Prefeito de Brumado se posiciona contra o voto obrigatório e ainda declara que “acaba catalisando a compra de votos”

  • Brumado Urgente
  • 06 Jan 2021
  • 08:34h

O prefeito Eduardo Vasconcelos espera que o voto deixe de ser obrigatório | Foto: Daniel Simurro

Durante a posse de seu novo secretariado municipal, o prefeito de Brumado, engenheiro Eduardo Vasconcelos, que voltou a declarar de forma sistemática que não é político de carreira e que está na política por amor ao seu torrão natal, fez um pronunciamento englobando várias temáticas atuais, inclusive a aversão pessoal que tem ao uso das máscaras, tanto que espera que a vacina venha o quanto antes, para que ele possa se livrar desta “peça indesejável”, mas tão vital para os dias de hoje.

Dentre a vastidão de suas conjecturas, Vasconcelos abordou uma situação conflitante à tão defendida Democracia, que é o voto obrigatório. “Se é Democracia, tem que dar o direito de escolha, mas não é assim o entendimento da Corte e do Congresso, que continuam defendendo que o voto tem que ser obrigatório. Nas nações evoluídas, isso não existe, pois é um grande contrassenso”.

Ele continuou a sua narrativa dizendo que “é justamente essa obrigatoriedade que catalisa a compra de votos” e continuou observando que “já está na hora disso ser revisto, pois se o Brasil está evoluindo democraticamente, o voto obrigatório é inconcebível”.

O chefe do executivo brumadense foi mais além ao comentar uma situação que ocorreu nas últimas eleições municipais, na qual ele foi o vencedor, dando-lhe o direito de ir para o seu quarto mandato. “Eu gastei pouco na campanha, mas quem viu a nossa declaração pensou ao contrário, mas, garanto, que cumprimos à risca a legislação. O outro grupo pode ter gasto vinte vezes mais, só que isso não apareceu na declaração eleitoral, aí fica esse mistério no ar”, asseverou.

E finalizou vaticinando que “eu creio que ainda vamos ver a verdadeira Cidadania ser o condão, pois ser cidadão, é ser consciente e, com isso, ter o devido discernimento para escolher, sem qualquer obrigatoriedade, o que é o melhor para o seu país, para o seu estado e para o seu município”.

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