Otto ressalta apoio a unificação das eleições na Marcha dos Prefeitos

  • Francis Juliano / Ailma Teixeira
  • 03 Jun 2019
  • 14:31h

(Foto: Mapele News)

Presente na Marcha dos Prefeitos, que acontece na manhã desta segunda-feira (3), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), o senador Otto Alencar (PSD) endossa a pauta do evento. Neste ano, os chefes dos Executivos municipais defendem a unificação das eleições no país. "Olha, eu defendo isso há muito tempo. Eu acho que eleição de dois em dois anos dificulta muito para classe política como um todo. Você termina uma eleição, como terminamos ano passado a de governador, senador, deputados, presidente da República, e já se começa, no dia seguinte, a discutir eleição municipal", critica o senador baiano. Para ele, o Brasil "não vai suportar eleição de dois em dois anos" diante dos altos custos que isso demanda. As eleições municipais ocorrem nesse formato desde 1988. Mas apesar de apoiar a proposta, o senador não é otimista quanto à sua tramitação no Congresso Nacional. Otto diz que não tem ideia do que vai acontecer, já que, segundo ele, "a Câmara tem dificultado muito a tramitação das matérias" (saiba mais aqui). Como exemplo, o senador cita a Medida Provisória 871, que visa coibir fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após um longo trâmite na Câmara dos Deputados, o texto deve ser votado no Senado nesta segunda, prazo final para que não perca a validade. Coordenador da bancada baiana na Câmara dos Deputados, Daniel Almeida (PCdoB) ressalta que sempre foi a favor de unificar as eleições no Brasil. O tema é o foco da 2ª Marcha dos Prefeitos da Bahia, que acontece na sede da União dos Municípios (UPB), na manhã desta segunda-feira (3). "Acho que isso é o melhor para o país, mesmo que a eleição aconteça em datas diferentes no mesmo ano", afirma o deputado. O ponto de discussão, segundo Almeida, é a forma como essa unificação deverá ser feita, se com uma extensão do mandato dos prefeitos para seis anos até que se iguale ao período das eleições estaduais e federal ou se com um mandato de dois anos. "O Congresso precisa ver qual é o melhor caminho para chegar a essa unificação. A proposta tem muita força, muita aceitação, eu tenho percebido. Mas fico entendendo que esse processo de reeleição, mandatos muito curtos, o país para para debater eleição, não tem permitido tempo maior para que prefeitos e governadores cuidem da gestão, então é um debate que no Congresso vai ganhando cada vez mais adesão", pontua Almeida. Além dele, outro apoiador declarado da mudança é o senador Otto Alencar (PSD), também presente no evento.