COVID-19 e (Ir)responsabilidade

  • Cleio Diniz
  • 25 Mar 2020
  • 09:31h

(Foto: Divulgação)

Não se trata do que é, ou como foi criado, mas como se propaga. O COVID-19, ou corona vírus não tem vontade própria de locomoção, Ou seja, não voa, não anda, não se teletransporta. Obrigatoriamente precisa de um hospedeiro, mais especificamente um hospedeiro humano. Neste ponto, mesmo com a divulgação inicial de sua agressividade e fatalidade em curtíssimo espaço de tempo, a possibilidade de se tornar uma pandemia global, sem fronteiras foi tratado com descaso pleno, como histeria coletiva, como sendo uma notícia fantasiosa e exagerada, como sendo um problema do vizinho, e que somos imunes, super-heróis.

Esta atitude colocou vulnerável uma população que não se encontrava em contado com o vírus. Assim sendo, o COVID-19, tomou as proporções atuais devido ao comportamento da própria humanidade. Enfim, a saúde pública em polvorosa, a economia em abalo real, empresas em risco de falência, empregos a beira da extinção, e tudo decorrente de um ato insano da humanidade, o frenesi de se locomover, a falta de solidariedade e respeito pelo próximo, atitudes que nos levam a acreditar que o maior perigo para a humanidade é a própria humanidade, o ser humano é seu maior inimigo.

Opinião
Crise
Covid-19

Comentários

  1. Carlos Pires

    "Felicito o autor, Cleio Diniz, pela relevante abordagem sobre a nefasta conduta das pessoas em face do avanço da pandemia. Abraço fraternal! Carlos Pires."