Novos laudos reforçam denúncia de tortura durante intervenção militar no Rio

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 12:03h

(Foto: Reprodução)

A segurança pública do Rio de Janeiro ficou sob intervenção federal de fevereiro a dezembro de 2018. Durante este período, em 21 de agosto, sete jovens foram presos em uma comunidade na Zona Norte da cidade. De acordo com a Defensoria Pública, eles só foram apresentados à Justiça dois depois. O relatório da juíza da audiência de custódia, anota que estavam "lesionados, com diversos ferimentos". Os presos dizem que foram torturados pelos soldados no momento da prisão, dentro do quartel, onde teriam sido submetidos a choques e "madeiradas". Em março de 2019, o Instituto Médico Legal seguiu um protocolo internacional de investigação de tortura, chamado Protocolo de Istambul e adotado pela ONU. Funciona assim: presos passam por entrevistas avaliadas por especialistas: médicos, psicólogos e legistas. As respostas são comparadas com o resultado do exame de corpo de delito, fotografias e depoimentos dados na audiência de custódia. Ao final, é produzido um laudo sobre o relato de cada preso. No caso do Rio, em seis dos sete novos laudos os peritos afirmam: "As alterações psicológicas apresentadas pelo periciado são altamente compatíveis com aquelas apresentadas por pessoas que passaram por situações de estresse psicológico agudo, nelas incluída a tortura".

 


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