Apesar de retração, produção industrial na Bahia segue tendência nacional, diz Fieb

  • Jade Coelho
  • 10 Mai 2019
  • 06:35h

Foto: Reprodução / EBC

O comportamento da produção industrial da Bahia, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (7) com a apresentação de redução de cerca de 10% entre fevereiro e março (leia aqui), na avaliação do diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vladson Menezes, segue a tendência nacional. Apesar dos dados do IBGE, ele fez uma ressalva e alerta: “não é bom, indica estagnação, mas não é uma coisa assustadora”. Partindo deste entendimento, o diretor da Fieb explicou a necessidade de olhar os dados e indicativos da produção industrial da Bahia em períodos mais longos, e não em comparativos mês a mês, para que se tenha real ideia e entendimento da situação do setor no estado. “A Bahia no acumulado dos últimos 12 meses caiu 0,3%, enquanto o Brasil caiu 0,1%, então o comportamento da Bahia foi similar ao brasileiro”, esclareceu. As perspectivas de melhora do setor, na visão do diretor da Fieb, não são das mais positivas, levando em conta o atual cenário, e dependem de fatores internos, externos e até internacionais para que uma melhora considerável aconteça. “O que a gente tem a dizer é que não se espera uma grande reviravolta, mas também o impacto dessa queda de março é pontual”, explicou Vladson Menezes, ao listar "movimentos" que impactariam na melhora da economia no cenário nacional e consequentemente na Bahia “É preciso no plano nacional um avanço em algumas reformas, a principal delas é a da Previdência. Uma outra coisa é uma reforma tributária, uma que possibilite uma maior racionalidade no pagamento de tributos. Uma terceira coisa é o avanço nas privatizações”, defendeu  Menezes. Para o diretor-executivo da Fieb, a resolução dessas questões é que vão, junto com as políticas internas e com o cenário mundial "definir o horizonte da Bahia nos próximos meses e também nos próximos anos”.


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