Eleições 2016: O desafio dos políticos para exorcizar o Whatsapp

  • Brumado Urgente
  • 19 Jan 2016
  • 13:09h

(Composição: Brumado Urgente)

Serão as primeiras eleições municipais que contarão com a presença “ilustre” do aplicativo WhatsApp, que se tornou uma ferramenta imprescindível na vida de muita gente, que garante que não consegue viver sem ele. Fazendo um retrospecto não muito distante, as eleições das últimas décadas da Capital do Minério traziam em seu bojo uma rede de informações apócrifas, ou seja, uma ação rasteira, que tinha como único objetivo prejudicar os adversários com mentiras e toda sorte de calúnias, as quais eram representadas pelos famosos “capetinhas”, que eram geralmente “veiculados” num material impresso, quase sempre em meia página que eram distribuídos na “calada da noite”, buscando mudar a intenção do eleitorado, que muitas vezes acreditava nas injúrias e impropérios, tanto que há quem diga que esses “capetinhas” já teriam decidido até eleição na última hora. Difíceis de serem descobertos esses “diabinhos” como também são conhecidos, agora, se tornarão coisa do passado, pois o WhatsApp deverá tomar o seu lugar e ser o canal disseminador da maldade, ou já podemos dizer até que é, mesmo antes do período eleitoral ter se iniciado, já que vários “posts” atualmente possuem esse caráter, inclusive, um deles, recentemente, teve como vítima, - por ironia do destino -, um personagem conhecido como “Capeta” (alguns entenderão). Então, nesse novo contexto, os candidatos terão um grande desafio pela frente para exorcizar esses posts encapetados que irão “viralizar” pelo WhatsApp, sendo que para rastrear o seu “itinerário nefasto”, não será uma tarefa nem para padre e nem pastor e quem sabe nem para o FBI e a Scotland Yard. Então, é bom se preparar para limpar constantemente as memórias dos smartphones, porque, inevitavelmente, uma avalanche de “informações infernais” deverá ser compartilhada de forma frenética visando “demonizar” a vida de muita gente e quem for pego com alguma delas em seus arquivos de celular poderá ter sérias complicações com a Justiça Eleitoral, caso não comprove a origem das mesmas.