‘Se tivéssemos esgotamento sanitário os R$ 5 milhões seriam utilizados para novas obras e não para recuperar as que já temos”, afirma prefeito de Brumado
- Daniel Simurro / Brumado Urgente
- 29 Jan 2016
- 15:47h

O prefeito Aguiberto ao lado do seu secretariado garantindo que a prioridade de Brumado nesse momento é a instalação do sistema de esgotamento sanitário (Foto: Daniel Simurro / Brumado Urgente)
A realização da coletiva de imprensa dada pelo prefeito Aguiberto Lima Dias e por todo o seu secretariado na manhã desta sexta-feira (29) serviu para evidenciar que o grande vilão que impede o progresso e o desenvolvimento do município de Brumado é a falta do esgotamento sanitário, pois isso impossibilita que a pavimentação asfáltica seja realizada nos locais que foram pavimentados a paralelepípedos, por meio de emendas parlamentares, pois só se autoriza a libração de novos recursos se houver o esgotamento sanitário. Segundo o próprio prefeito o que existe atualmente é o sistema de captação o das águas pluviais, que, com o crescimento do município acabou agregando os resíduos do esgotamento, já que não poderia se permitir que a cidade se tornasse um grande esgoto a céu aberto. Questionado sobre o fato da recuperação das ruas ser feito com apenas areia com elemento de rejunte, o gestor argumentou que “os serviços são feitos dessa forma, pois se colocar cimento não faz diferença, já que quando caminhões com carga pesada passam o cimento de rompe e ai água penetra e, consequentemente, os paralelos se desmontam” e continuou alegando que “realmente o paralelepípedo é um sinal de atraso, mas enquanto não tivermos em Brumado a obra mais urgente que é o esgotamento, teremos que continuar vivendo nesse dilema, de ter que utilizar os recursos que eram para obras novas, para tentar recuperar as que já temos e, o que é pior, que essa recuperação é paliativa, pois quando a cidade é atingida por um volume de chuvas como o que caiu nos últimos dias a destruição acontece novamente”. E finalizou destacando que “então hoje a nossa principal prioridade é a conquista do esgotamento, mesmo sabendo que é uma obra cara que está orçada hoje em mais de R$ 70 milhões, pois sem isso, continuaremos a ter que conviver com essa situação de se colocar remendo novo em pano velho”. Na coletiva foi ventilada a possibilidade de Brumado querer retomar o domínio da concessão de água e esgoto da cidade, que vence em setembro de 2017, mas que tem que ser assinado o protocolo de intenções um ano antes.

