- 07 Fev 2016
- 15:03h

Carvalho vê prêmio como forma de qualificar o trabalho do profissional
Um prêmio internacional na área de arquitetura e design dá visibilidade, traz reconhecimento e apresenta-se como uma chancela internacional para os profissionais. Esses eram os objetivos dos 101 brasileiros que se inscreveram no iF Design Award 2016, reconhecido como um dos mais completos prêmios do design. Do total de inscritos, 38 levaram o prêmio, nas categorias de arquitetura e interiores, produto, comunicação, embalagem e design de serviço. Para Ana Brum, diretora técnica do Centro Brasil Design, instituição representativa do iF Design Award no Brasil, o número de ganhadores e inscritos demonstra a vontade dos profissionais brasileiros em se posicionar e conquistar mercados internacionais. "O Brasil tem se destacado nesse cenário porque as empresas estão percebendo que é vantajoso se inscrever em um prêmio e passar por um crivo internacional. É um argumento de venda de um produto brasileiro que pode ser usado no mundo inteiro", afirma Ana Brum.
Um dos vencedores, na categoria "Arquitetura e Interiores" foi o projeto Txai House, em Itacaré, na Bahia, feito pelo escritório de arquitetura Studio Mk27, de São Paulo, para um cliente confidencial pessoa física. Além da casa, o Studio Mk27 venceu com mais dois projetos. Outro destaque brasileiro é o projeto Glass House (Casa de Vidro), do escritório Cristina Menezes Arquitetura e Decoração. No Nordeste, os vencedores foram a Papaiz Nordeste Indústria, com a criação de um cadeado mais resistente a corrosão e maresia, na categoria de produtos, e a Abracadabra Design, de Fortaleza, vencedora na categoria de embalagem criada para o produto Pardal Sorvetes. As inscrições para o próximo iF Design Award abrem em março de 2016 e podem ser feitas por meio do Centro Brasil de Design. Os resultados dos vencedores serão divulgados em janeiro de 2017.
Participação baiana
A baixa representatividade baiana no prêmio leva especialistas e profissionais da área ao diagnóstico de que os arquitetos e designers da Bahia ainda não têm o hábito de se inscrever em prêmios internacionais. Segundo Solange Araújo, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento da Bahia, assim como os concursos públicos para a seleção de profissionais, os prêmios são instrumentos para reconhecer os trabalhos originais e criativos, após a avaliação de jurados isentos. "Existe uma certa timidez ou falta de hábito de apresentar seus produtos e sua produção para ser exposta ao julgamento nacional e internacional. É importantíssimo para a área. Mas só irá acontecer se as pessoas começarem a se inscrever e a mostrar o que produzem. Isso gera reconhecimento. A partir de um concurso ou premiação vários expoentes nacionais e internacionais passaram a ser conhecidos e se tornaram referência", afirma Solange Souza Araújo. Para o arquiteto e designer de produtos Luiz Humberto Carvalho, da LHC Arquitetura e Design, os prêmios são formas de qualificar os trabalhos dos profissionais. A baixa representatividade da Bahia, para o arquiteto, é resultado da falta de divulgação e conhecimento sobre os prêmios. "Faltam divulgação e um incentivo para que se consiga um resultado legal em relação aos prêmios internacionais. Profissionais em si, nós temos, com grandes habilidades. Mesmo com bons profissionais, precisamos de divulgação e incentivo", diz Carvalho. Na Bahia, o Núcleo de Decoração e o IAB promovem prêmios locais.
