Advogada presa no CE pediu para ser agredida para obter prisão domiciliar, diz detenta que a espancou

  • G1
  • 16 Jan 2020
  • 09:11h

( Foto: Divulgação/PCCE)

detenta suspeita de agredir a advogada Elisângela Maria Mororó no Instituto Penal Feminino (IPF) Auri Moura Costa, no Ceará, afirmou à Polícia Civil que a advogada pediu para ser agredida, com o objetivo de conseguir prisão domiciliar, conforme depoimento registrado em boletim de ocorrência ao qual o G1 teve acesso.Elisângela Mororó foi presa por suspeita de integrar uma organização criminosa que atua no Ceará. Na residência onde ela estava, foram apreendidas uma pistola e cocaína. Depois, ela foi alvo de um mandado de prisão da Operação Reino de Aragão, em dezembro do ano passado, por suspeita de planejar ações criminosas com chefes da facção presos, inclusive a fuga de um presídio. Após a agressão, Elisângela foi levada a atendimento médico, que não constatou gravidade nas áreas atingidas. Em seguida ela retornou à unidade prisional, onde permanece reclusa. Ela também é suspeita de cobrar até R$ 15 mil para entregar droga a presidiários durante visita aos clientes presos. Procurada pelo G1, a defesa da advogada diz que não iria se manifestar sobre o caso porque ainda não tem conhecimento sobre o depoimento da detenta. Em boletim de ocorrência de 6 de janeiro, a presidiária suspeita de agressão reconhece que mentiu no depoimento de dia 2 de janeiro, quando confirmou que agrediu a advogada motivada pelo fato de que "não gostou dessa mulher porque viu um bicho ruim nela". Segundo a nova versão da detenta, Elisângela pediu para que ela simulasse a agressão com a promessa de que conseguiria um advogado para ela. O defensor atuaria em um pedido de transferência para um hospital mental, já que a mulher sofre surtos de epilepsia. A presa completou "que confessa o falso testemunho prestado e que somente aceitou fingir que estava agredindo a detenta supracitada, porque esta lhe pediu para que batesse na cara dela e na barriga com o fito de conseguir prisão domiciliar e que a declarante então conseguiria a comunicação com sua genitora e por consequência iria para o hospital mental", segundo o registro no boletim de ocorrência.


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