Guedes diz que é possível 'consertar' se Bolsonaro 'fizer alguma coisa que não seja muito razoável'

  • 14 Abr 2019
  • 14:08h

Foto: Fábio França/G1

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste sábado (13), em Washington, nos Estados Unidos, que ainda não conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre a decisão de suspender a alta do diesel pela Petrobras nas refinarias, mas disse concordar com as preocupações provocadas pelo recuo. "É evidente que aparentemente já houve um efeito ruim", afirmou o ministro, após participar de reuniões com autoridades do FMI (Fundo Monetário Internacional). Ao ser questionado pelos jornalistas sobre as razões e impactos da interferência do governo na política de preços da estatal, Guedes disse que prefere se "informar melhor" quando voltar ao Brasil, mas citou os caminhoneiros ao dizer que o presidente se preocupa com efeitos políticos do reajuste do diesel. "O presidente já disse para vocês que ele não é especialista em economia. Então é possível que alguma coisa tenha acontecido lá. Ele ao mesmo tempo é preocupado com efeitos políticos. Estavam falando em greve dos caminhoneiros, esse tipo de coisa", afirmou. Guedes disse ainda que ainda que é possível "consertar tudo", se "eventualmente" Bolsonaro fizer "alguma coisa que não seja muito razoável". "Acho que o presidente tem muitas virtudes, fez muita coisa acertada e ele já disse que não conhece muito a economia. Então, se ele eventualmente fizer alguma coisa que não seja muito razoável, tenho certeza que nós conseguimos consertar. Uma conversa conserta tudo", afirmou o ministro. Na véspera, Guedes, se negou a comentar a decisão de Bolsonaro. "Eu não sei nem do que vocês estão falando", disse o ministro.


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