MEC implanta impressão digital para evitar fraudes no ENEM

  • 04 Nov 2016
  • 07:00h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Educação (MEC), no próximo final de semana (5 e 6 de novembro), irá recorrer à biometria para fazer o reconhecimentos individuais dos estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O MEC, no entanto, não divulgou se o cadastramento de impressões digitais será feito no primeiro ou no segundo dia, ou se em ambos. De acordo com o Ministério, o objetivo é que os participantes sejam surpreendidos e não possam enviar outra pessoa em seu lugar para fazer as provas. É esperado que oito milhões de jovens passem pela experiência, destes, 2,2 milhões estão no último ano do Ensino Médio. Com o exame, o candidato pode tentar ingressar em uma das 500 universidades que utilizam a prova como seleção.  De acordo com Phil Scarfo, especialista em biometria e vice-presidente global de vendas e marketing da HID Biometrics, a autenticação da ‘impressão digital’ tem o mais alto valor de uso no nosso dia a dia, já que se trata de um atributo físico inviolável, que não pode ser alterado por criminosos. “ Num futuro próximo, não vamos precisar de bolsa nem carteira, apenas dos nossos dedos para fazer uma série de atividades, incluindo as acadêmicas. 

Por isso, é uma grande ideia usar a impressão digital para autenticar pessoas que estão participando de um grande processo de seleção. Quando os leitores de impressão digital de alta qualidade e segurança estiverem disponíveis nos smartphones, meios de transporte, locais de trabalho, caixas eletrônicos, escolas, hospitais, academias de ginástica etc., tudo o que fizermos terá um nível de segurança imensamente maior do que hoje”, pontuou. O especialista destaca ainda que a maioria dos documentos expedidos atualmente conta com registros de impressão digital: documento de identidade (RG), passaporte, título de eleitor, carteira de motorista etc. “O Brasil está fazendo um enorme banco de dados de impressões digitais, o que permitirá em breve cruzar informações que serão muito úteis para agilizar processos e aumentar a segurança dos cidadãos. A possibilidade de saber ‘quem’ está fazendo ‘o quê’ evita um número enorme de fraudes e ações mal-intencionadas. Além disso, finalmente as pessoas começam a aposentar as senhas alfanuméricas usadas nos últimos 60 anos”, completou. No aspecto acadêmico, Scarfo diz que o uso de autenticação de impressão digital não é importante somente no controle de acesso dos estudantes às escolas e universidades, mas em tantas outras situações em que é fundamental haver maior supervisão.