Anvisa deve aprovar nesta quarta-feira o uso de autoteste de Covid

  • por Mateus Vargas | Folhapress
  • 19 Jan 2022
  • 12:09h

Foto: Fernanda Galvão

A diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve aprovar nesta quarta-feira (19) o uso do autoteste de Covid-19 no Brasil.
O Ministério da Saúde pediu na última quinta-feira (13) para a agência liberar o exame que pode ser feito em casa. Utilizado há meses em outros países, os autotestes são proibidos no país por causa de uma resolução da Anvisa de 2015.

Pela regra, o ministério precisa propor uma política pública para liberar a entrega dos exames ao público leigo. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já sinalizou que os produtos não devem ser comprados pelo governo federal.

Técnicos da agência também tentavam levar para a mesma reunião a votação sobre pedido de uso da Coronavac para o público de 3 a 17 anos. Mas a análise da diretoria deve ser feita em outra data, ainda nesta semana, pois alguns pareceres sobre a vacina estão sendo finalizados.

 

 

A tendência é aprovar o autoteste e o uso da Coronavac em crianças e adolescentes, mas a decisão final depende do voto da maioria dos cinco diretores da Anvisa.
 

A testagem no Brasil está centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos, que não estão conseguindo atender à demanda diante da circulação da variante ômicron.
 

Entidades científicas cobraram, na semana passada, uma política de testagem mais ampla do governo federal e a permissão do exame em casa. A procura pelos testes disparou com o avanço da contaminação na virada do ano.
 

O ministro Queiroga disse que o autoteste pode desafogar as unidades de saúde, mas afirmou que a compra do produto para o SUS pode não ter o efeito desejado.
 

"O Brasil é um país muito heterogêneo, de muitos contrastes. A alocação deste recurso para aquisição de autoteste, distribuir para a população em geral, pode não ter resultado da política pública que nós esperamos", disse o ministro no último dia 14.
 

Presidente-executivo da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial), Carlos Gouvêa disse à Folha que os autotestes devem ser mais baratos que exames de antígeno vendidos em farmácia. "Hoje a gente vê valores de R$ 70 a R$ 150 (de testes de antígeno) nas farmácias. O autoteste deve ficar de R$ 45 a R$ 70", afirma Gouvêa.
 

Na proposta envidada à Anvisa, o ministério orienta que pacientes que detectaram a infecção pelo autoteste procurem atendimento em unidade de saúde ou teleatendimento para confirmar o diagnóstico e receber orientações.
 

Segundo a mesma nota, a autotestagem é uma estratégia adicional para prevenir e interromper a cadeia de transmissão da Covid-19, juntamente com a vacinação, o uso de máscaras e o distanciamento social.
 

VACINA
 

A campanha de vacinação das crianças foi aberta na última sexta-feira (14), com o imunizante da Pfizer destinado ao grupo de 5 a 11 anos. O primeiro imunizado foi Davi Seremramiwe Xavante, um menino indígena de 8 anos.
 

Integrantes da Anvisa afirmam que algumas condições podem ser definidas para aprovar a Coronavac para o grupo de 3 a 17 anos. Entre elas, que o laboratório paulista se comprometa a gerar dados sobre o uso das doses no Brasil, além de apresentar o desfecho de estudo global que está sendo conduzido na China, África do Sul, Chile, Malásia e Filipinas.
 

Os pareceres das áreas técnicas devem apontar que a vacina demonstra dados sólidos de segurança. Além disso, destacar que o imunizante é largamente aplicado nos mais jovens em outros países, como o Chile. O país andino já imunizou 1,4 milhão de pessoas entre 3 e 17 anos.
 

O Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças, caso haja aprovação da Anvisa. Como a vacina é do mesmo modelo aplicado em adultos, estados já se planejam para destinar doses estocadas ao público mais jovem.
 

A vantagem da Coronavac é a disponibilidade de doses, devido ao fato de que o imunizante parou de ser usado pelo governo federal.
 

A vacinação de crianças e adolescentes é tema sensível no governo Jair Bolsonaro (PL), pois o mandatário distorce dados e desestimula a imunização dos mais jovens. Ele chegou a ameaçar expor nomes de servidores da Anvisa que aprovaram o uso de vacinas da Pfizer em crianças.
 

Em nota divulgada no último dia 8, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, rebateu insinuações de supostos interesses escusos da Anvisa na vacinação de crianças e cobrou retratação do presidente.

CONTINUE LENDO

Funcionários teriam sido orientados a trabalhar com surto de Covid em plataforma da Petrobras

  • por Erem Carla I Bahia Notícias
  • 19 Jan 2022
  • 09:46h

Foto: Reprodução / O Petróleo

Funcionários de empresas terceirizadas da Petrobras teriam sido orientados a trabalhar em meio a um surto de Covid-19 em um Flotel na Bacia de Santos, que estende-se de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro até Florianópolis, estado de Santa Catarina.

De acordo com relatos, uma equipe de testagem esteve na plataforma, mas os empregados não puderam esperar os resultados dos testes antes de retornar ao serviço. Os denunciantes optaram por não divulgar os próprios nomes por medo de represálias, mas citam que a situação acontece com colaboradores de empresas como Actemium, LC Restaurante, Ideal e Posh.

O depoimento conta ainda que toda a testagem foi posta em risco, pois os profissionais testados tiveram que retornar ao trabalho e não ficaram em isolamento até o resultado do teste. As pessoas que positivaram, tiveram contato com os trabalhadores sem saber que estavam infectadas.  

Também foi informado que com a chegada das confirmações, as atividades pararam e os funcionários com resultado positivo para o vírus foram isolados. 

Em nota ao Bahia Notícias, a Petrobras informou que as atividades da empresa nunca foram interrompidas e estão sendo desempenhadas de forma contínua. 

De acordo com a empresa, são adotados os mais rigorosos padrões de segurança como testagem; distanciamento físico; uso obrigatório e adequado de máscaras; procedimentos de higienização de mãos e equipamentos; e adequação de efetivo.

A Petrobras também informou que é feita a identificação e isolamento precoce de colaboradores com sinais, sintomas e contatos com casos suspeitos da doença.

Sobre o aumento dos casos de Covid, a estatal informou que os novos casos confirmados na companhia são assintomáticos ou com sintomas leves e não há impacto significativo nas operações, em razão de afastamentos de colaboradores contaminados. O número de casos confirmados não foi informado.

“Buscando mitigar a exposição aos riscos de contaminação pela nova variante Ômicron, na quarta-feira (12/01), a Petrobras ajustou a regra de retorno ao trabalho presencial dos colaboradores do setor administrativo para 40%, similar à condição de Dezembro/21. O retorno ao presencial dos colaboradores terceirizados em atividades administrativas, previsto anteriormente para fevereiro, foi postergado para março”, informa a nota.

Com relação ao cenário pandêmico, a Petrobras informou que monitora continuamente tanto indicadores internos como externos e ajusta as suas medidas quando necessário, “mantendo sempre, tanto os rigorosos padrões em prol da segurança dos colaboradores, quanto o atendimento de bens e serviços de primeira necessidade, demandados pela população.”

LEM: Jovem pula de 3º andar de prédio após fugir de agressão de namorado

  • 19 Jan 2022
  • 07:43h

Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução / Google Maps

Uma jovem de 18 anos teve múltiplas fraturas depois de pular do terceiro andar de um prédio, nesta terça-feira (18), na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Segundo informações da Polícia Militar, o caso ocorreu após ela tentar evitar uma agressão do namorado.

De acordo com a PM, o casal discutiu por volta das 12h, no Loteamento JK. O suspeito, de 27 anos, é tatuador e não teve seu nome divulgado. Ele foi preso.

Ainda conforme as informações, a vítima caiu de uma altura entre 10 e 12 metros e está internada em Barreias, no Hospital do Oeste. Não há detalhes sobre o estado de saúde da vítima.

Datafolha: 81% dos brasileiros apoiam 'passaporte da vacina' para locais fechados

  • Bahia Notícias
  • 18 Jan 2022
  • 18:04h

Foto: Lula Bonfim / Bahia Notícias

Uma parcela de 81% dos brasileiros é favorável à cobrança de um “passaporte da vacina” contra a Covid-19 para a entrada de pessoas em locais fechados, como bares, restaurantes, casas de show e escritórios, de acordo com um levantamento do instituto Datafolha. Outros 18% são contrários à exigência do comprovante de vacinação, enquanto 1% não soube responder.

Segundo o Datafolha, o maior percentual de favoráveis à medida ocorre entre mulheres (87%), pessoas com mais de 60 anos (87%), com ensino fundamental (86%) e que ganham até dois salários mínimos (85%).

Os grupos com maior rejeição à obrigatoriedade da vacina para entrar em lugares fechados são homens (24%), pessoas de 25 a 34 anos (22%) e que ganham mais de dez salários mínimos (28%).

O apoio à exigência da vacinação é maior no Sudeste (84%) e menor na região Sul (75%). Também há maior apoio entre espíritas (87%) e católicos (85%) do que entre evangélicos (76%). Entre as ocupações, as donas de casa são as mais favoráveis (90%), e os empresários (60%) a categoria em que o apoio é menor.

A pesquisa foi feita por telefone nos dias 12 e 13 de janeiro, com 2.023 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados do Brasil. A margem de erro é de 2%, para mais ou para menos.

Atividade econômica cresce 0,69% em novembro, diz Banco Central

  • por Folhapress
  • 18 Jan 2022
  • 16:49h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou alta de 0,69% registrado em novembro de 2021, na comparação com outubro, percentual já dessazonalizado para compensar eventuais diferenças entre os períodos, como o número maior de feriados ou fins de semana. As informações são da Agência Brasil.
O dado, uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi divulgado nesta segunda-feira (17), em Brasília, pelo Banco Central. Apesar da alta, o trimestre ainda apresenta número negativo (-0,79%), devido a uma sequência anterior de recuos, segundo os números apresentados pela autoridade monetária.

Na comparação com novembro de 2020, quando os efeitos da pandemia estavam mais acentuados, o indicador tem alta de 0,43%; e no acumulado do ano (janeiro a novembro de 2021) a variação observada, sem ajuste sazonal, ficou em 4,59%. No acumulado de 12 meses, novembro tem alta de 4,30%.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2022, é de 11,75% ao ano, conforme boletim divulgado pelo Banco Central no início do mês.

Pandemia fez um novo bilionário a cada 26 horas, diz Oxfam

  • Bahia Notícias
  • 18 Jan 2022
  • 13:47h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

Enquanto a pandemia colocou na pobreza mais de 160 milhões de pessoas, um novo bilionário surgiu a cada 26 horas desde o início da crise humanitária, afirma a Oxfam Brasil, entidade que trabalha na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e injustiça.

A pesquisa apontou que os 10 homens mais ricos do mundo mais que dobraram suas fortunas, passando de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão – a uma taxa de US$ 15 mil por segundo ou US$ 1,3 bilhão por dia – durante os dois primeiros anos da pandemia. Por outro lado, a renda de 99% da humanidade caiu e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza, segundo a Agência Brasil. 

A diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, afirmou que, se os 10 homens mais ricos do mundo perdessem 99,99% de sua riqueza, eles continuariam mais ricos do que 99% de todas as pessoas do planeta. “Eles têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo”, completou.

Segundo a entidade, no Brasil, há 55 bilionários com riqueza total de US$ 176 bilhões. Desde março de 2020, quando a pandemia foi declarada, o país ganhou 10 novos bilionários. O aumento da riqueza entre eles durante a pandemia foi de 30% (US$ 39,6 bilhões), enquanto 90% da população teve uma redução de renda de 0,2% entre 2019 e 2021. Os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza (US$ 121 bilhões) do que 128 milhões de brasileiros (60% da população).

Para Kátia, é inadmissível que alguns poucos brasileiros tenham lucrado tanto durante a pandemia, quando a esmagadora maioria da população ficou mais pobre. “Milhões de brasileiros sofreram com a perda de emprego e renda, enfrentando uma grave crise sanitária e econômica”.

Pessoas curadas da Covid que se vacinam têm 90% de proteção, diz estudo

  • Bahia Notícias
  • 18 Jan 2022
  • 11:45h

Foto: Reprodução / Rafaela Felicciano / Metrópoles

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido publicou um estudo que  mostra evidências de que as pessoas que se recuperam da Covid-19 e são vacinadas com duas doses dos imunizantes adquirem uma proteção robusta e duradoura contra o novo coronavírus.

Conforme divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, pesquisadores do governo britânico, liderados pela consultora médica e chefe da agência, Susan Hopkins, analisaram os dados de 35 mil profissionais de saúde.

Os pesquisadores identificaram que os não vacinados que foram diagnosticados com a doença desenvolveram 85% de proteção contra uma nova infecção no intervalo de três a nove meses após se recuperarem. Mas a taxa caiu para 73% no prazo de 15 meses depois a infecção.

Já as pessoas que tomaram as duas doses das vacinas no intervalo de três a nove meses depois de se curarem da Covid-19 tinham 91% de proteção por mais de um ano. Depois de 15 meses a proteção caiu para 90%.

 

Rede entra com ação no STF para questionar decreto que permite construções em cavernas

  • Bahia Notícias
  • 18 Jan 2022
  • 09:41h

Foto: Reprodução / Prefeitura de Eldorado

A Rede Sustentabilidade ingressou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de questionar o decreto  assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada que permite a construção de empreendimentos considerados de utilidade pública em áreas de cavernas.

Na ação, o partido argumenta que a medida do governo federal está na "contramão da devida proteção constitucional resguardada a referidas formações geológicas — cuja biodiversidade é essencial para a vida em sociedade —, o que viola o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e todas as derivações daí decorrentes".

Em caráter liminar, a Rede pede que seja declarada a a incompatibilidade da legislação com preceitos da Constituição. A relatoria da ADPF será do Ricardo Lewandowski.

O decreto de Bolsonaro altera as restrições para construção em formações geológicas de grande relevância em todo o país. Entidades ligadas à proteção das formações geológicas denunciam que a decisão vai colocar em risco bens importantes do patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico. As informações são do Conjur. 

Zé Coca diz que não vai deixar prefeitura de Jequié para ser vice de Wagner

  • por Anderson Ramos / Erem Carla I Bahia Notícias
  • 18 Jan 2022
  • 07:39h

Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

O prefeito do município de Jequié e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá (PP), afirmou nesta segunda-feira (17), que não pretende deixar o cargo de prefeito para disputar a vice-governadoria de Jaques Wagner (PT). O nome do gestor é citado nos bastidores como um possível nome para a vaga desde setembro de 2021 (lembre aqui).

Em entrevista coletiva, Cocá cobrou apoio do Governo Federal para os municípios atingidos pelas chuvas e afastou a possibilidade de ser candidato a vice-governador da Bahia.

“A gente fica grato por ser lembrado. Quem não quer ser vice-governador da Bahia? Mas neste momento não, meu foco é Jequie, não tenho interesse nenhum em largar a prefeitura. Minha vontade é terminar o mandato e botar a cidade nos trilhos”, afirmou. 

Sobre os boatos da migração de mais deputados do Progressistas, Cocá afirmou que o partido está ciente das saídas. “Os outros deputados estarão juntos, o PP está construindo uma bancada muito forte e saíra dessa eleição mais forte do que já é”, disse. 

Teixeira de Freitas: Polícia Civil recupera joias furtadas avaliadas em 20 R$ mil

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2022
  • 16:58h

Foto: Ascom PC

Joias, perfumes importados e um relógio  avaliados em R$ 20 mil foram recuperados, após terem sido roubados no dia 3 de janeiro deste ano em uma residência no município de Teixeira de Freitas. Um dos autores do crime foi conduzido para a delegacia. 

Desde o ocorrido, policiais da Delegacia Territorial (DT) do município, com o apoio da Coordenação de Apoio Técnico à Investigação (Cati) da região Sul, estavam diligenciando no sentido de localizar os autores. Foram recuperados um bracelete com pedras de brilhantes, nove brincos, três pingentes, três pulseiras, sete anéis e uma corrente, todos de ouro, além de três perfumes importados e o relógio.

“Recebemos denúncias anônimas informando que um dos autores estaria escondido na comunidade de ‘Pedra Mole’, no município de Itamaraju. Ao chegar no local encontramos o homem que tentou fugir e era o mesmo que aparecia nas imagens de segurança da casa vítima”, explicou a coordenadora da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coopin), delegada Valéria Chaves.

Parte dos objetos furtados foi encontrada com ele, que confessou o crime. Os policiais seguem nas buscas para localizar a segunda pessoa envolvida e recuperar o restante dos bens. O homem foi conduzido para a delegacia onde foi ouvido e responderá pelo crime de furto qualificado. 

Irecê: Quatro pessoas são conduzidas com submetralhadoras e drogas

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2022
  • 14:06h

Foto: Divulgação SSP

Duas submetralhadoras calibres 380 e 9 milímetros, oito quilos de maconha, divididos em tabletes, porções de cocaína e materiais usados no tráfico de entorpecentes foram apreendidos por equipes das Rondas Especiais (Rondesp) Chapada, após denúncias anônimas, no município de Irecê.

As informações sobre a venda de entorpecentes levaram os PMs até uma casa na rua P, do bairro Novelino. Ao chegarem no local duas mulheres e dois homens foram encontrados, segundo a secretaria de segurança da Bahia. 

“Eles usavam aquela casa como ponto de venda dos entorpecentes e não esperavam a nossa chegada. Conseguimos capturá-los", contou o comandante da especializada, major Carlos Eduardo Neves. Alem das armas e drogas foram encontrados no local munições de calibres 380 e 9 milímetros, duas balanças, embalagens para guardar os narcóticos e R$ 70. O quarteto foi encaminhado, juntamente com o material, para a Delegacia Territorial (DT) de Irecê. 

O chefe da 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Irecê, delegado Ernandes Reis, contou que dois suspeitos - um homem e uma mulher - foram ouvidos e liberados. 

“Já a outra dupla foi flagranteada por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo e está à disposição da Justiça”, concluiu o delegado.

Aliados de Lula e Alckmin veem aliança pavimentada mesmo com desgastes

  • por Carolina Linhares | Folhapress
  • 17 Jan 2022
  • 12:11h

Foto: Ricardo Stuckert

Aliados do ex-presidente Lula (PT) e do ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) avaliam que a construção da chapa conjunta está pavimentada e que a união demonstrou, nos últimos dias, resistir a desafios de ordem programática e partidária.
 

Mesmo com as linhas gerais do plano econômico de Lula divulgadas na Folha em um artigo do ex-ministro Guido Mantega e a ampliação do debate no PT sobre a revogação da reforma trabalhista, interlocutores de Alckmin afirmam que diferenças pontuais nas propostas do petista e do ex-tucano não serão entraves para a aliança.
 

A leitura de quem acompanha as conversas entre Lula e Alckmin é a de que ambos querem fazer a chapa acontecer e, para isso, estão dispostos a superar diferenças --a união pode ser anunciada em fevereiro.
 

O ex-governador abandonou os movimentos para disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes e se concentrou em debater o país.

Lula, por sua vez, não viu mais surgirem especulações de nomes de vices depois que o de Alckmin entrou na roda. Petistas afirmam que, na opinião do ex-presidente, o jantar que os reuniu publicamente demonstrou que as resistências no partido e na opinião pública foram menores que o esperado.
 

No entanto, a chapa encontra opositores no PT e no PSDB. Tucanos que contavam com Alckmin em São Paulo para fazer frente ao PSDB do presidenciável João Doria e do seu candidato no estado, Rodrigo Garcia, demonstram decepção e não descartam que o ex-governador volte atrás na escolha por Lula.
 

Embora a velha guarda tucana admita que o PSDB raiz que defendem já foi próximo do PT, lembrando a boa relação entre Lula e FHC nos anos 1970 e 1980, o entendimento é o de que o petista se deixou corromper no poder e que Alckmin não pode se associar a isso. As diferenças programáticas seriam superáveis; as éticas, não.
 

Entre as divergências no plano de governo, a ideia de rever a reforma trabalhista, discutida por Lula em reunião com sindicalistas e economistas na terça-feira (11), foi tema de café da manhã entre Alckmin e o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), no dia anterior.
 

Paulinho, que é contrário à revogação da reforma, afirmou à Folha que Alckmin demonstrou haver preocupação do mercado com essa iniciativa.
 

Mais tarde, petistas e alckmistas passaram a divulgar que o ex-governador, na verdade, demonstrou interesse em estudar o tema e entendia a proposta de Lula não como algo radical, mas como uma iniciativa de diálogo entre as partes para melhorar a legislação.
 

Como mostrou a Folha, membros da cúpula do PT fizeram chegar a Alckmin explicações sobre a proposta. A missão teria apaziguado eventuais estranhamentos do ex-governador em relação ao que sugere o ex-presidente quando fala em imitar o exemplo da Espanha, que revogou a reforma trabalhista.
 

A postura de Alckmin, contudo, irritou parte dos membros do PT, já que a reversão das mudanças é pauta do partido praticamente desde que a medida foi aprovada no governo Michel Temer (MDB).
 

A conversa com Paulinho, registrada em foto e divulgada nas redes, sinalizou ainda que embaraços de ordem partidária à formação da aliança também tendem a ser solucionados. No encontro, o deputado reforçou o convite para que Alckmin se filie ao Solidariedade e componha a chapa com Lula. O ex-tucano ainda não deu resposta.
 

O plano original é o de que Alckmin se filie ao PSB, partido que forneceria a Lula a vice-presidência e que formaria uma federação ou aliança com o PT. Em troca, os petistas abririam mão de candidaturas próprias e apoiariam os pessebistas em cinco estados: RJ, ES, RS, PE e SP.
 

A questão paulista, no entanto, travou a negociação. O PT não abre mão de lançar o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que aparece à frente do ex-governador Márcio França (PSB) nas pesquisas. O partido argumenta ainda que São Paulo é um estado chave, berço do petismo, e que há chance real de vitória.
 

Do lado do PT, a expectativa é a de que França ocupe outra vaga na chapa, mas também existe o reconhecimento de que ele tem direito de concorrer --num cenário em que Haddad e o ex-governador se enfrentariam nas urnas.
 

Já o PSB tampouco está disposto a abrir mão da candidatura de França, que abriu diálogo com o PDT de Ciro Gomes --o ex-governador esteve com o presidente da sigla, Carlos Lupi, neste ano. Sem nome próprio para a Presidência, o partido estaria entre apoiar Ciro ou Lula.
 

Petistas entendem que o PSB, ao usar Alckmin como moeda de troca na questão paulista, negocia um ativo que não possui. Primeiro porque ele não está filiado ao PSB. Segundo porque Alckmin já demonstrou que quer ser vice de Lula em qualquer partido e que seu projeto não está atrelado ao de França --algo com que alckmistas concordam.
 

A vantagem de Alckmin no PSB seria agregar à campanha de Lula um partido grande --maior do que o Solidariedade ou o PV, que são outras opções. Mas há entre petistas e membros da terceira via quem aposte que Gilberto Kassab, presidente do PSD, poderia ser vice do Lula, o que supriria essa demanda por uma sigla de peso na coligação.
 

Kassab, porém, afirma que seu partido lançará a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) à Presidência. E petistas esperam que, de uma forma ou de outra, o PSB se junte ao PT, já que Ciro estacionou nas pesquisas.
 

O entorno de Alckmin acredita que há tempo para que esse imbróglio partidário se resolva. Em outra frente, tampouco as propostas à esquerda no programa do PT seriam obstáculo intransponível.
 

Petistas e alckmistas lembram conceitos defendidos tanto por Lula como pelo PSDB raiz, como responsabilidade fiscal, desenvolvimento social e defesa de uma política tributária mais justa.
 

Além disso, aliados de Alckmin esperam que o programa de governo não seja imposto, mas discutido --já que o ex-governador seria um vice não decorativo.
 

Outro ponto mencionado é o de que Alckmin retomou sua agenda pública no ano passado, após terminar a eleição presidencial de 2018 com menos de 5% dos votos, comparecendo a encontros e reuniões de sindicatos e centrais. Desde então, adotou como tema principal a questão do emprego e da renda, além da superação da crise econômica.
 

Deputados do PT admitem que a escolha por Alckmin pode cair mal entre eleitores ligados à segurança pública, à educação e aos direitos humanos, mas argumentam que esses problemas são administráveis.
 

Os entusiastas da chapa Lula-Alckmin também já têm resposta para quem resgata atritos entre eles ou falas de um contra o outro. Interlocutores de Lula argumentam que Alckmin, no Governo de São Paulo, teve excelente relação com o então presidente petista e com o então prefeito Haddad.
 

Eles relembram episódios de pontes, como quando Alckmin e Haddad anunciaram juntos o recuo no aumento de R$ 0,20 no transporte, em 2013. Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) repetiu, na semana passada, frase de Alckmin sobre a candidatura de Lula em 2018 --a de que uma vitória petista seria uma volta à cena do crime.
 

Integrantes da cúpula petista dizem que, de qualquer forma, a formalização da escolha de Lula por Alckmin aplacará críticas no partido. Já no grupo político que apoia o ex-tucano em São Paulo, o clima é de insatisfação e cobrança.
 

O ex-governador se fragiliza ao entrar em conflito com seus companheiros históricos no PSDB e deveria rever a parceria com Lula, opinam. Esses políticos já se reuniram na semana passada em busca de alternativas no estado --como apoiar o tucano Garcia ou lançar um novo nome no PSD.
 

O PSD havia oferecido legenda a Alckmin para que ele disputasse o Governo de São Paulo. O ex-governador não avançou nas conversas, sinalizando a preferência pela vice.
 

Agora, Kassab trabalha com outros nomes da ala alckmista do PSDB como opções --os prefeitos Felicio Ramuth (São José dos Campos) e Paulo Serra (Santo André) e o ex-prefeito Paulo Alexandre Barbosa (Santos).
 

O senador José Aníbal (PSDB-SP), entusiasta da terceira via, diz que falta um programa consistente à chapa Lula-Alckmin. "É um acerto frágil, um acordo sem propósito claro a não ser ganhar a eleição", diz.
 

Apoiadores da chapa minimizam as críticas e apostam no simbolismo de uma dupla que, para eles, aponta para um governo de conciliação, diálogo e união nacional. Para superar o bolsonarismo, argumentam, é preciso deixar diferenças pessoais e ideológicas para trás, e Lula e Alckmin teriam o desprendimento para isso.

CONTINUE LENDO

Instituições financeiras despontam em financiamento de pesquisas eleitorais; entenda

  • por Renata Galf | Folhapress
  • 17 Jan 2022
  • 09:50h

Foto: Bahia Notícias

O cenário de pesquisas eleitorais divulgadas ao público amplo, na corrida para as eleições de 2022, tem sido marcado não só por uma maior frequência de resultados como de mais atores envolvidos.

Uma das novidades é que parte relevante das pesquisas divulgadas em 2021 foi financiada por empresas ou grupos do mercado financeiro ou corretoras de investimentos, para além dos veículos de comunicação.

Fora isso, por ser ano eleitoral, ao longo de 2022 as pesquisas devem ser registradas na Justiça Eleitoral antes de serem divulgadas, além de seguir uma série de regras.

Entenda as regras e saiba quem financia as principais pesquisas.

 

Quais as regras sobre pesquisas eleitorais?

Pesquisas realizadas em ano de eleição têm regras específicas. Com isso, desde o dia 1º de janeiro, qualquer instituto ou empresa que queira divulgar uma pesquisa de intenção de voto deve antes registrá-la na Justiça Eleitoral com pelo menos cinco dias de antecedência.

Quem contratou a pesquisa, o valor despendido para sua realização e a origem dos recursos estão entre as informações que devem ser obrigatoriamente informadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao fazer o registro.

O que significa divulgar uma pesquisa?

Ainda que, no senso comum, divulgar uma pesquisa possa parecer equivalente a publicá-la em veículos de comunicação, do ponto de vista jurídico, a divulgação a terceiros, mesmo que seja para públicos limitados, já configura divulgação. Uma exceção seriam as pesquisas para consumo interno de partidos.

Por que essas regras existem?

As normas existem para evitar a propagação de pesquisas fraudulentas e de desinformação, conforme explica José Paes Neto, que é advogado e membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).

"Vão permitir que todos que estão envolvidos no processo eleitoral consigam depois verificar a correção dos dados, se as questões de estatística foram seguidas. Por isso todas essas regras precisam ser cumpridas antes que seja feita a divulgação das pesquisas."

O que acontece com quem divulga pesquisa sem registro?

A divulgação de pesquisa sem registro está sujeita a multa. No caso de a pesquisa ser fraudulenta, além da multa, o ato pode ser punido com detenção de até um ano.

Quais dados devem ser informados ao TSE?

Além do contratante e valor da pesquisa, também a metodologia, o período de realização, intervalo de confiança e margem de erro da pesquisa são dados requisitados. Um dos pontos fundamentais da metodologia é definir uma amostragem representativa do eleitorado.

Os dados das pesquisas registradas ficam disponíveis no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais.

Existe alguma regra sobre enquetes?

No período de campanha eleitoral, que começa em 15 de agosto, é proibida a realização de enquetes relacionadas ao pleito.

As diferenças entre enquetes e pesquisas de opinião são muitas. Enquetes não possuem metodologia nem definição de amostras representativas da população. Elas são respondidas apenas por quem toma a iniciativa de participar delas.

Empresas do mercado financeiro podem financiar pesquisas?

Não há impedimento de quem pode ou não financiar as pesquisas.

Paes Neto diz que uma das lacunas das regras que valerão em 2022 é a manutenção da possibilidade de a pesquisa ser autofinanciada.

Uma proposta prevista no novo Código Eleitoral que tramita no Congresso proíbe a realização de pesquisa eleitoral com recursos da própria empresa ou entidade de pesquisa. A única exceção seriam pesquisas com finalidade jornalística feitas por empresas integrantes de grupos de comunicação social.

Para ele, essa ideia é positiva porque "enfraquece o caixa 2 e a possibilidade de manipulação dos resultados" por parte de empresas de pesquisa sem vínculo jornalístico ou de contratantes que não declaram a origem dos recursos.

Quanto à participação de empresas do setor financeiro como patrocinadoras de pesquisa, ele não vê um problema a priori e diz que, no caso de haver uso indevido para manipulação financeira, a questão foge da seara eleitoral e é competência dos órgãos reguladores dos respectivos setores.

A questão é colocada frente à possibilidade de determinados grupos terem acesso a resultados que podem ter impacto no mercado financeiro, antes de serem amplamente divulgadas.

Qual o impacto das pesquisas?

O fato de empresas ou grupos financiarem pesquisas não é inédito. Conforme aponta Sérgio Trein, que é doutor em ciência política e professor de comunicação politica, um dos interesses das empresas para encomendar tais levantamentos era a definição de quais candidatos iriam apoiar e destinar doações. Neste caso, elas não seriam necessariamente divulgadas amplamente.

Para Trein, considerando o distanciamento da população da política, a divulgação das pesquisas e a escolha de quais possíveis candidatos entram nelas têm também um caráter de marketing e de consolidação de determinados candidatos em detrimento de outros.

"Diante desse quadro [de desinformação], a pesquisa eleitoral serve quase como um balizador, um canal de informação para as pessoas saberem quem são os candidatos efetivamente e qual o desempenho desses candidatos", diz. "Quanto antes você conseguir sair na frente melhor."

Veja o que se sabe sobre algumas das principais pesquisas divulgadas em 2021:

DATAFOLHA

Quem conduz a pesquisa: Datafolha

Quem financia: Folha de S.Paulo

Ao longo de 2021, o Datafolha realizou quatro pesquisas de intenção de voto de caráter nacional, publicadas e pagas pelo jornal Folha de S.Paulo. As duas empresas fazem parte do Grupo Folha, mas são independentes.

O Datafolha possui regras específicas em relação a pesquisas eleitorais e não aceita encomendas de partidos políticos. Conforme consta no site do instituto, os levantamentos são realizados para divulgação e uso público de grandes veículos de comunicação, e uma das obrigações do veículo contratante é tornar público o resultado do levantamento.

De acordo com Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, outra política do instituto é a divulgação dos resultados assim que a coleta de dados é concluída.

"Isso é importante, porque pesquisa de intenção de voto passou a ser um instrumento de especulação no mercado financeiro", diz. "Tudo que os investidores querem saber às vésperas da divulgação de uma pesquisa é o resultado antecipado que os institutos mais tradicionais vão dar."

FUTURA/MODALMAIS

Quem conduz a pesquisa: Futura Inteligência

Quem financia: Modalmais

Também são divulgadas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelo instituto Futura Inteligência e financiadas pelo banco digital e plataforma de investimentos Modalmais.

De acordo com a Futura, o Modalmais recebe os resultados das pesquisas assim que a coleta de dados está finalizada e os resultados tabulados. A última rodada da pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 13 de dezembro e divulgada no dia 14.

Questionado se o Modalmais ou seus clientes tinham acesso antecipado às pesquisas, o Banco Modal afirmou: "O Banco Modal contrata a Futura Inteligência para realização de pesquisa e divulga para a mídia de acordo com a norma do TSE". O TSE, contudo, não determina a divulgação, além disso suas regras só se aplicam a anos eleitorais.

Em resposta à reportagem, a Futura afirmou também realizar pesquisas de intenção de voto pagas por outros grupos ou empresas, bem como partidos políticos, mas que tem como previsão para 2022 fazer isso apenas em caráter regional e não em pesquisas nacionais.

IDEIA/EXAME

Quem conduz a pesquisa: Instituto de Pesquisa Ideia (antes, Ideia Big Data)

Quem financia: Revista Exame, que pertence ao banco BTG Pactual

Desde 2020 vêm sendo divulgadas pesquisas de intenção de voto conduzidas pelo Ideia e financiadas pela Revista Exame -que foi adquirida no final de 2019 pelo banco BTG Pactual. A parceria une o instituto de pesquisa e o braço de análise de investimentos da Exame, a Exame Invest Pro.

A rodada mais recente da pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de dezembro, e divulgada em 10 de dezembro.

Questionada se a Exame Invest Pro, o BTG Pactual ou seus clientes têm acesso antecipado aos dados das pesquisas que são divulgadas pelo veículo de comunicação ao público geral, a Exame respondeu que "o tempo entre o encerramento da coleta de dados e a divulgação para o público é sempre o mínimo possível". "A Exame recebe os resultados após o fechamento do mercado e divulga em seus canais oficiais antes da próxima abertura."

De acordo com a Ideia, em resposta à reportagem, a empresa também realiza pesquisas para outros grupos ou empresas, mas divulgações públicas ocorrem somente com a Exame. "Nosso foco nas eleições de 2022 é o setor privado e não partidos, políticos e campanhas", disse em mensagem.

IPEC, ANTIGO IBOPE

Quem conduz a pesquisa e financia: Ipec

O Ipec (Inteligência, Pesquisa e Consultoria) foi fundado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que deixou de existir no início de 2021. Márcia Cavallari, que era presidente do Ibope, é a CEO do Ipec.

Ao longo de 2021, a nova empresa realizou quatro pesquisas de intenção de voto. De acordo com Cavallari, os custos com a realização do levantamento são do próprio Ipec.

Ela explica que as perguntas são incluídas nas pesquisas Bus do instituto, que inclui perguntas de diversas empresas em uma única pesquisa, com custos compartilhados. "A gente rateia, junto com os demais clientes, os custos da execução dessa pesquisa nacional", afirmou.

Cavallari diz que os resultados foram distribuídos para veículos de comunicação como a TV Globo e o jornal O Estado de S. Paulo. O Ipec aceita encomendas de pesquisas de partidos ou políticos.

IPESPE/XP

Quem conduz a pesquisa: Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas)

Quem financia: XP Inc.

Ao longo de 2021, uma das pesquisas que teve maior frequência foi a Ipespe, encomendada pela XP, que possui a corretora de valores XP Investimentos. Parte delas está disponibilizada no site da empresa.

A última rodada, em dezembro de 2021, foi realizada entre os dias 14 e 16 de dezembro e divulgada no dia 20 do mesmo mês.

Questionado se a XP ou seus clientes têm acesso antecipado aos dados antes da divulgação a veículos de imprensa, o Ipespe afirmou que: "Pelo código de ética do Instituto e por cláusula contratual, o Ipespe não fornece informações inerentes aos nossos clientes". A XP informou que "clientes e áreas da XP que têm posição ou qualquer ligação com os mercados não têm acesso antecipado a esses resultados" e que a divulgação dos resultados segue a legislação pertinente.

QUAEST/GENIAL

Quem conduz a pesquisa: Quaest

Quem financia: Genial Investimentos

Outra parceria envolve a corretora de investimentos digital Genial Investimentos, que é controlada pelo Banco Genial, com a empresa de consultoria e pesquisa Quaest.

Existe uma página online da parceria, na qual estão disponibilizadas seis pesquisas de 2021, uma por mês, abrangendo o período de julho a dezembro.

Em resposta à reportagem, a Quaest afirmou que a divulgação dos resultados "é feita de forma uniforme, simétrica e universal". "A Genial recebe o resultado da pesquisa assim que ele é concluído na terça (geralmente a primeira terça do mês). Seus clientes e os veículos de comunicação recebem na quarta pela manhã, juntos."

A Quaest aceita encomendas de diversos grupos, empresas, universidades e partidos políticos, mas afirma que, em 2022, pesquisas de intenção de voto serão realizadas exclusivamente para a Genial Investimentos. "Nosso contrato impede que sejamos contratados por outras instituições financeiras."

PODERDATA

Quem conduz: PoderData

Quem financia: Poder360

O PoderData é uma empresa de pesquisas de opinião do grupo de comunicação Poder360. De acordo com a empresa, os resultados de suas pesquisas de intenção de votos são usados para fins jornalísticos.

Conforme consta em seu site, o PoderData não atende a governos, partidos ou políticos. "A condução dos levantamentos é baseada nas regras de excelência do jornal digital Poder360 e expressa na sua política editorial."

CONTINUE LENDO

Justiça mantém suspensão de visto e Djokovic está fora do Aberto da Austrália

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2022
  • 07:48h

Foto: Divulgação / ATP Tour

O tenista Novak Djokovic, número 1 do mundo, está oficialmente fora do Aberto da Austrália. Campeão do torneio em nove ocasiões, o sérvio teve recurso negado pela Justiça australiana neste domingo (16) e seu visto de entrada no país manteve-se suspenso. 

De acordo com o Uol Esporte, Nole será deportado da Austrália, e deverá arcar com os custos do processo. A decisão, do juiz James Allsop, foi tomada em sessão extraordinária, em Melbourne, após quase nove horas de julgamento. 

O Aberto da Austrália sorteou Djokovic como cabeça-de-chave número 1 do torneio. Ele entraria em quadra nesta segunda-feira (17), contra o compatriota Miomir Kecmanovic. 

ENTENDA O CASO 

Conhecido por discursar contra a vacinação da Covid-19, o tenista chegou à Austrália no dia 5 de janeiro. Os protocolos indicam que ele deveria cumprir uma quarentena de 14 dias, já que não tinha como comprovar a imunização. 

Contudo, Djokovic alegou que testou positivo para o novo coronavírus no dia 16 de dezembro, o que teria feito seu corpo desenvolver anticorpos contra o patógeno. 

Sem apresentar todos os documentos necessários, o atleta teve seu visto inicialmente cancelado, por representar risco para a saúde pública. Após entrar na Justiça, porém, conseguiu reverter o fato. Neste sábado (15), no entanto, ele foi novamente detido e levado para o hotel, onde aguardou a decisão. 

Com o veredito da Justiça, Djokovic será substituído no Aberto da Austrália por um "lucky loser" - que significa "perdedor sortudo", em inglês. Em resumo, o termo se refere a um tenista que foi derrotado no qualificatório do torneio, mas terá direito à vaga. 

Mais 1,2 milhão de doses de vacinas pediátricas da Pfizer chegam ao Brasil

  • Bahia Notícias
  • 17 Jan 2022
  • 07:05h

Foto: UPS / ALFTV / Receita Federal

Um voo com mais 1,2 milhão de doses pediátricas da Pfizer chegou ao Brasil neste domingo (16). Inicialmente, a previsão era que o carregamento fosse chegar no dia 20 de janeiro, mas a entrega foi antecipada. As informações são da CNN Brasil.

As doses são destinadas para a imunização de crianças entre 5 a 11 anos, e chegaram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas-SP, na manhã deste domingo. Agora, elas serão distribuídas para os estados. O voo veio de Amsterdam, na Holanda, e pousou por volta das 9h.

Na quinta-feira (13), o governo já havia recebido 1,2 milhão de doses da Pfizer para crianças, que foram distribuídas para os estados brasileiros e o Distrito Federal. A imunização do público infantil começou em algumas localidades ainda neste fim de semana, mas deve se intensificar nos próximos dias.

O governo federal assinou um contrato para adquirir mais 100 milhões de doses da Pfizer ao longo de 2022, podendo solicitar mais 50 milhões.