Prisão de deputado bolsonarista também foi recado para militares, avaliam ministros do STF

  • 19 Fev 2021
  • 13:57h

Foto: Divulgação

A determinação da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) não foi apenas uma punição pelos ataques que ele proferiu contra ministros do Supremo Tribunal Federal  (STF). Para magistrados da Corte, a medida (veja aqui) serviu também como um recado para os militares que defendem a pressão do general Eduardo Villas Bôas sobre a Corte.

Na última semana, Villas Bôas deu detalhes sobre os bastidores de uma postagem feita por ele na véspera do julgamento da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2018. Na ocasião, ele disse que o Exército compartilhava um "anseio de repúdio à imunidade" e, agora, revelou que a mensagem foi escrita com ajuda de outros integrantes das Forças Armados.

Diante da repercussão desses novos fatos, o general ainda ironizou o ministro Edson Fachin, ao dizer que ele só reagiu à mensagem "três anos depois" (saiba mais aqui). Com isso, os magistrados avaliam que a atitude do general e a do deputado fazem parte de um mesmo movimento antidemocrático e de ameaça às instituições.


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